Arquivo para Janeiro, 2009

Psicopatas

30 30UTC Janeiro 30UTC 2009

Psicopatas existem fora das novelas?

Sim. Obviamente.

Mas e quando nos deparamos com eles? O que fazer? Correr para longe, chamar a polícia? Se você puder identificá-lo a tempo, pode até tentar. Mas, infelizmente, você geralmente não pode fazer nada disso, porque você sequer sabe que está diante de um. E quando descobre, os laços emocionais já estão tão apertados que você não consegue fazer nada. Não pode fazer nada.

Algum tempo atrás a revista Época publicou uma matéria muito interessante sobre a psicopatia, esclarecendo que não se trata de loucura ou qualquer tipo de disturbio psicológico, mas sim pura personalidade. Ou seja, você pode ser extrovertido, depressivo, tímido ou simplesmente psicopata – e uma combinação de tipos é muito comum. Em sua publicação, a revista lista uma série de sintomas que pode ajudar a identificar um psicopata, pessoa que, longe do estereótipo de serial killer dos filmes e das novelas, pode ser alguém que simplesmente nunca fez mal a ninguém, mas que não hesitaria se fosse preciso e não sentiria o menor remorso por isso.

Da mesma forma, os psicóticos mais comuns sentem que o mundo é um governo de injustiça, onde apenas todos ao seu redor são bem sucedidos, mas nunca eles. Assim, é mais do que natural que quando você conversar com seu amigo psicopata e contar que recebeu uma promoção no trabalho ou está apaixonado, ele sinta uma agulhada fria passar pelo peito e, com ou sem sua percepção, deixe transparecer um leve ar de deboche ou desdém. Ele não está feliz por você. Não porque não gosta de você, ou porque deseja seu mal, mas simplesmente porque este pequeno sucesso ou romance pertence a você e não a ele.

É difícil ser psicopata. Sua vida é sempre infeliz, mesmo quando você realiza alguma conquista. Você não quer apenas vencer, você quer ser o único a vencer. No seu lugar do pódio, só cabe um.

Mas os sintomas citados pela Época não são necessáriamente uma regra, claro. Pois um psicopata, mais do que uma pessoa fria e calculista, é um ser simplesmente humano e alguém muito inteligente. Assim, ele é sim capaz de fazer planos a longo prazo (algo que a extremista e apenas boa novela A Favorita mostrou com a mal construída personagem da excelente Patrícia Pillar), podem sim ter sentimentos reais e profundos, como amor e carinho, podem sim ser defensores da verdade, como minha amiga, podem sim ter longos relacionamentos e podem, sim, ter tido uma infância agradável e feliz. Nada disso, porém, impede que eles se sintam injustiçados e te manipulem, te enganem, te parasitem. O modo mais fácil de enganar alguém é dizendo apenas a verdade (como mostra um excelente e antigo comercial do jornal Folha de São Paulo – e como parou de fazer o jornal, apelando ultimamente para as mentiras deslavadas mesmo).

Um psicopata pode ser seu verdadeiro e fiel melhor amigo. Mas nunca deixe ele pensar que sua vida é melhor do que a dele. Ele não irá suportar perceber que está fracassando cada vez mais enquanto você faz cada vez mais conquistas. Ele não suportará ficar sozinho e sufocado na própria bola de neve. E quando perceber que não pode te arrastar junto, fará com que você caia em alguma armadilha e pense que cometeu algum erro terrível. E se você não cair como ele, ele te fará ir embora, só para não te ver em pé.

E ai você finalmente entende que uma amizade verdadeira não pode ser aquela que divide apenas momentos difíceis da vida. Porque felicidade não pode ser compartilhada, não com um psicopata.

Ou ele tem e você não, ou ele tem mais e melhor que você.

Nunca igual e, principalmente, nunca menos.

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Atualização:

Esta é a matéria “recente” que eu tinha em mente. Em 29 de outubro do ano passado, a revista ISTO É (edição 2034) publicou uma matéria ainda mais interessante sobre este tema. Esta é sua ótima capa:

psico

Pele quente

29 29UTC Janeiro 29UTC 2009

Skins está de volta.

E depois de duas sequências de abertura atraentes, uma curiosamente sensual e outra dinâmica e coreografada, o máximo que os roteiristas conseguiram para abrir esta terceira temporada foi… Uma corrida de skate nada empolgante.

Para então nos apresentar ao trio JJ, Fred e Cook - ou, respectivamente, Sid-nerd, Anwar-não-bobo-e-bonito-misturado-com-Maxxy-hetero e Chris-com-Tony-não-cavalheiro. Cook, por sua vez, esperando por algum incentivo do destino para finalmente ir ao primeiro dia de aula. Quando então aparece milagrosamente uma garota sensual e nitidamente poderosa. Effy, a mesma rainha da estratégia e da observação que conhecemos uma temporada atrás, que, por sua vez, vê interesse no esperto e safado Cook e na sempre-a-segunda e sombra-da-irmã-gêmea Emily, irmã da nojentinha Katie e do puberdadinho James.

Effy, aliás, foi uma boa escolha para continuar a série. Embora tenha ficado em segundo plano nas excelentes temporadas anteriores, sua personalidade sagaz, doce e picante são uma mistura extremamente atraente, especialmente acompanhadas de sua beleza ímpar, fazendo com que ela fique em superdestaque ao lado dos novos personagens – não exatamente tão interessantes. O bom nisso é que Effy funciona como gancho para nós, que acompanhamos apenas por ela (e sua paciência com Pandora revela seu lado bondoso). E assim conhecemos calmamente (ou não) esses intrusos e ficamos cada vez mais sensíveis para o choque de quando eles finalmente mostrarem para o que vieram. E, honestamente, tenho certeza que isso valerá a pena.

Dito isso… Estou impressionado com o fato da reunião na quadra ter tido resultados tão divertidos. Muitas piadas não funcionaram, mas certamente o nome de certa modelo, a tatuagem, a professora-estressada acidentalmente abrindo a porta de um armário e o… incidente final com o Professor Doug, merecem “respeito”. A garota muda, também foi um bom momento.

Quanto ao tema mais importante da série, relacionamento: o interesse de Fred em Effy parece ter mais a ver com Cook do que com ela e é possível perceber o segundo exato em que nasce a inimizade entre Effy e Katie.

Posso apostar que esses dois laços é que mexerão com a trama geral dessa nova temporada.

4-estrela6

Sem título.

29 29UTC Janeiro 29UTC 2009

(O texto abaixo contém spoilers das obras comentadas).

Se for verdade que o início de cada ano estabelece a atmosfera dos próximos meses, não sei exatamente o que esperar. Embora saiba onde olhar.

Para mim, 2009 começou de um jeito inesperado, estabelecendo uma atmosfera que eu nunca  experimentei antes. E o mais estranho nisso é que tal clima começou por causa do filme Marley & eu e assentou em mim por causa de dois romances maravilhosos: o já citado As Cinco Pessoas que Você Encontra no Céu, e o agridoce Dear John, do ótimo Nicholas Sparks.

Com Marley & eu, eu chorei pela primeira vez em muito tempo. Não. Eu não chorei por causa da morte do cachorro, mas simplesmente, tristemente, e belamente… Por causa da velhice. Ver aquele cachorro… Veja bem, aquele cachorro, envelhecer, lentar, parar… Ver aquilo me destruiu.

E então As Cinco Pessoas… contou a história de Eddie, começando pela sua morte aos 83 anos. Simples assim. Mas a morte, honestamente, não me assuta, não me incomoda. O que me tocou com este romance foi a revisita que Eddie faz a sua vida, encontrando tudo o que já tinha perdido em meio as lembranças do cotidiano.

Um velho tão comum, tão banal, quem acreditaria que teve aquela história tão intensa. Curiosamente, este livro divide com Dear John um tema poderoso: a guerra e seus efeitos sobre um soldado. Quando encontrei Eddie na batalha, não pude deixar de admirar a sua força e a sua virtude, e ao mesmo tempo a coragem (tudo sensibilizado pelas atrocidades habituais desse cenário). Mas Eddie não pára por ai e em sua jornada ele não revive apenas momentos de sua vida, mas também sua velhice. Em sua primeira parada, ele é um jovem soldado cheio de vida e força, mas a cada parada depois disso, ele sente o corpo ficar mais frágil, mais flácido, uma dor surgir aqui, ali… Até tornar-se mais velho do que o próprio pai quando este morreu. Até tornar-se o velho que era quando morreu. O grande soldado que tornou-se velho aos trinta anos e viveu assim por mais cinquenta.

Mas agora estou lendo Dear John. Ainda não terminei, tive que parar em um momento crucial para não chorar no Metrô. Não quero falar muito sobre este livro agora. Basta dizer que John é um personagem tão errático quanto todos nós, e também um americano belicista.

Porém, um filho.

Um filho que foi criado por um homem que, mesmo sem saber ser vítima de Asparger, fez o melhor que pode para cuidar de seu garoto.

Jovem adulto, John conhece a bondosa e sábia Savannah, que se torna o grande amor de sua vida e de quem irá se separar durante alguns meses por causa de seu compromisso militar. A poucos meses de cumprir seu serviço, porém, acontece o 11 de setembro, e, por um impulso de patriotismo, John prorroga seu alistamento por mais dois anos. O que, como esperado, causa o fim definitivo daquela história de amor. Infelizmente, Sparks cometeu o erro de Savannah escrever uma carta de término para John enquanto este está em plena guerra do Iraque - algo que uma mulher táo sábia e carinhosa como ela jamais faria, por motivos óbvios. Assim, John fica sozinho no mundo, exceto pelo seu pai.

O homem bom e silencioso que, para medo do filho, está prestes a morrer.

Eu parei no último capítulo de vida do pai de John. Quando o filho o leva para viver em uma casa especial, onde receberá os cuidados para uma morte decente, algo que a vida solitária não permitiria. Porém, rotineiro com é, deixar sua casa, suas coisas, é uma tortura terrível para tal homem, o que deixa John em um grande dilema: fazer seu pai morrer em um lugar que o assusta, mas onde será bem cuidado, ou deixá-lo viver seus momentos finais no único lugar onde ele se sente seguro, mas onde pode morrer deitado numa cama molhada de urina? John toma a decisão que, para ele, parece a mais correta e leva seu pai para a tal casa de cuidados.

E as linhas que narram o medo e a tristeza daquele homem em deixar seu único lar… Mais do que velho, mais do que indefeso… Assustado com a certeza de uma morte próxima. E, sim, embora  John fuja dessa verdade, uma morte solitária. Sua bondade o leva a sacrificar seu espírito apenas porque sabe que deixará o filho mais tranquilo. E John vai embora, sem saber que era a última vez que via seu pai vivo.

E ainda falta quase 80 páginas para o final do livro.

Em meio a tudo isso, eu só consigo pensar nisso: na velhice. Na perda, na solidão. Só consigo pensar no triste momento em que as pessoas tão vivas e alegres que conheço hoje começarão a envelhecer, lentar, parar…

E se não fosse o bastante, hoje cedo, enquanto caminhava até o prédio da Criação, cruzei com um casal de velhinhos. Duas pessoas lindas, que certamente foram muito atraentes quando jovens, andando eretamente encurvados, orgulhosos, de mãos dadas, serenos, apaixonados, felizes. Rindo.

Eles estavam rindo. E ao passar por eles, não me contive. Cruzei a esquina tentando limpar as lágrimas que agora estão presas esperando por uma desculpa para escapar.

Como pode a coisa mais triste do mundo ser tão bela?

(E eu ainda tenho apenas 22 anos. Não entendo por que martelo tanto essa informação. E ainda tenho que enfrentar Longe Dela e O Curioso Caso de Benjamim Button. Além de Minha Vida Sem Mim, acho que um pouco fora do tema, mas já sei que angustiante.)

ourTunes #11

28 28UTC Janeiro 28UTC 2009

Apesar dos créditos na página do Youtube, não sei se este é o vídeo oficial dessa música, mas eles combinaram tão perfeitamente bem que não consigo imaginar outra música ou outro vídeo. Assim, ganham uma posição no ourTunes.

E, definitivamente, este é um dos vídeos mais interessantes de todos!

Her Morning Elegance – Oren Lavie

Constrangido

28 28UTC Janeiro 28UTC 2009

Uhmmm… Ouvi dizer que isso é um comercial verdadeiro. Mas, por que parece tanto uma paródia?

E clique aqui para conhecer a página do produto.

Matando a trama

27 27UTC Janeiro 27UTC 2009

Esta é a premissa:

mulher jovem, bonita e rica, com uma vida aparentemente perfeita, de repente decide se suicidar e, à partir disso, uma história começa a ser contada.

Não, não estou falando da ótima série Desperate Housewives, mas sim de Veronika Decide Morrer, segundo longa-metragem dirigido pela desconhecida Emily Young, adaptado do best-seller de Paulo Coelho – que não li.

Mas a premissa de Veronika… está incompleta. Pois na verdade seu suicídio não passa de uma tentativa frustrada e, após isso, ela acorda numa clínica onde descobre que tem uma doença e morrerá em pouco tempo.

Mulher tenta se suicidar, mas falha e descobre que morrerá em poucos dias por causa de uma doença.

Esta a a premissa. Uma premissa perfeita para um dramalhão sobre os valores da vida e o direito de tirá-la e blablablá. Nada que não possa ter resultados maravilhosos, e que não atraia um enorme público, mas ainda assim um drama suspeito…

Mas então por que cargas d´água (não, eu só tenho 22 anos) a equipe de marketing optaria por um trailer que não vende a vendável história do longa? Fazendo parecer que a história fala simplesmente de uma garota bela e rica descobre que está doente e decide se matar.

E assim, uma complexa trama psicologica, vira um clichê barato de filme para TV.

Confesso que estou curioso por este filme. Apesar de não gostar de Paulo Coelho, reconheço que seus livros (dos quais li acho que dois, e talvez por coincidência os dois piores) têm premissas bastante interessantes e muito apelo porpular.

Então por que não vender tal apelo?

Às vezes é melhor não entender.

Modinha global…

26 26UTC Janeiro 26UTC 2009

Por que as pessoas que gostam de algo detestam quando muitos outros também gostam, ou, seja, “vira modinha”? Exemplo recente… Fãs de Beirut querem matar os globais por terem colocado suas músicas na mini-série-4-estrelas-Capitu… E agora fãs de Prison Break xingam a emissora porque finalmente vai exibir a série e assim Mike e Linc virarão modinha (em outras palavras, animais de estimação batizados com seus nomes).

Qual é o problema?

24

26 26UTC Janeiro 26UTC 2009

A sétima temporada de 24 horas finalmente está acontecendo.

Com uma quase overdose de 4 episódios, a série parece estar nos trilhos.

Porém, acreditando por um segundo que Chloe estava fora, fiquei irritadíssimo com a “substituta” que encontraram para a personagem mais agradável e carismática da série. Mas uma surpresa estava preparada e o duelo que mais promete está por vir:

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Mas que saudade dos velhos e bons tempos da 2ª e da 3ª temporada…

2º Kira

26 26UTC Janeiro 26UTC 2009

Dando seguimento a tradição de trazer reviravoltas sempre inesperadas, mas que não poderiam afetar os acontecimentos anteriores da trama, Death Note trouxe uma novidade estranha em seu 12o episódio: um 2o Kira. Aparentemente, uma desculpa para que Raito e L trabalhem lado a lado e realmente com um mesmo objetivo – já que o primeiro também tem interesse em encontrar tal pessoa. O que é uma pena, pois para mim o verdadeiro prazer na parceria dos adversários seria ver Raito ajudando L a se aproximar de Kira ao mesmo tempo em que o impede de descobrir sua identidade.

Espero que a presença deste, ou melhor, desta nova Kira não interfira na dinâmica entre os dois garotos.

Death Note – Subtrama

26 26UTC Janeiro 26UTC 2009

Simultaneamente as investigações, a mitologia envolvendo o misterioso Death Note é explorada cada vez mais, embora não tente fingir que não seja apenas uma subtrama – ou quase um MacGuffin. Através das revelações do Shinigami Ryuuku e das notas mostradas como “modo de uso”, em doses pequenas recebemos importantes informações a respeito do caderno, inclusive que nem seus “donos” originais, os Shinigamis, conhecem todos os segredos de seu objeto de trabalho.

Interessante.

Death Note

26 26UTC Janeiro 26UTC 2009

Um ou dois anos atrás meu amigo “animaniacJ. Vasconcelos me apresentou a uma de suas maiores paixões: mangá/anime. Após uma ou outra tentativa, ele me trouxe o surpreendente e divertidíssimo Samurai Champloo, pelo qual me vi viciado logo no primeiro episódio. Um mês atrás, ele me apresentou a um novo anime. Desta vez, porém, foram necessários dois episódios para me convencer de vez.

Death Note conta a história de Raito Yagami (ou seja lá qual a ordem dos nomes, não consigo me habituar aos costumes orientais), um exemplar adolescente japonês cansado de toda violência e impunidade ao seu redor. Certo dia ele encontra um caderno mágico (ou maldito) capaz de matar por ataque cardíaco qualquer pessoa cujo nome for escrito em suas páginas e vê, então, a oportunidade de “limpar” o planeta de bandidos e assassinos. Raito, porém, descobre que o caderno pertencia a uma estranha e feia criatura chamada Ryuuku que, entediada com sua vida no mundo dos Shinigami, um lugar que mais parece o Inferno, decide passar um tempo no mundo dos humanos a fim de se divertir – e “perder” seu caderno e permitir que caísse nas mãos de um humano foi apenas o primeiro passo de seu plano de diversão. Agora, Ryuuku fica permanentemente ao lado de Raito (o único que pode enxerga-lo) esperando que o caderno (ou o próprio garoto) termine para que possa recupera-lo e, quem sabe, retornar a sua vida pacata.

O primeiro episódio nos apresenta rapidamente a algumas das inúmeras regras que envolvem o caderno mortal (mentalizar o rosto das vítimas, poder especificar como a morte acontecerá), mas seus grandes momentos acontecem mesmo quando Raito testa os poderes do objeto – duas sequências igualmente impactantes. Porém, o episódio – e a série – perde pontos ao revelar o garoto como um ser humano psicótico e melagomaníaco, decidido a se tornar e ser reconhecido mundialmente como uma espécie de “deus”, um símbolo de justiça – embora não reconheça em si mesmo o mesmo criminoso que enxerga em suas vítimas. Assim, em pouco tempo uma onda de mortes começa a assolar o Japão, que vê centenas de criminosos (presos e foragidos) morrerem por simples ataque cardíaco; e a auto-indulgência de Raito aumenta exponencialmente quando fãs começam a surgir ao redor do mundo, reconhecendo a presença de algo ou alguém por trás das mortes e batizando-o de “Kira, o salvador“.

Mas em toda grande história, o herói ou anti-herói precisa enfrentar um arquiinimigo. E aqui não é diferente. “L” é o codinome pelo qual é conhecido o maior investigador do Japão (ou do mundo): um homem enigmático que ninguém conhece o nome, onde mora ou sequer seu rosto. Some-se a isso o fato dele ser extremamente inteligente, a ponto de descobrir com uma única tática a região no mundo onde Kira vive, L se revela o antagonista ideal para o portador do Death Note que, sem um nome para escrever e um rosto para mentalizar, é incapaz de matá-lo.

Nos episódios seguintes, o duelo psicológico e intelectual atinge níveis extraordinários, com reviravoltas totalmente inesperadas, assumindo Raito como um garoto mais do que poderoso com seu caderno, mas tão incrivelmente inteligente quanto L. Nenhum deles consegue ficar um passo a frente do outro por muito tempo, constantemente reconhecendo e se contrapondo as estratégias do adversário. Dessa forma, não demora muito até que L e Raito fiquem frente a frente (e face a face). o que acontece de forma particularmente marcante e culmina no surpreendente momento em que L revela suspeitar do adversário e, justamente por isso, quer seu apoio intelectual nas investigações. Um desafio que a mente psicótica e brilhante de Kira jamais poderia recusar.

Criativo e surpreendente, em poucos episódios Death Note montou seu cenário de guerra, mas com dois fortes inimigos do mesmo lado do campo de batalha, lado a lado como aliados.

Uma agradável surpresa. Já sou fã!

Bússola

22 22UTC Janeiro 22UTC 2009

- O que ela faz?
- Aponta para o norte, John.

ourTunes #10

21 21UTC Janeiro 21UTC 2009

Essa guria é responsável por clipes divertidíssimos e incrivelmente originais (lembrando Björk algumas vezes). Mas nada que ela me mostrou até hoje me fez viciar tanto quanto o vídeo abaixo… Não poderia ficar de fora dessa série…

quando eu era uma garotinha eu costumava exigir prazer
quando eu era uma garotinha eu costumava beber cerveja
saia bar a fora e ia direto para a cadeia
meu corpo é salvo e o inferno é minha maldição

venha mamãe, venha papai e se sentem aqui comigo
venham se sentar comigo e lamentar meu caso
minha pobre cabeça está doendo, meu coração triste está partindo
meu corpo é salvo e o inferno é minha maldição

por favor mande o pregador vir e orar por mim
e mande o doutor curar todas as minha feridas
minha pobre cabeça está doendo, meu coração triste está partindo
meu corpo está salvando e estou preso para morrer

uma manhã uma manhã uma manhã em maio
eu vi esta jovem moça toda vestida de linho branco
toda vestida em linho branco e gritando “dá azar”

feist – when i was a young girl

Palavrão #1

21 21UTC Janeiro 21UTC 2009

O primeiro post da série Palavrão será multi.

Aqui, comentarei ou apenas citarei livros que estou lendo no momento. Ou, neste primeiro caso, que acabei de terminar de ler.

Agora, em janeiro, li dois livros simultaneamente e um terceiro na última semana. Nada demais, considerando a fácil leitura que estas três obras oferecem.

- O guia do mochileiro das galáxias
- As muitas vidas de Robert Altman
- As cinco pessoas que você encontra no céu

O primeiro é, como eu esperava, divertidíssimo.
O segundo, além de muito divertido, é extremamente instrutivo e empolgante, e o mais interessante de tudo: me deixou com uma leve sensação de que Altman não é, em sua técnica, um bom exemplo a seguir (como assim não seguir o roteiro? Como assim abusar e praticamente só usar do improviso?). E mesmo assim o cara criou filmes (e bastidores) marcantes que angariam cada vez mais admiradores e seguidores. Há muito tempo eu adquiri um gosto especial pela narrativa multiplot (várias tramas paralelas, como 21 gramas, Magnólia, ou mesmo um filme mais convencional como Titanic, por exemplo) mas só agora percebi o quanto ela é fascinante.
O terceiro… merece alguns comentários à parte.

Prometo tentar publicar em breve.

Táxi! #3

16 16UTC Janeiro 16UTC 2009

Será este filme o que faltou ao maravilhoso Diário de uma Paixão?

Longe Dela