Desde setembro de 2007, quando criei este blog, publiquei exatos 187 posts. Neste período, porém, várias vezes comecei a escrever algo e, por não estar livre ou inspirado o bastante no momento, deixei para continuar depois… O resultado: 1 e 7 meses depois ainda me restam 6 rascunhos esperando um lugar ao sol… ou ao monitor.
O primeiro da lista é uma resenha sobre o romance O Oportunista (The Upstairs), escrito por Piers Paul Read. Uma narrativa em primeira pessoa fascinante, mas que só consegui aproveitar plenamente ao ler pela segunda vez aos 13 anos – a primeira vez que li foi aos 9 e definitivamente este livro representa uma leitura extremamente pesada para uma criança, falando sobre temas como roubo, estelionato, jogatina, assédio sexual, prostituição, estupro, entre outros, chegando ao ápice no capítulo em que narra o assassinato de um recém-nascido. Porém, confesso que até hoje jamais cheguei a compreender completamente esta história, que é emocionalmente complexa – mas vale dizer que a obsessão do protagonista em destruir determinada família surge e cresce mal desenvolvida, o que é péssimo porque, afinal, é esta obsessão que guia todos as atitudes do personagem-título. Ainda sim, acho O Oportunista uma ótima leitura, e prova disso é que me surpreendo voltando a lê-lo, em média, a cada 2 anos.
O segundo rascunho foi uma tentativa de desabafo, um texto extremamente pessoal a respeito de um conflito com uma grande amiga (agora, pelo visto, grande inimiga) que já foi mencionada mais de uma vez neste blog. Uma história que foi realmente bonita por muitos anos, mas que terminou de forma covarde, estúpida e – até agora – sem explicação. Provavelmente acreditando que guarda uma carta na manga ao fazer não-acusações insuficientes (como “some da minha frente”, “você não manda na minha vida” e etc.), ela deixa claro que eu cometi algo, mas nunca esclarece o quê, minha (ex-)amiga apenas se enfraquece ao partir para uma atitude imatura e clichê (algo que ela NUNCA foi). Além de ser canalha a ponto de cortar todos os meios de comunicação e ainda assim manter para si uma coisa que ME pertence, me obrigando a usar outras pessoas como intermediárias na tentativa de recuperar o que é meu. Ou seja, me roubar e fugir. (Infelizmente, o pertence é algo de apenas valor sentimental, e sem NF ou algo do tipo, ou seja, eu não posso sequer abrir um Boletim de Ocorrência.)
No terceiro rascunho, eu tinha selecionado alguns vídeos “unseen” da série Skins, mas queria publicar os vídeos com legendas e alguns estavam disponíveis apenas em áudio – o que me desanimou.
O quarto rascunho também é sobre a série Skins. O primeiro esboço da minha resenha sobre o season finale da terceira temporada. Mas como ainda não escrevi a resenha do penúltimo episódio, não poderia fazer a publicação naquele dia – aliás, ainda não posso.
O penúltimo rascunho provavelmente alcançaria um nível bastante pessoal também. O tema: religião e fé. Mas é um assunto complexo e complicado demais para ser discutido num texto em sua primeira versão.
E, finalmente, o texto mais recente que comecei a escrever e não publiquei é uma espécie de carta-currículo, onde (ainda) tentarei falar de forma informal sobre meus passos como escritor literário, redator publicitário e roteirista cinematográfico. Claro, mencionando trabalhos, empresas e academia.
Bom, acho que desta lista eu já posso excluir 2 rascunhos. Afinal, acredito que não tenho muito mais para falar, por enquanto, sobre tal amiga e O Oportunista.