Esta semana, depois de um episódio pessoal (na verdade, um trailer) particularmente marcante, pensei em Skins e finalmente percebi uma outra rima temática muito interessante – e fico indignado por não ter percebido antes.
No episódio 2.05 Chris diz que é preciso dizer “sim” para tudo. No 2.10, Jal diz que ele fazia “tudo” só porque podia – e aqui essa capacidade é mencionada como um dom belo e maravilhoso. Porém, ao voltar um pouco no tempo, nos lembramos do episódio 1.08, onde finalmente acontece um confronto entre Tony e Sid. Sid diz que, no início, Tony fazia as coisas que fazia para conseguir o que queria e, com o tempo, começou a fazer tais coisas simplesmente porque podia. Nesse contexto, porém, o “poder” muda de tom e torna-se uma habilidade maniqueísta e destruidora.
Pensando nesse contraste, me pergunto: até onde podemos ir apenas porque podemos? E ainda: até onde as pessoas vão quando simplesmente podem ir? Existem limites, sempre. Mas quando atravessamos um limite? Como reconhecemos um? E como saber se, depois dele, é possível voltar?
Alguém que eu amo e em quem sempre confiei plenamente está se entregando a uma filosofia meio “Toniista” (hedonista, no mundo real) e, neste processo, assim como o personagem da ficção, está magoando pessoas importantes ao seu redor sem perceber que está disputando um jogo que não terá vencedores.
E o pior de tudo: só posso ajudar a piorar.