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2011 Cultural – As 10 Séries.

Um ano em que veteranos caem e até as mais fúteis carnes frescas se revelam mais tentadoras é, no mínimo, um ano irascível. Tão irascível quanto o passar o tempo, o amadurecimento, a política e o deslumbre de poder – temas vistos na maioria das séries em 2011. O que a TV descobriu este ano é que não se pode perder 1 semana de tempo, ou fica-se para trás.

Mas se 2011 marcou o fim prematuro e decepcionante de pelo menos três grandes séries – True Blood, Damages e, principalmente, Dexter –, ao menos foi o ano que nos apresentou a uma nova coleção de vícios semanais irresistíveis (e até incompreensíveis) – como a problemática mas enfeitiçante American Horror Story e as divertidinhas-pra-hora-livre Terra Nova e Person of Interest que, embora atraentes, estão muito longe de ser boas.

Em outras palavras, podemos até manter um caso de tesão e desprezo. Mas esse relacionamento jamais será capaz de se tornar um compromisso. Não um tão profundo quanto aquele firmado com Battlestar Galactica, por exemplo. Esta que foi a melhor série que conheci em 2010 e que, por sua força, me levou a assistir as natimortas Caprica, uma prequel/spin off cheia de potencial e defeitos, e… a décima melhor série de 2011.

Mas antes, uma breve menção honrosa: o reality show The Glee Project, um programa infinitamente mais divertido e emocionante do que a série original (do qual, todos sabem, eu gosto).

E lembro que você pode conferir a lista completa dos livros, filmes e séries que acompanhei em 2011 clicando no logo abaixo.

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SÉRIES – POSIÇÃO 10

Outcasts
1.01-1.08. Série completa.

Semelhante à BSG em temática e tom, Outcasts teve início com um dos melhores pilotos dos últimos anos, superando o fantástico início de Fringe e rivalizando apenas com o estupendo primeiro episódio de Lost. Eu escrevi sobre o episódio no início deste ano e acho justo dizer que ele se tornou gradualmente mais fascinante em cada uma das 5 ou 6 visitas que fiz.

Infelizmente, porém, o admirável cuidado dos roteiristas, e principalmente dos diretores, não viveu por muito tempo e acabou resultando em uma temporada muito irregular. Ainda assim, os constantes problemas empalideciam diante dos inúmeros acertos do drama.

Outcasts tinha nas mãos todas as ferramentas necessárias para atingir o limite dramático de sua prima BSG. E será eternamente uma pena que a produção tenha sido cancelada tão jovem.

Torço para que as empatadas na nona posição não tenham o mesmo destino.

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SÉRIES – POSIÇÃO 9

The Killing | Game of Thrones | Homeland | Once Upon a Time
1.01-1.12 | 1.01-1.10 | 1.01-1.12 | 1.01-1.07

Estas quatro séries estrearam em 2011. Todas tiveram temporadas (ou meia temporada) acima da média, merecedoras de empolgados elogios. As quatro são adaptações (ou reinvenção, em um caso), com tramas, conflitos e premissas magnéticas e irresistíveis – e eletrizantes mesmo quando introspectivas. Além disso, todos os personagens nelas são, além de cativantes, protagonistas de suas próprias vidas, ao invés de meros coadjuvantes em função de uma trama ou um herói.

Com tantas qualidades, essas quatro séries simplesmente não poderiam ficar de fora desta lista. E com tanto em comum, como eu poderia não colocá-las juntas, dividindo a mesma posição e admiração?

Vida longa a essas quatro e deliciosas novatas e seus cliffhangers estonteantes que fecharam o ano.

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SÉRIES – POSIÇÃO 8

Desperate Housewives
7.11-7.23 e 8.01-8.09

E vamos nos preparar para dar adeus às donas de casa mais sensacionais da TV.

Em 2010, Desperate Housewives nos jogou no hiato de final de ano com um dos mais chocantes cliffhangers da série, aquele em que uma das amigas de Wisteria Lane foi responsável involuntária por uma assustadora involução dos moradores do bairro contra… ex-presidiários em programa de recolocação social. Um verdadeiro evento cuidadosamente arquitetado por um velho inimigo ressurgido. Que executou sua vingança ao posicionar um sujo espelho moral diante das donas de casa.

Não há dúvidas de que esta sétima temporada foi uma das melhores da série, lado a lado com o impecável quarto ano (justamente o que sofreu com a greve do sindicato de roteiristas norte-americanos em 2008). E sendo a dona de um dos textos mais elegantes e sofisticados da TV (porque ela é), a série simplesmente não poderia terminar sem uma ousadia final: virar a mesa e posicionar as protagonistas como suas próprias antagonistas – e responsáveis diretas pela investigação da temporada.

Uma reviravolta instigante, bem-vinda e preocupante. Finais felizes nunca foram comuns nesta série, e sendo a última temporada, qualquer coisa pode acontecer a nossas queridas donas de casa. Assim, considerando a elegante rima dramática envolvendo um baú no episódio 7.23, não será uma surpresa se os derradeiros episódios da série nos trouxerem outra rima. Desta vez, remetendo à tragédia que deu estarte à série oito anos atrás.

Essas mulheres me excitam!

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SÉRIES – POSIÇÃO 7

Brothers and Sisters
1.06-1.23, 2.01-2.16, 3.01-3.24, 4.01-4.24 e 5.01-5.22 (Série completa)

Um patriarca morre e deixa como herança uma grande empresa enforcada em dívidas e crimes financeiros, uma ou duas amantes, um filho ilegítimo aqui e ali, segredos silenciados à força, e certamente muito mais.

Em meio as pontuais descobertas ao longo da narrativa, tivemos cinco temporadas inteiras com um ou outro casamento, um ou outro rompimento, uma ou outra doença, uma ou outra decepção. E também muitos jantares, vinhos, gritos, choros, birras, mimos e linhas cruzadas – estas, em excesso.

Brothers and Sisters teve seus maus momentos, e principalmente  grandes momentos. Por isso, é uma pena que justamente quando estava de volta a boa forma, e prestes a se superar, tenha dado de cara com um cancelamento não-planejado.

Triste, triste. Vou sentir falta do clã Walker.

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SÉRIES – POSIÇÃO 6

Community
2.12-2.24 e 3.01-3.10

Community está sempre desafiando o espectador. Não importa o quão descompromissado ou obcecado você seja, não dá pra sentar diante da TV, assistir a um episódio de Community e ficar imune a suas demonstrações de sagacidade, genialidade e provocação.

Há algumas semanas, a tuitosfera que acompanho fez um rebuliço quando começaram a surgir na rede os incontáveis easter eggs que a série plantava com frequência, não só fazendo referência a diversas obras pop, como também escondendo pequenas historinhas entre as narrativas principais.

Community é a prova de que bom gosto e inteligência são uma ótima combinação. Não a considero a melhor série do mundo (nem a melhor comédia), mas é certamente uma das poucas que merecem (e irão) se tornar clássicas.

Sobrevivendo ou não a atual temporada.

#SaveCommunity
#SixSeasonsAndAMovie

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SÉRIES – POSIÇÃO 5

Skins
5.01-5.08

Quando teve início há inacreditáveis quase seis anos, Skins foi recebida com entusiasmo pela crítica e pelo público, jovens que estavam cansados de ser retratados como nerds perfeitinhos (Dawson’s Creek), gangues da elite (Gossip Girl) ou heróis de contos de fadas modernos (The O.C.). Criada por Bryan Elsley e Jammie Brittain (pai e filha) e desenvolvida por uma equipe de diretores, produtores e roteiristas quase tão jovens quanto seus personagens, a série se destacou ao apresentar um drama cru e honesto, mas que não se passava no fundo do poço (como muitos filmes dos anos 90).

Com seus adolescentes certinhos e manipuladores, filhos da puta e deslocados, talentosos e despreocupados, doentes e preguiçosos, sonhadores e céticos, a série atendeu de forma certeira as necessidades e vontades de seu público, ganhando a atenção e, principalmente, a confiança dele.

Mas Skins não soube sustentar o próprio peso e a segunda geração (2009-2010), que até teve um bom primeiro ano, se perdeu drasticamente na temporada seguinte. De forma incompreensível, Elsley e Brittain escolheram não completar os arcos dramáticos que haviam começado a desenhar de forma tão interessante, preferindo desviar o foco de todas as tramas justamente em direção ao fundo do poço que tinham evitado com tanto cuidado em 2007 e 2008. Uma decisão criativa consciente, é claro. Mas drasticamente mal sucedida.

Se o erro se repetirá, ainda falta um mês para descobrirmos (a sexta temporada deve estrear no final de janeiro na Inglaterra irá estrear dia 23 de janeiro). Mas a expectativa é promissora, já que a terceira geração revelou-se um grupo muito mais parecido com os amigos de 2007 do que com os anarquistas de 2009 – e vale notar que até narrativamente eles se afastam da equivocada segunda geração, percorrendo o caminho inverso da evolução daquelas amizades: aqui, ao se encontrarem, eles assumem automaticamente a condição de desafetos, apenas para se conhecerem e se aproximarem ao longo da temporada e se descobrirem verdadeiramente amigos.

Nesta terceira geração, Skins voltou a ser crua e honesta. Mas o que ela mostra desta vez é um pouco mais de ingenuidade e doçura.

Um olhar bem-vindo. E necessário.

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SÉRIES – POSIÇÃO 4

Breaking Bad
1.01-1.07, 2.01-2.13, 3.01-3.13 e 4.01-4.13

Se há uma série capaz de enlouquecer um espectador, esta é Breaking Bad.

Seus diretores e roteiristas não são apenas os mais competentes da TV (sim, superando inclusive os de Community). Eles são também os mais inteligentes e sádicos da atualidade e o resultado do seu trabalho é que Breaking Bad supera facilmente os mais ambiciosos e eficazes filmes do gênero no Cinema. Uma proeza que, até então, apenas Dexter tinha realizado.

Dexter: pff. Até os piores momentos de Breaking Bad (apontem um!) são melhores do que os melhores momentos de Dexter.

Mas anote essa dica: antes de assistir, alimente-se de forma leve, meça a pressão e respire fundo. Nada vai adiantar, mas é melhor do que ir completamente despreparado.

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SÉRIES – POSIÇÃO 3

The Walking Dead
2.01-2.07

Em 2010, a temporada de estreia de The Walking Dead a colocou em décimo lugar na minha lista. Ela não era nada formidável, mas foi intensa o bastante para merecer atenção.

Uma atenção que foi recompensada de forma devastadora este ano, já que nada havia me preparado para os sufocantes momentos que estavam por vir. Da caravana de mortos em uma rodovia ao chocante desfecho de uma fuga, passando pelo militarismo quase doentio de Shane – responsável, afinal, por aquele que foi sem dúvidas um dos momentos mais marcantes da TV em 2011: os minutos finais do episódio 2.07.

Um desfecho não apenas intenso e angustiante, mas também de partir o coração. E ainda icônico para a série, já que estabeleceu de forma clara as posições e os vínculos dos personagens – como a preocupação de Glenn por Maggie, a compreensão desta pelo que é certo, mesmo que não seja fácil, e também a mal disfarçada ansiedade de Andrea por um pouco de ação.

Mas principalmente, os papeis de Shane e o protagonista Rick. Se o primeiro merece ser reconhecido como o principal responsável pela sobrevivência daquele grupo, Rick é aquele que assumiu para si a responsabilidade de manter viva a humanidade daquelas pessoas. E, como mostra o instante final do episódio, é sempre sobre ele que recairá o peso pelas mais difíceis decisões.

The Walking Dead é uma história simples, sobre pessoas complexas vivendo no limite de sua humanidade, tentando sobreviver a um mundo colapsado.

Poderia ser mais difícil?

Pelo que esta série me provoca e incita, mesmo com tão pouco tempo de vida, eu não poderia fazer outra coisa que não coloca-la entre as três melhores e maiores séries que assisti em 2011.

Porque ela é.

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SÉRIES – POSIÇÃO 2

Arrested Development
1.01-1.22, 2.01-2.18 e 3.01-3.13 (Série completa?)

:)

Sabe o crime financeiro do patriarca que deu estarte a narrativa de Brothers and Sisters? Isso deu início a Arrested Development anos antes. Sabe o cômico advogado corrupto e mão-na-roda de Breaking Bad? Arrested Development teve um primeiro, e melhor. Sabe o brilhantismo de Community e seus easter eggs, narrativas paralelas ao fundo, piadas dentro de piadas, referências rápidas e discretas a episódios das temporadas anteriores? Tudo isso ela aprendeu com Arrested Development e eu APOSTO que a equipe volta e meia se pega indo atrás da antecessora para buscar inspiração e ideias. Resumindo o que eu acho de Arrested Development? É, de longe, a melhor comédia que a TV já teve.

Menção honrosa para o advogado Bob Loblaw (leia seu nome várias vezes e rapidamente) e o narrador que desmascarava os personagens para nós, enquanto mal conseguia disfarçar a própria vaidade (num dos momentos mais hilários da série, ele gasta alguns segundos comentando como o narrador de uma outra série cômica sobre outra família corrupta era um preguiçoso incompetente).

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SÉRIES – POSIÇÃO 1

Queer as Folks

1.01-1.22, 2.01-2.20, 3.01-3.14, 4.01-4.14 e 5.01-5.14 (Série completa.)

Queer as Folk me pegou pelas bolas e esmagou todas as minhas convicções.

Eu tenho um conflito sério com histórias sobre o universo gay, já que as mais relevantes parecem sempre ser feitas, justamente, para o público gay. Pessoas que irão se identificar com uma delicada e emocionante conversa entre mãe e filho buscando a compreensão mútua, e também se divertir um minuto depois ao se deparar com uma tórrida sequência de sexo explícito.

E o que eu pergunto é: como isso pode ajudar uma mãe a entender e aceitar a condição de um filho gay?

E como eu posso admirar tanto Queer as Folk se tudo isso é justamente o que a série faz. Tão bem. E da forma mais baixa possível.

Na linha de frente, temos o desejado e promíscuo trintão Brian Kinney ao lado do ninfeto irresistível Justin Taylor, que deixam de lado o carente melhor amigo de Brian, Michael Novotny – a única pessoa que Brian parece amar de verdade, e talvez por isso se esforce tanto para não transar com ele.

A princípio irritante e insuportável, Justin (e seu intérprete Randy Harrison) evolui de forma visível a partir da segunda temporada, quando finalmente conseguimos entender por que Brian tem sentimentos por ele. Michael, por outro lado, sofre nas mãos do ator Hal Sparks, que jamais acompanha as alavancadas que seu personagem recebe do roteiro. Quando nos damos conta, sua presença em cena é recebida com antipatia pelo espectador – e nem mesmo seu casamento com o espetacular professor de Robert Grant resolve o problema.

Já Brian, o protagonista absoluto desse drama, jamais deixa de nos surpreender e, ainda assim, ser sempre coerente com tudo o que podemos esperar dele. Gale Harold, aliás, parece entender até a alma seu fascinante personagem. E diferentemente de atores que, espertos, escolhem papeis que fiquem dentro de seu alcance dramático (alô, Keanu Reeves), Harold concentra toda as suas complexas emoções exclusivamente no olhar e nos sorrisos de sarcasmo sempre disponíveis, embora pareça sempre apenas sedutoramente contido e intraduzível.

Perto deles estão Lindsay Peterson e Melanie Marcus, lindas mulheres casadas há vários anos e mães do bebê cujo espermatozoide foi doado por Brian. Inteligentes e companheiras, Lins e Mel conduzem seu casamento com uma gostosa combinação de pragmatismo e romance (não à toa, elas são uma advogada e uma artista plástica). Por isso é tão difícil, também para o espectador, quando elas enfrentam um doloroso e injusto rompimento.

Entre os principais, também temos os amigos Ted e Emmet, um entediante contador e uma fabulosa bicha. Emmet, aliás, é outro arco dramático que merece destaque. Estúpido e desagradável à primeira vista, o personagem de Peter Paige é presenteado com reviravoltas e subtramas que o fazem evoluir e mudar o tempo todo, crescendo como ser humano, amigo e o namorado que jamais consegue ser.

E, por fim, temos as duas mães da história. A praticamente travesti Debbie: solteirona mãe de Michael (e, por consideração, de todos os outros), garçonete há uma vida na lanchonete que reúne todos os gays de Pittsburgh e a mulher responsável pelos melhores conselhos que aqueles “moleques” poderiam receber. E também Jennifer Taylor, mãe de Justin, coadjuvante  e personagem que atravessa o mais orgulhoso e natural arco dramático da série ao respectivamente e gradualmente tolerar, aceitar, entender e apoiar a condição de vida que seu filho decidiu seguir, eventualmente se tornando uma ativista.

E aqui chegamos ao grande e mais importante personagem dessa série: o próprio ativismo.

Infelizmente intragável para o público comum, Queer as Folk é certeira em todas as denúncias e discussões que apresenta. Como, por exemplo, aquela que vemos na terceira temporada quando membros de uma ONG se manifestam durante um discurso político de um chefe de polícia. Emocionados e inquisidores, eles revelam cartazes com nomes e fotos de gays e lésbicas agredidos, desaparecidos e assassinados e questionam porque aqueles crimes estão há anos impunes. Entre eles, o próprio Justin – levado ao coma (no final da primeira temporada) por um agressor que saiu livre com uma pena de algumas horas prestando serviços comunitários.

É triste e frustrante saber que os afiados e contundentes discursos de Queer as Folk são neutralizados pelas quentes cenas de nudez e sexo explícito. Porém, é impossível imaginar como essa série poderia ser tão poderosa se não contasse com todos esses elementos. Porque é justamente essa crueza o que a torna tão real e a aproxima do coração das pessoas.

E é este, afinal, o único modo de mostrar que gays – como eu – são simplesmente humanos com corações que sangram tanto quanto o de todos e corpos que têm desejos tanto quanto qualquer outro.

E assim Queer as Folk é, de forma indiscutível, a melhor série que assisti em 2011.

E, ao lado de Battlestar Galactica, a melhor que já assisti na vida.

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