Chego em casa e não vejo a passarinha na gaiola.
Uma gaiola que, é importante dizer, não tem buracos ou portas fáceis de abrir.
Mais atento, vejo um dinossaurozinho de plástico – que eu nunca tinha visto antes – caído no chão da gaiola e levo um susto… mas então percebo a ausência de penas e um flash me faz lembrar de um assunto parapelo, a evolução das espécies. Deixo isso de lado e faço uma busca por toda a casa: nada.
Até que olho para o sofá, onde o cachorro estava dormindo quando cheguei.
Ora ela voava por 50 centímetros cúbicos dentro de uma gaiola, outrora, ela estava enrolada numa capa de pano e agora jaz dentro de uma sacola de plástico sobre a máquina de lavar, esperando que minha irmã chegue e tome alguma providência, depois que nauseado consegui recolher seus restos mortais.
O pior: esta morte é um enorme mistério (pois a gaiola não tinha mesmo qualquer saída e o dinossauro continua um ponto inexplicado para mim) e fico imaginando o que as únicas testemunhas (fora o provável assassino) sentiram ao ver, da outra gaiola, seu filhote sendo… Argh!
Com certeza esta experiência me marcará para o resto da vida.