Um cartão de visita personal-lizado!

apenas um outro capítulo. Também no twitter.com/achillesdeleo
Um cartão de visita personal-lizado!

Dia 5 de junho de 2009, estreará nos cinemas brasileiros o 4º episódio da franquia O Exterminador do Futuro. Recentemente revi os três filmes da série, em seqüência, algo que nunca havia feito. O primeiro episódio, aliás, devo ter assistido pela última vez uns dez anos atrás – pra mim, O Dia do Julgamento sempre foi O Filme da série.
Com A Rebelião das Máquinas, o sentimento de esperança e otimismo do final do segundo filme foi completamente destruído. E por mais que seja frustrante ver pontos dos filmes anteriores serem destruídos por novas realidades (especialmente os inúmeros sacrifícios de Sarah), a verdade é que este terceiro filme engrandece ainda mais a história, revelando também um novo alcance dramático e colocando no centro do palco o personagem que sempre foi o verdadeiro protagonista, mesmo quando sequer existia: John Connor.
Mas por que o filme não poderia fazer isso? O próprio T2 mudou nossas expectativas (com a ótima surpresa do Exterminador protetor) e fez a história evoluir sem qualquer explicação (como Sarah descobriu e “viu” tantas coisas se Reese já estava morto?).
A verdade é que as informações de Sarah Connor, o futuro que ela desenhou para o jovem John, não passava de um quadro que ela imaginou sozinha, baseada nas poucas informações que seu protetor amante havia lhe passado. Sua crença (“Não há destino – exceto o que fazemos”) jamais foi uma realidade. Por isso, ao final de T3, os sentimentos que nos dominam são um imenso medo e vazio, um certo desespero pelo que está por vir, especialmente porque não há nada de bom a caminho. Quando vemos o trailer de O Exterminador do Futuro – A Salvação, fica claro que aquela sensação era só o começo de um verdadeiro apocalipse.
Não, este não é o futuro do qual Sarah nos alertou… Ela nunca vislumbrou o futuro verdadeiro. Se tivesse, talvez tivesse desistido de tudo.
(A incorporação não está funcionando. Então mando o link direto:)
http://br.youtube.com/watch?v=TBXa7Fgqo_Q
Às vezes penso que Sarah não ensinou John para que ele salvasse o mundo… Ela era uma mãe amorosa e protetora (mais do que o racional), a verdade é que seu desejo era apenas criar um filho que pudesse sobreviver.
Vou adorar descobrir, em T4, que os três primeiros exterminadores tinham alguma coisa em comum que justifique as palavras de John neste confronto que provavelmente será um grande clímax. Acho chato ele dizer isso apenas o “cara” a sua frente é uma máquina… Neste caso, poderia ser com qualquer robô.
Impossível não se apaixonar pela nova obra prima de Luiz Fernando Carvalho!
Capitu estreou ontem na Rede Globo com audiência instável, mas depois que pegou o ritmo (do segundo bloco em diante) conquistou uma turma e fechou em primeiro lugar.
O que é aquele balet com Capitu riscando o chão? O que é aquela cena maravilhosa em que os meninos desenham um muro no chão? O que é aquela delicadeza extravagante das interpretações? O que é aquela TRILHA DO ANO? A melhor do ano!
Capitu me ganhou completamente… Espero muito que os próximos quatro episódios sejam tão maravilhosos quanto este piloto!
A melhor música? Com certeza…
(E o videoclip é uma obra de arte a parte!)
se eu fosse jovem, eu fugiria desta cidade
enterraria meus sonhos no subsolo
como eu, nós bebemos para morrer, nós bebemos essa noite
longe de casa, elephant gun
vamos derrubá-los um a um
nós os deitaremos, eles não foram encontrados, não estão aqui
que comecem as estações – elas rolam como devem
que comecem as estações – derrube o grande rei
e rasgam o silêncio do nosso acampamento à noite
e rasgam o silêncio, tudo que é deixado é o que eu escondo
* elephant gun = arma de grosso calibre
Uns dois anos atrás uma música emergiu do fundo da minha memória e começou a martelar na minha cabeça. Eu nâo conseguia me lembrar da letra, do nome, da intérprete… Apenas o ritmo e a voz feminina. Mas eu percebi que amava aquela música desconhecida.
Muito tempo depois lembrei que aquela era uma das músicas que minhas irmãs ouviam no início da minha adolescência (e plena delas) e fui perguntar. Mas como não conseguia cantar direito, elas não conseguiram me ajudar.
Até que, um mês atrás, numa casa noturna de São Paulo, o DJ tocou esta música.
Prestei muita atenção e consegui pegar parte da letra, mas não muito. E semana passada, após tentativas frustradas de encontrar a música, decidi cantar o trechinho que lembrava para algumas garotas aqui da Criação e… BINGO!
Por alguma razão que não compreendo qualquer esta é uma música muito especial para mim. Talvez pela nostalgia, talvez pela melodia, talvez pela letra doce. Não… É principalmente puro saudosismo: lembrar de uma época em que tudo era inocência e descoberta. Em que todos os problemas do mundo se limitavam a perder meu programa predileto porque minhas irmãs queriam limpar a casa e ouvir música no último volume.
Uma dessas músicas, esta:
toda vez que penso em você
eu sinto um tiro passar como um raio de tristeza
não é um problema meu, mas um problema que encontrei
vivendo esta vida que não posso deixar para trás
não há sentido em me dizer
que a sabedoria de um tolo não vai te libertar
mas é assim que as coisas são
e é o que ninguém sabe
e a cada dia que passa minha confusão cresce
toda vez que te vejo cair
eu fico de joelhos e faço uma oração
estou esperando pelo momento final
quando você dirá as palavras
que eu não consigo dizer
eu estou legal e eu me sinto bem
eu me sinto como nunca deveria sentir
e quando fico assim
simplesmente não sei o que dizer
por que não podemos ser nós mesmos
da mesma forma que fomos antes
não tenho certeza do que isto significa
não acho que você é o que parece
e na verdade admito a mim mesmo
que se eu ferir outra pessoa
então jamais verei o que deveríamos ser
toda vez que te vejo cair
eu fico de joelhos e faço uma oração
estou esperando pelo momento final
em que você dirá as palavras
que eu não consigo dizer
Frente – Bizarre Love Triangle | Everytime I See You Falling
Uma música gostosa com uma letra… trágica, mas divertida. Segue minha tradução (e aceito correções).
rehab – the bartender
cara eu realmente exagerei dessa vez
quebrei minha condicional pra me divertir
quando cheguei em casa as seis da manhã
e porta estava trancada então eu a arrebentei
ela estava tropeçando em tantas contas
eu pensei que ela estava alta com drogas
ela jogou minhas merdas no quintal
ai me chamou de bebum e me bateu pra valer
e no meu estado alterado
eu fiz o que eu nunca deveria ter feito
e agora estou aqui, conversando com você
bêbado e fugindo
estou sentado dentro de um bar
esperando minha carona lá fora
ela quebrou meu coração no camping
ai roubei as chaves daquele maldito carro
bati aquele pedaço de merda, então cai fora
eu sei que provavelmente pegarei dez anos
então me dê cerveja até eles chegarem aqui
sim eu sei que o sol está nascendo
e vocês devem estar prontos pra fechar
mas estou tentando afogar minha alma
estou cansado desse estilo de vida sujo
e tudo que eu amo se foi
e estou cansado de me segurar
estou sentado dentro de um bar
esperando minha carona lá fora
ela roubou meu coração no camping
ai roubei as chaves daquele maldito carro
bati aquele pedaço de merda, então cai fora
acho que é o que deveria ser
romance é miséria
tanta coisa por memórias
e agora estou indo pra penitenciária
me veja na tv
a próxima série policial
eu sou perigoso
acho que eu deveria ter feito algo com a minha raiva
mas eu nunca aprendo
coisas reais que eu não me importo
eu joguei querosene em tudo que eu amo
e vejo tudo queimar
eu sei que é minha culpa
mas eu não era feliz, estava acabado
ela ficou muito nervosa
então eu bati aquele pedaço de merda
e agora estou voltando novamente
voltando para a cadeia para ver meus amigos
quando todos nós ficarmos em fila na van do condado
eles me perguntarão onde eu estive
estive sentado dentro de um bar
esperando minha carona lá fora
ele quebrou meu coração no camping
ai roubei as chaves daquele maldito carro
bati aquele pedaço de merda, então cai fora
Recentemente comecei a ler um romance de ficção científia chamado Expedição Terra Novae, de um escritor gaúcho chamado Michael Holz. Tenho pouca experiência com ficção científica (limitada a Exterminador do Futuro e alguns contos do excelente Ray Bradbury), mas gosto muito do tema. A trama de Expedição… me chamou a atenção rapidamente e a história é realmente interessante, chegando a ser envolvente em alguns momentos. Mas é uma pena que Holz seja um escritor tão medíocre.
Desconsiderando o sério problema de revisão pelo qual o livro não passou (e que leva o astronauta narrador da história a referir-se a si mesmo com algo como “eu era a astronauta tal” e muito mais erros), a narrativa peca pela instabilidade já que interrompe a narrativa com flashbacks totalmente deslocados, sem estabelecer qualquer padrão, e ainda exagerando nas explicações técnicas que parecem mais uma tentativa fracassada de se aproximar do texto de Dan Brown – que, embora peque com seu texto deselegante, cumpre o que promete com histórias e personagens quase sempre interessantes e banhos cada vez melhores de conhecimento tecnológico e histórico.
Por falar em personagens, Holz perde uma grande oportunidade com a subtrama envolvendo o cientísta francês – que, logo no início, descobrimos que morreu durante o sono criogênico por causa de uma falha nos sistemas. Ao levar a história ao passado, era de se esperar que o escritor nos apresentasse de forma mais profunda ao cientísta, o que traria um sentimento interessante uma vez que já conhecemos seu destino irônico. Da mesma forma, Holz perde a chance de eletrizar a narrativa com pequenos momentos da viagem dos astronautas a galáxia Alpha Centauri e acaba preencheendo páginas e mais páginas com textos dissertativos que tentam ilustrar os sentimentos e conflitos internos do protagonista e narrador da história – e o fato de jamais sentirmos qualquer afeição especial pelo personagem revela que mesmo com a super-exposição, o trabalho esbarrou numa séria falha em algum lugar.
Ainda não conclui o romance, mas acabei de alcançar o que poderia ser o terceiro ato da trama, mas já consigo prever uma série de eventos até o final do livro (e caso um em especial não se concretize, poderei dizer que Holz perdeu uma chance desta vez de ouro já que, embora previsível, este é o único detalhe que poderá provocar um final mais impactante – literalmente já que me refiro a colisão do asteróide que cruzou o caminho da nave com o planeta Terra).
Acertando em não transformar um ou outro personagem em vilão ou desafeto e em destacar (embora longa mas rasamente) a dramática decisão de aceitar um trabalho que é, para todos os efeitos, uma sentença de morte (além do perigo extremo da missão, os astronautas só retornariam a civilização 200 anos mais tarde, quando tudo o que conheciam teria mudado), Expedição Terra Novae também é bem sucedida no momento em que os personagens descobrem que seu planeta natal está irreversivelmente mais diferente do que antes, acreditando inicialmente que alguma guerra ou era de evolução teria dizimado a humanidade e a própria vida.
Trilhando um caminho de poucos acertos e erros demais, o geólogo Michael Holz tem uma fraca estréia em literatura, embora deixe transparecer pequenos momentos de inspiração. Minha esperança é que, da próxima vez, ele consulte um editor do gênero – ou no mínimo passe por um revisor gramatical antes de mandar o arquivo para a gráfica.
Revelação, a próxima novela produzida pelo SBT que irá ao ar (talvez) a partir de dezembro, teve seu nome decidido durante um café da manhã dos todo-poderosos Silvio e Iris. O mais interessante (eufemismo para…) é que a Sra. Abravanel apresentou uma série de opções de título e, ao que parece, Silvio Santos simplesmente disparou “Por que você não põe ‘Revelação’?”. Iris gostou e até decidiu criar algo para ser revelado para justificar o nome. Simples assim. Após provavelmente ter toda uma idéia definida, Iris Abravanel recriou a que deve ser a trama central da novela apenas para adapta-la ao título escolhido.
Mas o que me intriga é imaginar qual era a sinopse original da trama, o que levaria Silvio a pensar nesse nome que, certamente, não foi uma das opções apresentadas pela esposa – ela não apresentaria uma idéia sem ter uma razão para ela, e como ela teve que criar algo por causa do título…
Ou sim? É possível que ela tenha pensado numa série de nomes e escreveu “Revelação” apenas por que achou interessante e sem qualquer razão específica? Como escritor, sei que isto às vezes acontece. Mas revelar (com o perdão do trocadilho?) um detalhe tão importante na concepção de uma obra (afinal, para o público, as histórias devem parecer prontas desde o início) é um tanto arriscado, especialmente para uma nova escritora.
Mas quem sabe este nao seja o reflexo da nova geração de dramaturgos e escritores de todas as espécies? Com A Favorita, por exemplo, Emanuel Carneiro revelou que só decidiu quem seria a vilâ na época em que a novela foi lançada (e o contraste no tom da trama mudou radicalmente depois da trapaça agora bem sucedida).
E mesmo eu, um escritor ainda escondido, decidi me arriscar num projeto que, se não inédito (e não acredito que seja) é no mínimo bastante incomum.
Espero honestamente que Iris Abravanel tenha criado uma boa novela. Como telespectador assumido de novelas (boas ou médias) torço para que tenhamos um novo bom projeto por aqui – e, principalmente, bem diferente da decepcionante onda de produtos da Record.
Atualizado em outubro de 2009.
Nossa, já?
Então, Revelação começou e acabou… há meses… E não cheguei a ver nem a abertura. Falha minha, reconheço. Mas o SBT realmente não ajudou em nada minha curiosidade.