Mais um personagem de Skins alcançou o fundo do poço e o outro lado de um arco dramático: a doçura de Cassie acabou e cedeu espaço a uma triste e consciente amargura, resumida pela frase “Ele está bem. Não vou toca-lo”. Iniciando com poesia, este nono episódio nos traz um Chris recuperado e os amigos reunidos – aparentemente tudo está bem. Mas logo descobrimos que algumas feridas – física e emocionais – não sararam, deram apenas um breve suspiro. A visita de uma certa senhora foi descartável, já os dois homens que cruzam o caminho de Cassie trazem de volta a mesma sensação de segurança e conforto que o taxista do episódio 1.02 oferecia. E se a fuga da garota soa estranha a princípio, logo nós também não encontramos alternativa. Porque não há. Este penúltimo episódio é mais do que centrado em Cassie, é completamente aprofundado na garota, que dá o aviso: só o que vem pela frente é vazio e solidão. Assim, mergulhado de cabeça neste sentimento, pela primeira vez Skins me emociona a ponto de chorar – o que faço junto à garota. Seria perfeito se a temporada terminasse com este episódio… Mas força, resta apenas um.
Quem conheceu a doçura de Cassie, entende perfeitamente sua amargura e seu final.
OS DOIS POSTS ABAIXOS CONTÉM INFORMAÇÕES QUE PODEM SER CONSIDERADAS COMO SPOILES. PORÉM, EM ALGUNS MOMENTOS, APENAS QUEM JÁ ASSISTIU A SÉRIE PODERÁ ENTENDER A QUE ME REFIRO.
A primeira temporada de Skins foi maravilhosa. Ganhou alguns pontos, perdeu outros, mas permaneceu na jogada. O episódio final decepcionou um pouco, mas deixou vários ganchos importantes e muito interessantes para acompanharmos na continuação. E vale dizer que o trailer dessa segunda temporada é repleto de símbolos e imagens intensas, que antecipam poderosamente os sentimentos que estão por vir – em especial Cassie, Michelle e Tony.
E então começa a abertura. É impossível tirar Tony da cabeça, e um alívio vê-lo tão presente nos flashes de abertura. Tanto que a primeira tomada, com o som de um órgão e a imagem de um vitral, não chega a trapacear (quem não se importa com a abertura, talvez tenha se sentido trapaceado). E então descobrimos que Maxxie é um excelente dançarino, num ensaio repleto de energia e intensidade. E então Tony aparece. Vivo, mas muito diferente daquele que conhecemos no piloto da série.
Este recomeço (em mais de um sentido) prova que Nicholas Hoult é mesmo um ator incrível. Além dele, Mitch Hewer, como Maxxie, tem sua chance de mostrar o quanto é talentoso. Não apenas como ótimo dançarino, mas com um bom alcance dramático e uma presença marcante, e é curioso perceber o contraste de sua primeira aparição na série com os momentos mais recentes: de sapateador ligeiramente afeminado para um dançarino de rua masculino e viril, que ainda guarda uma certa leveza, delicadeza. E acho que já está na hora de dizer que admiro muito o talento de April Pearson, a intérprete de Michelle, que confere a garota um peso dramático ao mesmo tempo sutil e acentuado – e Michelle é outra personagem que percorreu um grande arco na primeira temporada, mas, diferentemente de Tony, ainda não o completou. E por falar nele novamente, é importante dizer que o rapaz tem uma nova floresta para atravessar. Sem coordenação motora e reflexiva, e ainda um pouco de amnésia, Tony está dando os primeiros passos numa jornada que será, sem dúvidas, muito difícil.
Infelizmente o segundo episódio é uma perda de tempo, embora o assunto em si seja interessante. Porém, todos os nove personagens já são suficientemente bons para preencher a série, pra que acrescentar – e pior – destacar uma décima figura que não merece e certamente não terá outros grandes momentos na série? A sensação é de que estamos sendo preparados para o futuro da série, onde as pessoas que conhecemos darão lugar a novos rostos e histórias.
Que bom que voltamos aos protagonistas. Sid, como já mencionei antes, ao lado de Tony e Michelle é um dos que mais mudou na primeira temporada, mas é uma pena que o episódio seja tão fraco. Centrado mais na família de Sid do que no próprio personagem, Skins falha ao tentar resgatar a breve dinâmica familiar do episódio de Sid na primeira temporada, estendendo demais as cenas na casa do garoto. Contudo, o episódio traz um momento de grande intensidade, onde Sid desabafa desesperadamente com Tony numa boate – tornando-se uma das cenas mais marcantes até o momento, diga-se de passagem.
O quarto episódio é novamente Michelle-centric e faz a série voltar a crescer. A princípio achei que teríamos mais um episódio sobre um casamento da mãe de Michelle, mas felizmente me enganei e até mesmo uma fútil personagem temporária se revelou mais interessante do que prometia. Inferior aos melhores episódios da primeira temporada (e ao primeiro desta segunda), Skins volta a dar atenção a dinâmica entre os adolescentes da série – e, como sempre quando faz isso, encontra-se em casa. E quanto a última cena… uau.
Poxa, Cassie me deixou perturbado pela primeira vez. E Chris me emocionou pela segunda. Mas o ponto máximo deste excelente episódio foi contrastar Tony e Chris. Um deles tinha tudo o que queria e perdeu (de forma, literalmente, dolorosa), o outro não tem nada e não se importa com nada. Até o momento em que vislumbra uma posse: Jal, que assumiu uma importante posição fora de seu episódio, o que acho ótimo. Mas depois de tudo o que aconteceu com Chris, acho difícil que ele consiga vencer essa guerra consigo mesmo. E mesmo que vença, mesmo que chegue perto, chegar do outro lado de um primeiro arco dramático é só o fim de uma fase. Tony sobreviveu a dele. Será que Chris também pode? Enquanto isso, Cassie caminha com pernas-de-pau em direção a um precipício, o que me deixa muito triste.
Por um bom tempo, achei que este fosse um daqueles episódios fracos. A fábula de Orfeu e Eurídice foi bem vinda, mas a história do homem que ateia fogo a si mesmo foi inútil. E por que usar o mesmo ator para interpretar o soldado no trem e o entrevistador se um personagem não parece ter qualquer ligação com o outro? Já a presença de uma misteriosa personagem embeleza o episódio da mesma forma que um casal de bobos entedia. Mas o que realmente torna fascinante este episódio de Tony foi sua recuperação e, principalmente, o modo como confronta Sid e Michelle – além de sua sensibilidade com Jal, que me surpreendeu. E mais uma vez me pergunto a respeito da sexualidade de Tony. Sua atração por garotas é intensa, vemos claramente. Mas desde a dança a três no episódio 1.05, Tony mostrou ter uma certa disposição para se envolver com garotos. Não sei se este último episódio significou tanto, mas seu beijo em Sid não deveria ser ignorado.
Dos nove personagens de Skins, Effy pode até não ser minha preferida, mas sem dúvidas é a mais intrigante de todos – e provavelmente a mais inteligente também. Depois do último episódio, ver Tony ainda solitário é inesperado – e gratificante ver que a série não facilita as coisas para seus personagens, mantendo-os no mundo real; e a incrível atmosfera de surrealismo que envolve o episódio torna tudo ainda mais intenso. Mostrando inúmeros personagens no fundo do poço – Tony, Sid, Cassie e, em especial, Anthea –, este sétimo episodio revela-se um dos mais importantes da série até o momento e ainda nos presenteia com um esperado encontro, tocante e muito real. Assim como o trabalho de Effy, que é justamente completo por ser tão insuficiente.
Como pode a felicidade alheia ser tão difícil de assistir? Jal sempre foi uma “amiga-coringa” em Skins, sempre ao lado de cada um dos personagens em momentos específicos. Agora, porém, quando ela mais precisa de alguém, está sozinha. Cassie está lá, certo, mas ela é mais um enorme espelho do que um alívio para o fardo. E falando em felicidade, é engraçado ver os personagens até então abalados e deprimidos se juntando e ficando felizes – só é uma pena que Maxxie tenha sido tão mal cuidado pelo roteiro, especialmente depois do seu ótimo desempenho no início da temporada. Mas Skins volta a velha e ótima forma neste episódio, reunindo seu divertido senso de humor (“What’s fuck ‘embarazada’ mean?”) ao drama sob medida, como a tocante conversa entre Jal e membros da sua família em momentos distintos. Mas nada, nem mesmo os avisos de Cassie, me preparou para o medo que senti nos minutos finais. E, para minha surpresa, o novo drama que os amigos de Skins enfrentarão não veio do nada, não foi um mero acidente; em retrospecto, é possível ver que ele estava ali o tempo todo, esperando sua hora de chegar e destruir tudo.
Mais um personagem de Skins alcançou o fundo do poço e o outro lado de um arco dramático: a doçura de Cassie acabou e cedeu espaço a uma triste e consciente amargura, resumida pela frase “Ele está bem. Não vou toca-lo“. Iniciando com poesia, este nono episódio nos traz um Chris recuperado e os amigos reunidos – aparentemente tudo está bem. Mas logo descobrimos que algumas feridas – física e emocionais – não sararam, deram apenas um breve suspiro. A visita de uma certa senhora foi descartável, embora comovente, já os dois homens que cruzam o caminho de Cassie trazem de volta a mesma sensação de segurança e conforto que o taxista do episódio 1.02 oferecia. E se a fuga da garota soa estranha a princípio, logo nós também não encontramos alternativa. Porque não há. Este penúltimo episódio é mais do que centrado em Cassie, é completamente aprofundado na garota, que dá o aviso: só o que vem pela frente é vazio e solidão. Assim, mergulhado de cabeça neste sentimento, pela primeira vez Skins me emociona a ponto de chorar – o que faço junto à garota. Seria perfeito se a temporada terminasse com este episódio… Mas força, resta apenas um.
Não consigo imaginar como será a próxima temporada de Skins. Claro, há coisas previsíveis, mas não estou falando de Sid encontrar Cassie, Michelle e Tony conhecerem pessoas novas ou Anwar ser um pé no saco na vida de casado de Maxxie. Certamente a estrutura com personagens-tema em cada episódio continuará, mas como continuar a história desse grupo agora que ele se dividiu?
Deixando a desejar depois do perfeito episódio anterior, este season finale tem sim bons momentos: Michelle e Jal no aquário, as meninas mandando os meninos devolverem algo, o encontro de Jal com seu ex-sogro (e me pergunto se ele não apenas repetiu algumas palavras do próprio Chris)… E também dois momentos maravilhosos: um discurso contando uma história tão inusitada quanto Chris sempre fora, mas com um simbolismo forte e tocante; e a despedida de Tony e Sid, um momento completo pelas simples ações deles: Sid voltar, sabendo que não tinha terminado, e Tony o beijar na testa, resumem com perfeição o sentimento e a dinâmica entre eles. Já a última conversa de Tony e Michelle apenas confirma que o amor deles era fundado em atração física – uma síntese injusta, eu sei, mas verdadeira.
Inferior ao season finale da primeira temporada, onde os conflitos dos jovens e suas tragédias não eram ofuscados por piadas bobas, mas por um senso de humor pontual e apropriado, este episódio acaba sendo narrativamente fraco, porém tematicamente poderoso e verdadeiro. Afinal, a vida real é assim, repleta de conquistas e muitas perdas, decisões inevitáveis, buscas erradas, palavras erradas, dúvidas para onde ir, sobre o que fazer, o que vai acontecer, medo. E, em especial, não importa o quanto esperemos, o quanto digamos, as despedidas sempre são insuficientes. Sempre há um futuro onde olhamos para trás e nos arrependemos. E é por isso que este final é tão importante, está perto demais da nossa realidade.
Eu preferia um episódio especial, ou um longa talvez, para esclarecer as reticências mais importantes deixadas neste final. Danem-se as inúmeras perguntas levantadas nos dezoito episódios da série (dane-se Sketch), esquece-los seria apropriado já que, constantemente, conflitos importantes em nossas vidas são deixados para trás em respeito a alguém ou talvez medo de olhar para dentro. Não esclarecer essas dúvidas seria manter o realismo. E como não acho que minhas grandes perguntas serão respondidas daqui pra frente, não me importaria de me despedir agora da série. A história de Skins é intimista demais (embora de um grupo grande) para ser diluída em tramas e personagens novos, e isto, para mim, é uma grande injustiça. A Skins que eu conhecia acabou. Assim como a vida que eu conhecia acabou. Ou melhor, continuou…
E isto me obriga a reconhecer que a série deve sim continuar, dessa forma manterá seu propósito de nos aproximar, mesmo que de forma surrealista, a realidade da nossa própria vida, onde as coisas mais importantes se tornam lembranças, história e, às vezes, remorso.
Mas é triste imaginar a presença de novos personagens. Assim como é triste perceber que novas pessoas entrarão em nossas vidas, e mudarão nossas histórias, para também se tornar história em seguida. Mas podemos guardar os amigos na memória de um jeito que nunca mudam, nunca envelhecem. “Fuck it” o que vem pela frente, quero guardar isso na memória: Cassie, Sid, Jal, Michelle e Tony, Anwar e Maxxie, sem esquecer da intrigante Effy e, por fim, do amável, amante e amado Chris.
Mas que venha a nova e renovada Skins. Que continue o ciclo da vida. E que comece a terceira temporada o mais rápido possível, não vejo a hora de descobrir se é a bela caçula Stonem quem vai aprontar daqui pra frente!
O primeiro episódio não diz muito sobre o potencial dessa inglesa Skins. Nicholas Hoult dá ares de príncipe ao inteligente, atraente e carismático Tony, mas a série não vai muito além disso, concentrando-se demais nas trama e subtramas envolvendo o bobinho Sid e não explorando ou nos aproximando dos demais personagens – com uma exceção, talvez, da qual falo agora.
Encantado desde a primeira vista pela doce Cassie e seus “uaus”, senti que a série melhorava com o segundo episódio, centrado na garota e sua anorexia. E Skins começa a nos aproximar do seu propósito dramático ao nos apresentar a uma trama mais séria, mas sem deixar para trás o seu humor característico – como quando Cassie ensina a um colega seu truque para deixar de comer sem chamar a atenção das pessoas.
Em seguida conhecemos outra personagem que se revela interessante: Jalanda. Ou apenas Jal. Longe de ser bonita como as amigas, a garota surpreende a todos quando mostra sua beleza escondida, e sua conversa com o pai perto do final do episódio traz outro momento delicado e belo (que serve também para abrir espaço a outros conflitos entre filhos e pais). Mais tarde, perceberemos que Jal é, ainda, quase um elo entre os amigos, ficando ao lado de cada um deles em momentos específicos, o que enriquece e engrandece a personagem.
O quarto episódio, porém, é o primeiro a surpreender. Chris (ao lado de Sid) é um dos personagens mais bobos da série, mas esconde uma história amarga e dramática. Começando com uma imagem, digamos… firme, na falta de um termo melhor (mas que se aplica também a coragem dos realizadores), o episódio logo nos revela que o desajustado adolescente foi abandonado pela mãe e, depois de algumas besteiras e ajudas, o garoto descobre que não pode contar com a ajuda do pai (com sua nova família), encontrando-se assim sozinho no mundo. Ou não, na verdade. Ele tem amigos. E uma ótima professora.
E por falar em surpresas, o episódio seguinte, centrado no já mencionado Sid, traz uma segunda. Apostando pela terceira vez no relacionamento entre pais e filhos de forma dramática, Skins nos apresenta aos pais de Sid numa fase particularmente difícil, o que traz duas boas cenas, uma num carro e outra na sala da casa da família. Da mesma forma, o episódio explora também a dinâmica de Sid com os amigos – em especial Tony, o mais íntimo, e Michelle, sua paixão nada secreta e também namorada de Tony. Aqui, Sid se aproxima de duas verdades que tenta ignorar: os sentimentos de Cassie e o caráter falho de seu amigo e ídolo que, pela primeira vez desde seu episódio, assume uma importante posição na trama, manipulando situações e pessoas e culminando na inesperada (e melhor da série até o momento) cena e que ele se aproxima de um casal dançando e tenta, discretamente, impedir que um deles vá embora.
O que traz o vislumbre de uma hipótese que irá se revelar no próximo episódio, centrado em dois personagens: o muçulmano Anwar e seu melhor amigo gay Maxxie. A subtrama envolvendo o muçulmano e uma belíssima russa é simplesmente boba, mas o conflito entre os dois melhores amigos é tocante – especialmente quando Maxxie escancara a hipocrisia do outro. Da mesma forma, o envolvimento entre dois personagens de idades opostas dá um passo a frente, nos fazendo torcer ainda mais por eles, e Michelle tem uma grande surpresa numa das cenas mais sensuais de Skins até o momento. Contudo, a exceção desses grandes momentos, pela primeira vez um episódio não é melhor do que o anterior – para mim, a qualidade aumentava gradativamente. Este sexto episódio ficou no mesmo nível do quinto (que por sua vez foi melhor do que os anteriores).
E um pouquinho acima do sétimo, que não é ruim, mas não alcança a série. Centrado em Michelle, o episódio tem quinze maravilhosos primeiros minutos, mas outros trinta muito fracos, quando dá importância demais a subtrama envolvendo a mãe da garota – por mais que seja interessante observar as semelhanças (e diferenças) entre mãe e filha. Cenas marcantes são, sem dúvidas, Tony constrangido e vulnerável pela primeira vez – coisas que acontecem, respectivamente, quando Maxxie faz certas revelações e quando o moreno desiste de chamar Michelle (e o olhar de Hoult nesse momento faz enormes revelações).
Que chegam ao extremo com o oitavo e penúltimo episódio da primeira temporada. Alcançando um peso dramático até então inédito, Skins nos trás um isolado Tony numa jornada angustiante em busca de sua desaparecida irmã, Effy, que dá centro ao episódio sem dizer nada (exceto num breve devaneio) e servindo como contra-peso para a inevitável redenção de Tony. Assim, finalmente ganha significado o episódio-piloto da série: por contraste, entendemos que Tony é, sem dúvidas, o personagem principal dessa história, e o que, até agora, atravessou o maior arco dramático da temporada.
E finalmente o season finale. Por alguma razão, a seqüência de abertura, que mostra vários personagens acordando, traz um certo sentimento de despedida e nos antecipa uma série de emoções. Contudo, apesar da continuidade de vários conflitos importantes dos episódios anteriores, a sensação é de que a série está parada. Mas este episódio me confirmou que Tony, ao lado de Maxxie e Cassie, é meu personagem predileto, e trouxe alguns momentos marcantes para coleção: primeiro, a resposta do pai de Anwar à revelação de Maxxie ser gay: “Algumas coisas eu não posso entender, então as deixo como estão. Mesmo achando que são erradas, sei que um dia Deus me fará entender. Isso se chama fé“; e segundo, um mal-entendido “pedido” de casamento e a recusa – numa dinâmica rápida e engraçada. Alem disso, voltamos a entender que este é um season finale, onde grandes acontecimentos sempre acontecem, e geralmente com alguém que finalmente parece ter chegado do outro lado do arco dramático. E Effy mostra que não é muda. E então temos uma seqüência que pode ser considerada um dos melhores momentos dessa primeira temporada: quando vários personagens cantam uma mesma musica (o que me fez lembrar de Magnólia, do brilhante e americano Paul Thomas Anderson). Mas, apesar dos inúmeros acontecimentos e destes momentos finais terem sido belíssimos, ainda guardo a sensação de que não aconteceu muita coisa neste último episódio, deixando-o apenas na média da série. Talvez eu esperasse grandes emoções… O que aconteceu. Reviravoltas? Bom, elas também aconteceram. Mas por que não me satisfizeram?
Depois de oito episódios de bons a excelentes, ficar com outro bom não é ruim, embora frustrante. Mas não posso negar que, como um todo, a série amadureceu seus personagens (em especial o inicialmente idiota Sid) e sua trama, fazendo parecer que tudo estava pré-determinado ao mesmo tempo em que soa completamente natural, vida real. E isso me deixa a flor da pele para descobrir os acontecimentos da segunda temporada dessa série que, embora não seja perfeita sempre, sempre surpreende.
Engraçado como páginas e mais páginas do mesmo ritmo tenso e frenético podem entediar. Felizmente, o vigor tá voltando no "segundo dia".>>>>>45 minutes ago
O, por assim dizer, primeiro ato do livro "Noturno" (Del Toro, Hogan) é extremamente tenso. Mas a narrativa cai na mesmice na 2a parte.>>>>>46 minutes ago