Arquivo para Julho, 2009

Palavrão #10

28 28UTC Julho 28UTC 2009

Em abril, eu li o primeiro volume da saga Luz e Escuridão, o abaixo-da-média mas suportável Crepúsculo. Um livro repleto de defeitos, mas suficientemente divertido para prender a atenção. Desde o início, porém, uma coisa me incomodou, e muito: aquele tal vampiro Edward Cullen. Um dos heróis (?) mais irritantes que já conheci. Uma criação literária “construída” às pressas, sem qualquer equilíbrio e inesperadamente unidimensional – afinal, ele tem conflitos o bastante para ser definido como um personagem complexo. E se isto não fosse ruim o bastante, a agradável Bella (uma ótima personagem a maior parte do tempo) perde todas as suas qualidades quando chega perto do imortal, tornando-se uma pirralhinha deslumbrada (“oh, aquele peito de mármore branco e frio como gelo, oh”!).

Para a minha grande surpresa, porém, são justamente estes defeitos irritantes que tornam Lua Nova, o segundo volume da saga, uma obra infinitamente superior ao capítulo original. E não poderia ser diferente já que, logo no terceiro capítulo, Edward Cullen vai embora de Forks e deixa Bella para trás. Sozinha, abandonada e mergulhada numa profunda depressão.

Mas não por muito tempo. Porque poucos capítulos depois, Bella se aproxima de seu amigo de infância, o índio Jacob Black, um garoto carismático, divertido, bondoso, bonito e… lupino. Pois Jake Black nada mais é do que um lobisomen, o inimigo natural dos bebedores de sangue.

A reviravolta não é exatamente uma surpresa, já que foi “anunciada” para os leitores desde a metade inicial de Crepúsculo, mas o modo como acontece e interfere na dinâmica Jake-Bella merece alguns elogios. Além disso, a tensão sexual entre eles é palpável e muito mais natural do que o romance impulsivo e apressado da garota com o Frio, já que o lobo não exerce o mesmo tipo de “domínio” sobre a garota, que se apaixonou por Edward não por um amor genuíno, mas porque é isto o que vampiros provocam nos seres humanos (o interessante elemento que os transforma em predadores formidáveis). O resultado é que a idéia de Bella abrir mão da eternidade para viver com o calor de Jacob é muito mais atraente do que o plano de abandonar a vida para mergulhar sem reservas no frio mundo da imortalidade.

Da mesma forma, assim como no episódio anterior, a calda de açúcar dos momentos românticos (que aqui já considero calda de chocolate) divide espaço com momentos de suspense. E bom suspense, diga-se de passagem. Não apenas a “participação especial” de um determinado vampiro na clareira, que funciona como mera introdução para o reencontro de Bella com o “fantástico”, como também a expectativa alarmante a respeito da presença de uma perigosa inimiga em busca de vingança. Por outro lado, o suspense envolvendo a transformação de Jacob é uma enrolação já que sabemos desde o início o que está acontecendo, e esperar que Bella descubra a verdade é um exercício de paciência.

Mas Luzes e Escuridão é vendida como uma “saga de vampiros” e não de lobisomens (apesar da presença marcantes deles) e, é claro, independentemente do destino plajenado por Meyer, os Cullen não poderiam ficar de fora da história por muito tempo. Assim, não é nenhuma surpresa que a divertida irmã de Edward  reapareça repentinamente no “ato final” do livro, e por mais que seja interessante a reviravolta envolvendo um trágico mal-entendido, a sensação de queda é inequívoca e nada elogiosa, já que me refiro ao retrocesso na qualidade da história e não a uma boa reação de susto provocada por uma sequência particularmente bem escrita (lembre-se do Avada Kedavra no Alto da Torre de Astronomia em Harry Potter e o Príncipe Mestiço e entenderá). E não me refiro apenas ao retorno de Edward Cullen, mas também a própria narrativa, extremamente prolixa em toda a sequência na Itália, algo que Stephenie Meyer deixara de cometer nos capítulos anteriores.

E como Meyer não se contenta em estragar a história que finalmente tinha tomado o rumo certo, ela ainda destrói qualquer relevância que a trama poderia ter, o que acontece perto do final, quando  Edward impede com uso de força física que Bella se despeça de seu melhor amigo – o que não é apenas moralmente desprezível, mas uma verdadeira ameaça emocional para as milhares de garotas adolescentes que enxergam em Edward Cullen a imagem do companheiro ideal.

4-estrela

I have.

28 28UTC Julho 28UTC 2009

O que dizer num reencontro com alguém que você não vê há quatro anos? E se você ainda for apaixonado depois de todo esse tempo?

Há cerca de quatro meses eu conheci uma pessoa com quem comecei a sair. Alguém mais jovem do que eu, numa curiosa e divertida inversão de papéis, pois me lembro que meus relacionamentos mais interessantes aconteceram quando eu tinha meus dezesseis e dezessete anos e, sempre, com pessoas mais velhas – às vezes cinco anos, ás vezes dez, uma vez mais de… Uhmmm, deixa pra lá. Na véspera de completarmos um mês desde o primeiro encontro, fui pedido em namoro. E às vésperas de completarmos três meses de namoro, fui “terminado”. Foi um relacionamento breve, mas gostoso. Fico feliz em poder dizer que namorei uma pessoa realmente boa – e com amigos fantásticos, diga-se de passagem.

Mas o que esse olho-de-furacão tem a ver com o reencontro mencionado no início deste post? Provavelmente nada, exceto que chegadas e despedidas tendem a trazer nostalgia à tona. E com a nostalgia, vem a memória e com a memória a análise, a autodescoberta.

Li recentemente um certo comentário sobre amor dizendo que podemos amar várias pessoas na vida, mas não ao mesmo tempo.

Não ao mesmo tempo.

Não. Isto não é verdade. Pelo menos, não se aplica a mim.

Afinal, quem ousaria dizer que o sentimento que tive por duas pessoas nos últimos quatro anos não foi amor? Quando, ao mesmo tempo, eu ainda alimentava aquele amor por um alguém ausente… Eu nunca parei de amar esta presença do meu passado. E isto não me impediu de me apaixonar novamente.

Assim, a verdade que pode machucar, principalmente quem se identifica com ela, não é “Love… I have for you”.

Apenas… “I have”.

101

18 18UTC Julho 18UTC 2009

Bem, eu fui parar em Paraty porque depois de um bom tempo, minhas duas irmãs estavam aqui por São Paulo, e já que os outros três (papai, mamãe e o filhinho: eu) também, mamãe decidiu nos levar todos a Paraty para termos mais uma viagem juntos (já fomos a Buenos Aires todos juntos, eu nem preciso dizer que foi bem mais emocionante).
Chegando lá, nós todos ficaríamos em uma pousada que era super simpática, super limpinha, enfim. Uma beleza. Na viagem deu tudo certo, ontem finalmente os jovens sairam para farrear, por mais que os dois menores optaram por partir mais cedo. Enfim… Se deu tudo certo, por que diabos eu estaria escrevendo um post sobre essa coisa de viagem?
- Quer dizer: uma viagem onde tudo deu certo, quantas vezes já não vimos isso acontecendo?
Por um simples motivo: O nome dessa joça de cidade…Paraty. Paraty. PA.RA.TY.
Mas que raiva que eu tenho desse nome! Pior que isso só os que são do nível de “Juquehy”. Vocês, meus amigos brasileiros, não concordam plenamente comigo sobre o fato de o nome dessas cidades ficar bem melhor quando escrito “Parati” ou “Juqueí”?!? Quer dizer, é querer MUITO pagar de americano colocar nome com Y quando essa porra dessa letra nem existia no nosso vocabulário antes dessa maldita reforma ortográfica!
Tudo isso para dizer: Vou continuar escrevendo PARATI sem peso na conciência, e vou continuar barrando o Y sempre que eu for fazer um post desta natureza!

Mauro Vilela Pietrobon

Apresentação.

8 08UTC Julho 08UTC 2009

Bem, todos sabemos que, apesar de ser uma coisa super clichê e super boba, é ainda assim, super necessário que nós nos apresentemos no nosso primeiro post!
Bem, eu sou um autor novo, aqui pelo Continuação., e por isso, acho que deveria começar por me apresentar adequadamente.

Bom, comecemos pelo começo: eu tenho um blog paralelo a esse (não, meu nome não é a parte mais importante!) E o tal blog se chama Onde as nuvens acabam… (é um nome super deprimente prum blog super feliz, não reparem). E por lá, eu tenho toda uma bagunça com os meus nomes, que eu fico alterando de assinatura, e volta e meia as pessoas não entendem mais grande coisa. Bom, verdade seja dita, não entendiam grande coisa. Mas agora, que eu coloquei um pequeno resumo de como são os nomes lá na coluna da esquerda, está tudo mais fácil para todo o mundo.
Mas não estou aqui para falar sobre o meu outro blog, mas sim para falar sobre:
1. Como eu vim parar aqui.
2. Quem caralhos sou eu, afinal.
Bom, já que uma coisa meio que é ligada na outra, vou responder às duas questões ao mesmo tempo:

Oi, eu sou o Mauro. (essa é a hora que todos à minha volta têm que dizer “Oi Mauro!”) e… eu acho que eu nunca comi um peixe.
(Leia-se: “Oi, eu sou o Mauro, tenho 16 anos e amo Procurando Nemo).
Eu ainda estudo e estou planejando ser um ator, no futuro. Certo, a parte interessante sobre a minha pessoa:
- Eu sou apaixonado por cinema, logo eu vou muito ao cinema. Indo muito ao cinema, eu acabei conhecendo o “Noitão do HSBC Belas Artes”, e ao ir nesse tal evento, eu comecei a participar ativamente (muito ativamente) da comunidade no Orkut. E de lá, eu conheci várias pessoas, entre elas o tal do Achilles de Leo, dono original deste bendito blog. Depois de começarmos a sair, e nos conhecermos bem melhor, acabou que eu fui chamado para ser o segundo autor deste.
E é isso que eu estou fazendo aqui. Caso vocês não gostarem do jeito que eu escrevi este post, desistam de continuar me lendo, porque, queiram vocês ou não, é assim que eu escrevo!

E bom, eu passarei aqui de vez em quando, falando coisas relativamente aleatórias! Não vou postar tanto quanto no Onde as nuvens acabam…, mas vou postar um pouquinho, ainda assim!

Espero que vocês gostemapontando eu!

 

Mauro Vilela Pietrobon

ps: um dos meus vícios de escritura é não pular linha pra parágrafo, espero que não incomode muito.