Arquivo para Fevereiro, 2009

Quarentena (John Erick Dowdle)

27 27UTC Fevereiro 27UTC 2009

A única coisa boa que eu consigo pensar quando me lembro de Quarentena, remake do ótimo terror espanhol [REC], é que Jen Carpenter é ótima trabalhando no Miami Metro Police. E que ela é fofa. Um pouco magra demais, mas fofa.

Pouco antes de assistir Quarentena, eu revi [REC], e a sensação de imitação que o longa americano evoca chega a ser muito incômoda – confesso, porém, que pode ser mais pelas lembranças frescas do filme original do que pela péssima qualidade do trabalho.

Ignorando esse detalhe, me pergunto: por que cargas d´água o diretor John Erick Dowdle optou pelo irritante recurso de desfocar a imagem sempre que o cameraman se movimenta.? Nada me irritou mais do que isso. Aliás, a diferença entre os cameramen de Quarentena e [REC] resume bem a diferença entre Hollywood e o resto do mundo: Hollywood é incapaz de valorizar a força do anonimato, e assim faz com que o ator Steve Harris encontre meios de virar a câmera para si mesmo várias vezes durante o filme – ele tem que aparecer. Aliás, outra diferença fica bem clara: enquanto a Angela Vidal de [REC] desperta carisma e simpatia entre os bombeiros, com um sutil clima de paquera, a Angela Vidal de Quarentena foi concebida como objeto sexual, entrando no banheiro masculino enquanto vários homens tomam banho e ainda virando prêmio numa aposta sexual entre os bombeiros que a acompanharão durante a noite.

Em meio a ação, porém, as grandes diferenças entre os projetos fica por conta da competência técnica. Enquanto [REC] apresentava uma narrativa coerente e organizada, permitindo que o espectador acompanhasse com facilidade tudo o que estava acontecendo em cena (e as vezes fora dela), Quarentena aposta numa câmera irritantemente instável que jamais consegue focar a imagem por 30 segundos consecutivos. Se a intenção era tornar o vídeo mais realista apresentando um “problema técnico” comum, Dowdle deveria se lembrar de que, na verdade, seu projeto é um filme e que apenas pontuar algumas sequências com o efeito seria o bastante, não usá-lo como recurso básico. Além disso, Dowdle chega a cúmulo de sequer conseguir nos dar a menor noção geográfica do espaço já limitado em que os personagens estão.

Jogando no lixo todos os elementos que fizeram de [REC] um sucesso de crítica, Quarentena consegue apenas constranger. Mas serve, a bem da verdade, para mostrar que o longa de Plaza e Balagueró é um trabalho digno, elegante, e principalmente merecedor do título de clássico.

E se este breve texto não parece muito inspirado, entenda que isto é apenas um efeito colateral deste filme que, assim como seu título sugere, deveria ficar isolado até sua contaminação for comprovada (ou seja, meia hora) e ele ser eliminado.

1-estrela

Graduando

27 27UTC Fevereiro 27UTC 2009

Quem é Freddie? Um irmão, um filho, um amigo?

Sempre achei Fred interessante justamente pelo pouco, mas intenso tempo que já teve em cena. Cada uma das vezes em que apareceu, ele pouco falou, mas sempre foi como se quisesse dizer muito, desabafar, como se quisesse simplesmente falar tudo o que tinha engasgado.

Fred é submisso. É o garoto que não vai adiante, pois pensa mais naquilo que pode perder do que naquilo que vai ganhar. E sua maior fraqueza é Cookie. Desde o primeiro capítulo, houve uma forte insinuação a respeito dos sentimentos de Fred por ele, e igualmente forte é o seu desespero e o desejo de fuga que cresce lentamente. É como se Fred amasse Cook e odiasse tal sentimento. Bom, na verdade, é exatamente isto o que parece. E, assim, gostar de Effy e ficar com ela não tem nada a ver com uma suposta atração física que ele tem pela garota, mas apenas o prazer (ou a necessidade) de se provar melhor do que seu amigo. Mas não para vence-lo na corrida, na disputa, e sim para ter certeza de que está a altura dele, ou… de que é merecedor dele.

Mas o que faz de Fred um garoto fraco é o reflexo de sua submissão a Cook no modo como ele aceita as ordens do pai (um viúvo nitidamente perdido na educação dos filhos, que tenta fazer o que acredita ser o melhor) e as mesquinharias da irmã, ao mesmo tempo em que tenta se rebelar, se sobressair, mas sempre cedendo, sempre se escondendo.

E quando tudo se torna insuportável, quando Fred é forçado a abandonar os vestígios de sua infância e encarar a imagem que Cook nunca escondeu, é quando ele decide se tornar homem e largar cada um dos elementos que formam, desta vez, a sua imagem. E outro reflexo surge deste momento, a entrega impulsiva e romãntica de Effy quando esta pula na água.

Porém, alguns garotos não estão preparados para se tornar adultos. Cook talvez seja o principal deles, incapaz de dar este passo, enquanto Effy se arrepende de tentar tocar algo real, maduro. Já Freddie, embora igualmente despreparado, está mais do que decidido a isso, e, entre todos, é quem mais precisa superar este limite entre a juventude – com sua angústia que nunca esteve, para ele, tão à flor da pele – e a responsabilidade de ser um homem adulto onde tudo fica ainda mais difícil.

Foi a diretora do colégio quem disse a Cassie, na última temporada, que “passar nos exames, só torna a vida a mais complicada”.

4-estrela6

ourTunes #14

26 26UTC Fevereiro 26UTC 2009

Eu não sou um grande admirador desse estilo musical que se equilibra entre o hip-hop e R&B. Mas já declarei inúmeras vezes pelo mundo que minha grande fonte de pesquisa para encontrar excelentes músicas são as séries.

E raramente me arrependo. Especialmente a nada teen série Skins, que a cada episódio, por mais que decepcione com os roteiros, dá um banho sonoro com suas músicas maravilhosas.

E o episódio Pandora fez nada menos do que me apresentar a Kanye West e sua doce-quente Love Lockdown.

(Detalhe, o videoclip é péssimo)

eu não amo você, do jeito que eu queria amar
o que eu tive que fazer, tive que correr de você
estou apaixonado por você, mas essa vibe é errada
e isso me assombrou, todo o caminho para casa

então você nunca sabe, nunca nunca sabe
nunca sabe o bastante, até o amor acabar
até perdemos o controle, sistema sobrecarregado
gritando não não não, não não

eu realmente não amo você, do jeito que eu queria amar
olha, eu quero partir, mas não consigo fugir de você
então eu fico quieto, guardo o código secreto
então ninguém tem que ficar sabendo

então guarde seu amor trancado, seu amor trancado
então guarde seu amor trancado, seu amor trancado
então guarde seu amor trancado, seu amor trancado
então guarde seu amor trancado, você perdeu

eu não amo você, do jeito que eu queria amar
eu não consigo ficar bem, então fico com a verdade
eu tenho algo a perder, então eu vou embora
eu não posso cuidar de mim e ainda cuidar de você

então eu cuido de mim quando estou sozinho
em algum lugar longe de casa, em zona de perigo
quanto tempo eu demorei para finalmente passar por isso
você perdeu, você perdeu

ainda não amo você do jeito que eu queria amar
veja, eu tive que ir, eu tive que ir
sem perder mais tempo, não podemos esperar uma vida
que é perda de tempo, onde a linha termina

então guarde seu amor trancado, seu amor trancado
então guarde seu amor trancado, você perde

eu não amo você do jeito que eu queria amar
eu nao encontrei ninguém novo, eu não tenho ninguém
não, eu disse que superei, mas eu tenho amor por você
mas eu não amo você do jeito que eu queria

tenho que seguir em frente, manter o amor
continuar seguindo, só deus sabe
se fico com você, meu bem, fico confuso
você escolhe, você escolhe

eu não amo você do jeito que eu queria amar
no caminho que vou seguir, não preciso de você
eu estive nesta estrada muitas vezes antes
e ainda não amo você do jeito que eu queria amar

então guarde seu amor trancado, seu amor trancado
então guarde seu amor trancado, você perde

Aquário – He – Parte 2

26 26UTC Fevereiro 26UTC 2009

O primeiro suspiro de História extraordinária foi aquela “introdução” dizendo “Existe uma história…” e que conta que um garoto se apaixonou por si mesmo. Esta introdução, como pode se desconfiar, não precisou de pensamentos muito longos ou complexos. Na verdade, as primeiras e ultimas palavras foram conectadas num espaço de dois, talvez três minutos.

A maior parte das minhas histórias nascem assim, de um espirro.

Nesta introdução, eu defini qual seria o tema principal da história: jovem acorda misteriosamente numa cidade desconhecida e vive uma insólita historia de amor ao se apaixonar por si mesmo. E também escolhi o nome do personagem: Lucas (uma escolha rápida, já que este nome está para mim como Helena está para Manoel Carlos).

Agora só faltava criar o contexto.

E então veio uma série de perguntas.
Em qual cidade? Uma real ou fictícia? Achei melhor ao menos citar uma cidade real.

E como Lucas se apaixona por si mesmo?
Dupla personalidade? Uma manifestação física do seu próprio eu?
Eu gostava da primeira idéia, mas queria que o romance fosse algo físico e não psicológico. Então a descartei, embora não achasse a segunda tão atraente.

E como um não se reconheceria no outro?
Ai foi simples: os dois Lucas teriam idades diferentes. Dez anos talvez fosse o bastante para fazer com que o Lucas velho não se parecesse em nada o Lucas jovem. Eu sei como poucos anos podem deixar uma pessoa irreconhecível, quem dirá dez.

Depois disso, definir como eles se encontrariam, e onde, precisou de longos e longos minutos de papo-cabeça (pensar). E no final desse tempo, não senti que tivesse chegado a qualquer conclusão válida então, na dúvida, deixei a história correr e simplesmente comecei a escrever. Foi quando surgiu aquela segunda parte que foi publicada (“Lucas foi dormir ao anoitecer do dia…”).

Eu deixei as idéias fluírem sem qualquer ordem, fazendo perguntas no texto que na verdade fazia a mim mesmo e já fazendo anotações mentais para as possíveis respostas. A única imagem que eu tinha era a diferença entre os garotos: um, uns dezoito-vinte anos, o outro, mais de trinta.

Um momento divertido foi quando escolhi (exatamente enquanto escrevia) qual seria o nome do outro Lucas, e quando escrevi Olivier imediatamente surgiu a brincadeira do idioma que achei particularmente inspirada (correndo o risco de ser o único a achá-la interessante, claro). Mas fiquei em dúvida se deveria ou não situar a história na França, e ilustrei isso fazendo a pergunta, embora tenha decidido o que fazer e dado a resposta imediatamente depois.

O local não estava claro, ainda, embora eu já soubesse duas coisas: os personagens estavam na Europa, mas não na França. Comecei a pensar em paises que falassem o idioma, mas parei de pensar logo no primeiro (Holanda), não queria me prender a este detalhe agora.

E voltei a ação do momento: os dois Lucas tinham se encontrada, sob as identidades de Lucas e Olivier. E eles tinham um encontro marcado. Como? Por quê? Por quem? Para não perder o clima, decidi pensar nas respostas depois e dei continuidade a ação. Fiz Olivier entregar algo a Lucas (não fui capaz de pensar em nada mais interessante do que um misterioso envelope roxo. O conteúdo? Vai saber.) e, para me dar tempo de pensar sem fazer a historia parar, inventei a intervenção de outros personagens. Eu não queria continuar naquele quarto, tinha que caminhar para encontrar as respostas e dois estranhos armados parecia a desculpa perfeita para tira-los de lá.

Eventualmente isso acontece comigo: eu só descubro o que está acontecendo quando meus personagens descobrem. Okay, com alguns segundos (raramente minutos) de antecedência, mas nunca com muita vantagem.

Particularmente reconheço que detesto aquele diálogo estúpido entre Olivier e o cara de toalha, e na hora percebi que aquela rápida troca de informações poderia atrapalhar o proceder da trama, mas eu poderia corrigir aquilo num segundo tratamento. Então, “até depois”.

Enquanto Olivier e Lucas fugiam do hotel, percebi em que situação estava colocando o garoto. Olivier certamente era alguém perigoso. Bom ou mau, não importa (com certeza bom), andava armado e certamente não era policial. Então: perigoso. E agora perseguido, o que certamente colocava Lucas em perigo já que eu não tinha a menor intenção de separa-los tão cedo. E de novo a pergunta: do que se tratava aquele encontro. Ele estava lá claramente por causa de Lucas e Lucas não o reconhecia. Neste caso, Olivier fora lá por causa daquele Lucas ou por causa de algum Lucas?

(Foi curioso perceber que o que deveria ser uma história de amor estava se transformando numa trama de ação e, provavelmente, conspiração. Só faltava uma grande corporação estar por trás do mistério. Oops. Será possível que vou cair num clichê desses?)

Já no carro, dei um leve prosseguimento a trama e a dinâmica entre os dois personagens. E assim que Lucas começou a desabafar seus receios, percebi a coisa mais importante que estava acontecendo. E revelei isto nas últimas frases.

Parei ai. Eu já tinha informações básicas suficientes e o texto já estava instável e confuso demais para continuar nesse ritmo. Se eu continuasse, ele cresceria ficando ainda mais confuso. Decidi começar a acertar os detalhes da trama antes de voltar ao texto.

E são esses detalhes que serão discutidos no próximo post. Agora é que a coisa fica interessante.

Aquário – He – Parte 1

26 26UTC Fevereiro 26UTC 2009

Antes de mais nada, peço desculpas pelo atraso de meses no desenvolvimento desse projeto. Vários acontecimentos pessoais me impediram de dar a justa e mesmo a mínima atenção que o projeto merecia, já que compilar a enorme quantidade de informações que tenho a respeito dessa primeira edição do Aquário exigiu nada menos do que todo o feriado prolongado sem interrupções (“felizmente” minha viagem programada não aconteceu).

À partir de agora, porém, fico feliz em dizer que estou ligeiramente adiantado para as próximas semanas. E de hoje em diante, acredito que será possível fazer atualizações semanais do desenvolvimento de História extraordinária.

E também peço desculpas de antemão pela falta de estrutura que poderá incomodar a leitura dos textos. Como é um projeto experimental, preciso de tempo para encontrar o timing perfeito. E isso, comumente, pode levar algumas semanas.

Dito isto, abaixo da linha está a primeira parte da primeira edição do Projeto Aquário.

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Em mais de dez anos, eu nunca desenvolvi uma história antes de definir o título. Muitas vezes, adaptava a trama em prol desse nome, e pouquíssimas vezes modifiquei o nome em favor da trama. Por isso, fico estranhamente surpreso em perceber que, meses depois de ter começado a escrever esta história, ainda não escolhi seu título provisoriamente definitivo. O que me faz pensar na hipótese de não haver título melhor do que este: História extraordinária.

Sandy

18 18UTC Fevereiro 18UTC 2009

Mulher que ganha a vida elaborando Palavras Cruzadas vive uma odisséia para tentar convencer um cameraman de reportagens televisivas de que ele é o amor da sua vida.

Uma personagem mais Sandra Bullock é impossível!

Perfeição

18 18UTC Fevereiro 18UTC 2009

Estou ansioso, aguardando pelo momento em que Lost superará sua melhor cena nos quatro primeiros anos da série – e até agora, no quarto episódio da quinta temporada, isto não aconteceu.

Após romper seu noivado com Penny, Desmond passou por várias situações impossíveis até parar numa ilha misteriosa. Oito anos separam o tempo na ilha do tempo na casa de Penny. Neste ultimo encontro, Desmond implora para que Penny dê seu novo número de telefone para ele e diz que ela não pode mudar este número pelos próximos oito anos. Dia 24 de dezembro de 2004, ele precisará ligar para ela.

A seguir, a transcrição da segunda parte do vídeo, de toda a conversa pelo telefone.

PEN: Alô?

DES: Penny?

PEN: Desmond?

DES: Penny, você atendeu! Você atendeu, Penny!

PEN: Des, onde você está?

DES: Eu… Eu estou em um navio.
Eu estive numa ilha, Pen.
Meu Deus! Penny, é você mesma?

PEN: Sim!
Sim, sou eu!

DES: Você acreditou em mim.
Você ainda se importa comigo.

PEN: Des, estive te procurando pelos os últimos 3 anos.
Eu sei sobre a ilha, pesquisei sobre…

E quando falei com seu amigo Charlie…
soube que você ainda estava vivo.
Naquele momento eu soube que não estava ficando louca.
Des, ainda está aí?!

DES: Sim! Ainda estou aqui!
Você consegue me ouvir?

PEN: Assim está melhor.

DES: Eu amo você, Penny.
Eu sempre a amei.
Eu sinto muito. Eu te amo

PEN: Eu também te amo.

DES: Não sei onde estou, mas…

PEN: Eu o encontrarei, Des!

DES: Eu prometo…

PEN: Não importa o que…

DES: Eu voltarei para você.

PEN: Eu não desistirei.

DES: Eu prometo…

PEN: Eu prometo…

DES: Eu amo você!

PEN: Eu amo você!

Rejuvenescendo | Amadurecendo

18 18UTC Fevereiro 18UTC 2009

Um dos momentos mais interessantes na primeira temporada de Skins foi quando Tony começou a cair de sua Torre (e a metáfora é mais do que apropriada, já que Tony era um principezinho nada galante) e, pela primeira vez na série, revelou uma forte vulnerabilidade. Mas se Tony se escondia atrás da máscara da beleza e da imponência, Effy, sua irmã caçula, jamais fez o menor esforço para se esconder, optando inteligentemente por simplesmente não aparecer demais. E foi assim que Effy atravessou duas temporadas com uma aura de mistério e poder, e quando finalmente expunha alguma característica, nos surpreendia – como aconteceu em seu episódio da segunda temporada. Nitidamente superior a Tony, já que caminhava discretamente entre uma subtrama e outra, Effy conseguia o controle de tudo o que tocava e lhe interessava, e, assim crescia mais forte.

Com esta imagem em mente, o episódio Pandora-centric finalmente define o que até poderia ser apenas uma hipótese: que Effy é a protagonista desta terceira temporada, o que é mais do que justo já que ela foi a personagem escolhida para conectar as duas fases da série. E, para nossa agradável surpresa, neste episódio Skins também alcança o nível dramático ao qual nos habituamos nos últimos dois anos.

Há defeitos, claro, já que algumas situações foram mal resolvidas, em especial o time de futebol penetra na festa e o vizinho hipócrita (por que eles apareceram se serviram de nada para a história?). Da mesma forma, Fred brigar com Effy foi artificial, já que ele não tinha um motivo real para brigar com a garota – e não podemos dizer que ele usou o surto de JJ como desculpa para expressar sua mágoa, já que o diálogo soou como se Effy realmente tivesse alguma responsabilidade pelo garoto. E, finalmente, a própria base da vulnerabilidade de Effy é frágil se considerarmos que seus pais se separarem é apenas uma possibilidade, uma vez que o próprio marido traído disse a esposa que a amava e não queria ser deixado. E mesmo que uma séria possibilidade como essa possa afetar as emoções de um filho, especialmente se ele for sensível, o fato é que Effy não é uma garota sensível, ao contrário, é emocionalmente forte e fortemente racional.

O que me leva de volta a máscara. Eis a máscara de Effy: racionalidade e distanciamento emocional. Foi assim que ela sobreviveu tanto tempo à sombra do irmão, alguém que, por sinal, amava e admirava incondicionalmente.

Mas falar deste episódio e não falar de Pandora seria uma negligência imperdoável. Desde o início estava claro que Panda era nossa nova Cassie, mas assim como todos os revisitados personagens guardam características de pelo menos dois das ultimas temporadas, com Panda não é diferente, já que ela possui a doçura e a (ainda mais forte) ingenuidade de Cassie e sofre a mesma desilusão com um ídolo que Sid sofreu no passado. Nesta decepção, Panda revela carregar um peso misterioso que sua melhor amiga é incapaz de enxergar, e quando ela pergunta a Effy se ela sabe algo sobre sua família, é como se dissesse “eu precisava de ajuda e você não estava lá”. E Effy, afundando em seu próprio poço, novamente não foi capaz de entender o desabafo.

E se Cook é perfeito para Effy, já que “não se importa com nada” e isto é justamente o que a garota (na verdade não) precisa, Panda parece ser o par ideal para Cook, com sua doçura e fragilidade capazes de atrair até mesmo o carinho e o instinto de cuidado do rapaz.

Neste episódio, Skins finalmente recuperou sua personalidade e nos apresentou a trama e subtramas interessantes e relevantes, fico feliz em perceber que ficou para trás a tendência a reciclagem. E igualmente feliz por saber que eu estava errado em pensar que Thomas era um personagem-de-um-episodio-só.

4-estrela6

Observação: Gostei da sutil homenagem às raizes da da atriz Kaya Scodelario, que é filha de uma brasileira. O pijama que ela usou na festa de Pandora tinha um bordado com a sigla “BRA

ourTunes #13

17 17UTC Fevereiro 17UTC 2009

Meu querido amigo Léo Freitas é o grande responsável pelas mais importantes descobertas musicais que fiz nos últimos oito meses. Vale dizer que das doze edições já publicadas do ourTunes, quatro são “presentes” dele. Esta edição agora, é o quinto.

Curiosamente, porém, ele não nunca me mandou esta música, apenas declarou – muitas, muitas vezes – que esta era a sua grande música de 2008, chegando a utilizá-la em seu carinhoso vídeo-homenagem ao Feliz Ano Velho.

E que música. Com uma intensidade ímpar, o grupo Coldplay é uma das poucas bandas que conseguiu fazer uma canção verdadeiramente épica! E… que letra!

eu costumava comandar o mundo
oceanos se abririam com a minha palavra
agora, pela manhã, me arrasto sozinho
varrendo as ruas que costumava possuir

eu costumava jogar os dados
sentir o medo nos olhos do inimigo
ouvia a multidão gritando
“o velho rei está morto! vida longa ao rei!”

num minuto eu estava com a chave
no outro os muros se fechavam contra mim
e eu descobri que meu castelo estava
sobre pilares de sal, pilares de areia

eu ouço os sinos de jerusalem soando
o coro da cavalaria romana cantando
seja meu espelho, minha espada e escudo
meus missionários no campo do inimigo
por alguma razão eu não posso explicar
uma vez que você se foi, nunca mais
houve uma palavra honesta
foi quando eu comandei o mundo

foi um terrível e selvagem vento
arrombando as portas para me deixar entrar
janelas estilhaçadas e o som de tambores
as pessoas não acreditariam no que me tornei

revolucionários esperam
pela minha cabeça numa bandeja de prata
apenas um títere numa corda solitária
ah, quem poderia realmente querer ser rei?

eu ouço os sinos de jerusalem soando
o coro da cavalaria romana cantando
seja meu espelho, minha espada e escudo
meus missionários no campo do inimigo
por alguma razão eu não posso explicar
eu sei que são pedro não chamará meu nome
nunca uma palavra honesta
e isso foi quando eu comandei o mundo

Os Simpsons

16 16UTC Fevereiro 16UTC 2009

Tirando a odisséia em busca do sofá, todos os outros detalhes (até os mínimos detalhes) são fantásticos!!

Pele velha

16 16UTC Fevereiro 16UTC 2009

A teen serie Skins conta a história de um grupo de jovens amigos que vivem em Bristol, focando em um deles a cada episódio, mas não se esquecendo completamente dos, então, personagens secundários.

Foi assim que a primeira temporada narrou o arco dramático de Tony, fazendo o personagem crescer e amadurecer intensamente, embora seu episódio tenha sido já o primeiro, onde o conhecemos como um garoto fútil e ególatra.

Já a segunda temporada, foi marcada pela amarga jornada da anoréxica e inicialmente doce Cassie, que culminou no melhor momento de toda a série, aquele em que a garota morde uma maçã verde.

Porém, enquanto essas duas tramas aconteciam, Michelle encontrava pedaços de amor pelo caminho; Sid se tornava mais independente de Tony; Jal, a amiga coringa e salva-todos, caia em desespero, mas logo, novamente, reassumia sua posição materna no grupo; e Chris, escondia mais do que drogas em seus vidros de pílulas.

Assim, Skins nos permitia ficar perto desses jovens, tão perto que quase podíamos sentir o calor de suas peles. Mais do que isso, era como se fôssemos um entre eles.

Mas então veio Sketch, no segundo episódio da segunda temporada, uma personagem que jamais aparecera na série e com quem não tínhamos a menor intimidade. E aquele, embora tenha sido até um bom episódio, foi também um corpo estranho que nos separou de pessoas com as quais tínhamos intimidade, intimidade que aquela estranha jamais conquistaria. Já o episódio Michelle-centric dessa mesma temporada nos apresentou a vaca Scarlet, que, na verdade, não era uma completa vaca, apenas… Fazia de conta. E esta foi a introdução perfeita de um personagem extra, temporário, deixando-o no lugar que merece, o secundário, e permitindo que colocasse a cabeça para fora, só um pouquinho.

Mas agora, Skins veio de novo com essa história de focar em um personagem-de-um-episódio-só. E embora isso realmente me incomode, desta vez o efeito foi menos traumático, já que Thomas é um rapaz interessante, com um coração puro e ingênuo (ou nem tanto), e… O mais importante, ainda não temos uma intimidade tão grande com os outros personagens a ponto de um intruso incomodar, afinal, de certa forma, todos ali ainda são intrusos (Effy, embora já conheçamos de outros carnavais, não é necessariamente nossa amiga íntima).

O jovem ator e roteirista Daniel Kuuluya não me decepcionou, felizmente, embora não tenha me deixado exatamente orgulhoso, pois parece que o roteiro parou em suas mãos apenas por causa de sua semelhança com o personagem central, já que ambos são afro-descendentes. Este terceiro episódio foi apenas bom, mas não fez muito mais do que os outros dois anteriores no sentido de desenvolver os personagens – o que me deixa mais perto da certeza de que o argumento dessa terceira temporada é realmente pobre e que este ritmo lento será mais do que suficiente para cumprir seus objetivos.

Como muitos fãs já disseram em vários fóruns na internet, esta nova temporada está mais para uma reciclagem das duas primeiras, e isso soa verdadeiro já que tudo o que basta aqui parece ser personagens jovens e bonitos, com vidas sexuais se não ativas, em conflito, vivendo em festas, consumindo álcool e drogas ilícitas. E até mesmo o traficante excêntrico da primeira temporada foi reinventado aqui, com o claro propósito de trazer humor, com piadas estúpidas, e momentos de tensão que jamais acontecem. Porém, assim como na primeira temporada, já no terceiro episódio os personagens (e nós, claro) conseguem se livrar do tal traficante, mas diferentemente do sério envolvimento de um mafioso (pai de um dos jovens) no desfecho daquela subtrama, aqui, o problema foi resolvido com pimentas e flatulências (o que revela uma preocupante tendência para as piadas).

Pensando bem, Kuuluya fez até que um excelente trabalho, foi apenas prejudicado pelo argumento concebido para a temporada e o episódio, o que me deixa feliz e satisfeito já que não é todo dia que um jovem escritor se revela realmente talentoso. Espero que ele tenha conseguido influenciar em algo nos próximos episódios.

3-estrela1

ourTunes #12

10 10UTC Fevereiro 10UTC 2009

Sei que hoje em dia isso não é lá tão fabuloso mais, mas reparem que este vídeo não possui um único corte. Além disso, este vídeo mostra que o travelling circular em torno dos “personagens” é um movimento extremamente elegante e dinâmico quando aplicado corretamente e no contexto certo.

Dito isto, que música incrível! Uma melodia agradabilíssima, uma letra correta e um intérprete auto-suficiente com uma voz maravilhosa. Sem contar que o francês, sem dúvidas, é a língua mais bela, romântica, elegante e triste que existe.

Comentei esta descoberta semana passada no meu Twitter. E me pergunto por que não publiquei este ourTunes imediatamente.

Enfim, Raphael tem mais um fã no mundo (não só por este belíssimo trabalho abaixo, mas por vários outros que vi e me fascinei).

Eu entendo mais de física astronômica do que de francês, então… tradução encontrada no site Vagalume, com pequenas correções minhas (com a ajuda de um dicionário). Algo bem amador.

é porque tenho lágrimas nos olhos
que nossas mãos não estão mais juntas
que eu também tremo um pouco
porque não vou mais esperar

será que recuperaremos a rota
será que estamos perto da noite?
será que senão o mundo há a vertigem?
será que um dia seremos punidos?

será que engatinho como uma criança
porque não tenho mais camisa?
e é o bom deus que nos abraça
e é o bom deus que nos destroça

porque nada pode acontecer
já que é necessário que haja justiça
eu nasci nessa caravana
mas nós partimos, vamos…

venha…

porque esta pele é a única que tenho
que logo nossos ossos estarão ao vento
eu nasci nesta caravana
mas partimos, vamos

venha…

Overdose de conteúdo

9 09UTC Fevereiro 09UTC 2009

Das várias séries (antigas e atuais) que estou assistindo atualmente, as melhores são, sem dúvidas, Lost, Dexter e Desperate Housewives.

Das que estou acompanhando “ao vivo”, além de Lost tem também 24.

Lost, interessantíssima como sempre, mas com ritmo um pouquinho frouxo se comparado ao da quase perfeita quarta temporada. 24, ágil e gostosa de assistir, como sempre, com suas ótimas reviravoltas e mergulhos em situações impossíveis (a morte certa para a Agente Walker e o Primeiro Cavalheiro – como essa expressão soa estranha – foram momentos particularmente marcantes). Esta sétima temporada, tirando um ou outro defeitinho, até agora está muito boa. Mas nada fantástica se comparada as 3 primeiras temporadas.

Também estou vendo a ótima (mas instável) 30 Rock, com suas piadas pastelão que surpreendentemente me fazem rir e uma dinâmica impecável entre Tina Fey e Alec Baldwin (e Jane Krakowski é responsável pelas minhas risadas mais gostosas, diferente do chato Tracy Morgan); e o genial (mas agora enfraquecido e já comentado) anime Death Note que, em sua ânsia de reviravoltas, entrou em um caminho estranho e absurdo que está levando a história para um buraco imperdoável. Estou ansioso pela próxima reviravolta que, espero, colocará as coisas nos lugares certos.

Dexter, como sempre, não me decepciona. Aliás, o extremo oposto disso, sempre surpreende. Mas superado o elemento surpresa da primeira temporada, apesar das boas reviravoltas e mudanças interessantes da história, Dexter é um ambiente familiar; confortável e seguro, mas comum.

Por isso, a grande surpresa da minha temporada particular de séries é Desperate Housewives. Uma série que parece perdida em várias linhas narrativas, drama, humor, suspense, mas que parece conhecer perfeitamente o pequeno universo em que está inserida.

Com personagens uniformemente carismáticos e complexos e subtramas sempre interessantes, Desperate jamais se torna cansativa ou repetitiva e tem a capacidade, ímpar, de provocar uma identificação completa entre o espectador e algum (ou alguns) personagem. Eu, particularmente, sinto como se conhecesse pessoalmente a feliz e frustrada Lynnete Scavo, em sua batalha diária por um minuto de descanso e sossego e amor incondicional a felicidade dos diabretes mas carinhosos filhos. Sua força e cumplicidade com o marido Tom, aliás, merece destaque, especialmente se considerarmos os acontecimentos em volta deles, onde todos os casais parecem estar prestes a ruir. A exceção da fantástica Susan Mayer (ah que saudade da Lois!!), que, apesar do já superado divórcio que sofreu, está prestes a reconstruir sua vida ao lado de homem bonito e dedicado – mas com um passado sombrio. E já que falei em Susan, sinto que seria um disparate não confessar minha absoluta indentificação com a personagem. Eu nem sei por onde começar, mas posso dizer que ver Susan em seu dia-a-dia (e sem uma filha adolescente, claro) é como olhar para um enorme espelho.

Se ela fosse uma pessoa real, ela com certeza seria minha melhor amiga.

Desperate Housewives é conhecida como uma série para mulheres – nem meninas, mas mulheres mesmo. Bom, agora eu posso dizer que isso não é verdade. Além de ser homem, eu tenho apenas 22 anos. E consigo me interessar e identificar por inteiro por esta série inteligentíssima, muito engraçada e, principalmente, mais humana do que a maior parte das tramas que vemos hoje em dia na TV aberta e fechada..

Capricho pessoal

5 05UTC Fevereiro 05UTC 2009

Algumas semanas atrás, fui atraído por uma manchete na página do UOL que listava os 12 filmes mais esperados de 2009  (ou melhor, Os 12 filmes que vão bombar em 2009). Embora eu já tenha meus 12 filmes mais esperados do ano, não pude evitar o impulso de clicar ali. E onde fui parar? No site da teen magazine Capricho.

Comecei a ler sem preconceitos. Até perceber que eu deveria tê-los.

Afinal, os filmes mais esperados do ano, de acordo com a colunista Aline Vieira, são:

- Delírios de Consumo de Becky Bloom
- Velozes e Furiosos 4
- Hannah Montana – O Filme
- Lua Nova
- Uma Noite no Museu 2
- 17 Again
- Harry Potter e o Enigma do Príncipe
- Dia dos Namorados Macabros
- Camp Rock 2
- Transformers 2
- Ele não está tão a fim de você
- Efeito Borboleta 3 (detalhe, com o astro Asthon Kutcher)

Okay, eu ENTENDO que o público alvo da revista são pré-adolescentes e meninas de 13 anos. Mas… Por quê? Por que algo tão… não sei o que dizer sem falar palavrão.

Eu sei que fui tolo com minha atitude, mas não pude evitar. Mandei um email, honestamente educado, para a colunista da matéria (e cometi o outro erro de não copiar sua redatora-chefe). Feliz ou infelizmente, a garota tomou o cuidado de não me mandar qualquer resposta.

Eis o e-mail:

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Desculpe se pareço ofensivo, mas eu preciso parecer para ao menos causar alguma reação.

Eu entendo o que significa escrever para um público alvo, e que muitas vezes precisamos fazer algo ridículo para alcançar o nível intelectual deles. Mas, francamente, nós sabemos que essas “crianças” têm um enorme potencial se receberem algum incentivo para isso.

Sim, fale de Lua Nova, do “gato, lindo, tesão do Zac Efron”, mas o que te impede de citar algo mais… sério? Por que não falar algo do tipo: “Lembra da Andrea, a assistente que sofre horrores em ‘O Diabo Veste Prada‘? Pois agora ela vai sofrer no casamento da própria irmã em O Casamento de Rachel, um drama belíssimo que você não pode perder”?. Ou “o gostosão do Hugh Jackman volta com tudo em seu próprio filme, Wolverine… Seu namorado não vai perder! E você também não, vá com ele curtir uma boa história… e um bom homem”…

Qualquer coisa do tipo, Aline. Referências pop é que não faltam para indicar os filmes mais relevantes que serão lançados em 2009 (“A pirada de três ‘maridos’ de Mamma Mia! volta como freira em A Dúvida, um filme que vai mexer com todo mundo”).

Honestamente, eu não conheço seu trabalho e cliquei nesta lista por mero acidente na home da UOL (eu clico em tudo que diz “lista de filmes”) e, infelizmente, fiquei decepcionado com o que li. Continue fazendo seu trabalho, procure pelo seu público alvo, mas qualquer jornalista que se preze faz muito mais do que agradar seu público, ele o educa, ele o ensina, ele o guia ao amadurecimento. Ajude suas leitoras a crescerem com mais dignidade, elas são capazes disso e as mais frágeis precisam de um empurrão.

Boa sorte e mais brilho daqui pra frente. Eu sei que você pode.

Sem ressentimentos.

Forte abraço,

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Okay, fui idiota. Uma revista pré-adolescente jamais indicaria A Dúvida ou qualquer outro filme cuja classificação etária fosse acima da do seu público, mas, a idéia é basicamente essa. O que impede esses jornalistas de trabalhar com as entrelinhas e, entre High School Musical e Hannan Montana, colocar uma nota sobre UP!?

Me lembro de, nos comentários do site, ter sugerido que indicassem filmes como Wall*e ou qualquer outro genial-Pixar. Ninguém me respondeu, mas não foi preciso. Ficou claro que por Wall*e ser um desenho animado, as leitoras o consideram infantil demais para sua maturidade.

Paciência. Daqui alguns anos elas perceberão a injustiça desse pensamento.

Mina e Maysa

4 04UTC Fevereiro 04UTC 2009

Lembro de ter comentado que a segunda temporada de Mina e Lisa começaria a ir ao ar ainda ano passado. Claro, desinformado e mal calculado como sou, eu estava errado.

O primeiro episódio já está pronto e, de acordo com Hélio Ishii, criador e diretor da série, “Está lindo!”, e a promessa interna era que a divulgação começasse agora em fevereiro. Mas ainda não tenho uma resposta definitiva.

Agora, a pegunta: por que o atraso?

Simples. O sucesso de Mina e Lisa foi tamanho que a linda Liana Naomi (intérprete da co-protagonista Mina) foi convidada para pequenas participaçoes em produções da Rede Globo.

A primeira… foi como assistente da diva Maysa.
Uma aparição muito breve, mas cheia de carisma.

liana