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Linhas

10 10UTC Novembro 10UTC 2009

Denise pegou a garrafa de Amarone de dentro do balde de gelo e saiu silenciosamente pela porta dos fundos. O gramado do quintal ainda estava enxarcado depois da chuva que durara o dia todo; o ar espiritava à mato, terra e concreto molhado; o céu escuro brilhava límpido com gotas de estrelas e um ou dois pedaços de nuvem acinzentada se afastavam uma da outra perto da Lua, amarela ali no horizonte. Denise se sentou no banco molhado no meio do quintal e bebeu o primeiro gole do vinho, derramando-o gargalo-garganta-abaixo. Ao abaixar a garrafa, percebeu que Pedro estava lá novamente.

O Sol já tinha ido embora quando Pedro decidiu voltar. Voltar para um lugar que era apenas “um lugar”, nada mais do que isso, nada especial. Durante duas horas, a chuva lambera seu corpo inteiro – cabelos, rosto, braços, roupas – e finalmente desistira. De quê…? De afogá-lo. De confortá-lo. De lamentar com ele. Agora Pedro estava sozinho. E mais do que as lágrimas da chuva embora, o que fazia sua solidão tão inequívoca era a terra removida abaixo de seus pés e a lápide branca nova e enxarcada a sua frente.

Pedro voltou caminhando. E no único lugar que, embora não significasse mais nada, já tivera um significado, ele parou. Abriu a porta, molhou o capacho preto, gotejou no carpete de madeira no caminho da sala para a cozinha e deixou escorregadio o chão de piso branco até o quintal. Do lado de fora, sentou-se na mesa de alvenaria perto da cerca baixa que delimitava sua residência. Deitou-se na superficie fria e molhada, saboreando o desconforto. Pouco depois, viu Denise sair de sua casa do outro lado da cerca e caminhar pelo gramado molhado até o banco de madeira no centro do quintal. O banco que ele mesmo construira naquela Páscoa, um presente de boas-vindas depois de atropelar o banco de jardim dela e de seu marido enquanto ele descarregavam o caminhão no dia da mudança.

Denise apagou o fogo da lareira elétrica e ficou parada no meio da sala, com o controle na mão. Olhou para a janela casualmente e notou que a chuva tinha parado. Ela ficou olhando pela janela, sem ver nada. Ficou pensando pouco. Sem conseguir definir pensamentos. Pensava em algum lugar. Em algum tempo. Mas não sabia quando e onde qualquer coisa começara. Ou, talvez, não tivesse certeza. Não sabia como tinha chegado até ali. Denise ficou parada, em pé, olhando para nada pela janela gotejada e embaçada. Ficou assim por quase meia hora. Então decidiu se mexer. Olhou em volta. A mobília era linda. Os porta-retratos tinham rostos familiares. As flores perfumavam o ar. A garrafa de Amarone estava mergulhada no gelo, suando deliciosamente ao encontrar o ar quente. Denise a pegou e saiu para o quintal molhado. A caminho do banco de madeira construído por seu vizinho, ela se lembrou da tarde em que se mudara para aquela casa.

André ajudava os carregadores a levar a mobília do caminhão baú para dentro da casa. Dentro da casa, indicava aonde cada coisa deveria ficar. Ele estava sozinho ali. E por sozinho, significa sem Denise. Enquanto suava sob o esforço físico que não estava acostumado, André papeava com os carregadores e explicava que sua esposa estava grávida de três meses. Que eles tinham decido se mudar para lá para dar um bom lar ao bebê. Que ela estava se despedindo de sua equipe no trabalho e apresentando a eles o novo gerente que a substituiria, facilitando a transição. Que ele não trabalhava há três anos. Que comprara a casa com a herança deixada por sua mãe. Que era escritor e compositor. Enquanto cantava um trechinho de uma música que compusera, André foi para a rua acompanhando um dos carregadores, que reconhecia a letra. Mas a música foi interrompida por um barulhinho seco. E André perdeu toda sua animação ao ver as lascas brancas de seu banco de jardim espalhadas pelo asfalto.

Carmen não sabia o que fazer. Parada no semáforo, tentava compreender a extensão daquela notícia. Engoliu uma tempestade de lágrimas e em troca vomitou um gemido. Uma vontade de gritar queimou sua garganta. E por que não? Por que não gritar bem alto? Por que não chorar, se debulhar? Um ano e dois meses. Um ano inteiro mais dois meses de suspense aflitivos. Um ano e dois meses de silêncio, de força, de autocontrole. Por que não chorar agora? Só agora? O semáforo abriu. Carmen mudou a macha e arrancou. Abriu as janelas e sentiu o vento cuspir ar em seu rosto. Seus lábios abriram um sorriso discreto e isso foi o bastante. O sorriso ficou enorme e seus olhos se derramaram em lágrimas, sua garganta rosnava e de repente sua boca gritava, urrava. Com uma mão no volante, levou a outra para a cabeça e desamarrou o laço do lenço estampado de flores. Dois meses ou três. nada mais do que isso. Em breve, aquele vento delicioso faria seus cabelos dançarem novamente. Seus novos cabelos coroariam sua nova vida. Sua nova História.

André seguia o caminhão de mudanças a poucos metros de distância. No rádio, ouvia sua própria música na voz de uma garota de dezenove anos. Ele sorriu. Ele tinha talento. Poucos compositores de sua geração sabiam falar sobre amor e vida tão intensamente como ele. Ele por acaso olhou para o relógio em seu pulso e percebeu que já estava na estrada há quase duas horas. E percebeu como tinha sido tranquila a viagem. E ao entrar na rua onde viveria e se faria feliz pelos próximos muitos anos, pensou em todos os amigos de infância que faria por ali. Todas as amizades eternas e, quem sabe, paixões secretas e platônicas.

Carmen parou o carro na frente de casa e olhou pelo retrovisor para o caminhão de mudanças que estacionava. Sentiu um sabor de fé açucarar sua boca. A vida continuava. Novas histórias começavam. Saiu do carro e olhou em volta, sorrindo para o homem que estacionava seu carro logo atrás do caminhão baú e esperando ver, no final da rua, o carro de Pedro chegando às pressas para abraça-la e ergue-la e girá-la no ar, sorrindo, gritando e chorando. Mas não era o carro dele o brilho prata que ela vislumbrava. Então foi para dentro de casa, pensando em preparar um bolo para comemorar aquele dia e até mesmo dar boas vindas ao novo vizinho que começava uma nova vida bem ao lado dela. Na cozinha, Carmen abriu os armários e começou a separar os ingredientes. E então ouviu um barulho de algo quebrando na rua. Olhou pela janela por mera curiosidade, esperando ver algum carregador lamentar seu descuido. Mas o que viu foi Pedro saindo do carro prata às gargalhadas, se desculpando sinceramente mas nada convincentemente pelo estrago que fizera a algum objeto de madeira branca e, para a surpresa de todos ao redor, abraçar seu novo vizinho que jamais vira na vida.

Natureza humana.

4 04UTC Novembro 04UTC 2009

Eu me dou bem com essa minha personalidade meio distraída, meio ingênua… Por causa dela, por exemplo, frequentemente eu me flagro surpreso com acontecimentos que já não são mais novidade para ninguém, como quando noticiei “Gente, a Madonna desmaiou num show!”,  dias após o ocorrido, ou quando estranhei o nome “Topo Gigio”, personagem completamente estranho para  mim.  E isso é algo que causa momentos como: “Nossa, como assim só agora aconteceu a primeira morte por Gripe Suina na China!”, e alguém pergunta: “Então, Achilles… E de que mês é essa notícia, querido?”. Sem falar em todos os momentos que envolvem cores na minha vida. Eu sou daltônico. Por outro lado, me aproveito dessa característica autoreconhecida e faço brincadeiras como questionar “Que banda é essa?” ao ver alguém assistindo a um videoclipe anos oitenta do U2.

Um recente motivo de risos (e um besliquinho na bochecha acompanhado de um “Que fofo!”) foi quando declarei que quero visitar Amsterdã ano que vem para provar maconha sem peso na consciência, e quando confidenciei que estou com vontade de experimentar LSD, comentando que ia marcar uma consulta médica para saber se é seguro para o meu corpo.

Oras! Por que uma garota de 16 anos pode consultar um ginecologista ao decidir transar e um homem adulto não pode consultar, por exemplo, um cardiologista para usar drogas de acordo com o conceito de Redução de Danos?

De fato, eu realmente tomei essas duas decisões: só vou experimentar maconha quando estiver em um País em que a droga for legal, e só vou provar qualquer outra droga quando um médico disser que é relativamente seguro. E sim: eu acredito que encontrarei um médico mente aberta o bastante para ser completamente honesto (em todos os sentidos).

Mas o que me fez escrever esse post é um acontecimento ocorrido lá em setembro, num dos cantos escuros da badalada e (eu acho) bem frequentada casa noturna A Lôca.

Não entrarei em detalhes agora, para entender o caso basta ler uma matéria do G1 aqui ou, de preferência, um relato em primeira pessoa aqui (posts da época).

Leia, por favor.

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Viu? Agora me diz… O que você acha?

Bom, eu estou sim surpreso. Claro que sei imagino o que rola por aí nas noites paulistanas. Mas sempre associei os casos de agressão mais graves à tribos como skinheads e punks. Sim, eu também sei que há inúmeros casos de violência e assassinato cometidos por seguranças de bares e casas noturnas. Mas sempre acreditei que estes casos fossem casos de homens recém-contratados que eram provocados e, provavelmente tão chapados quanto os baladeiros, se descontrolavam. E sempre acreditei que esses homens eram sumariamente presos ou demitidos.

E agora leio que uma das casas noturnas que eu mais frequento frequentei é justamente conhecida por abrigar seguranças que explodem à menor oportunidade. O Gerente? Simplesmente “revidou as agressões”, dominou o cliente ao invés de cumprir seu papel e tentar acalmá-lo

Eu só não acho que o flyer criado para ilustrar o protesto seja válido. “Até quando seremos tratados como lixo apenas por termos gostos diferentes?”, diz a arte gráfica. Eu não acredito (novamente minha ingenuidade falando?) que o motivo da barbarie seja preconceito contra classes, estilos ou sexualidde – afinal, trabalhar como segurança em uma balada gay e ser, por exemplo, homofóbico, não parece fazer muito sentido.

Contudo, trabalhar como segurança em qualquer que seja o lugar e ser justamente o responsável por uma agressão hedionda a um dos frequentadores… É, isso também não faz o menor sentido.

Divagações na balada.

3 03UTC Novembro 03UTC 2009

De repente, um susto: eu estava sozinho.

Aonde foram meus amigos? Onde os vi pela última vez? O que foi que eu fiz desta vez?!

Da última vez que bebi do copo de um estranho, fiquei 10 vezez mais… Animado. E curti a noite como nunca. Mas o simples fato de ter ficado alterado me incomodou e, assim, jurei que jamais voltaria a beber do copo de algum estranho.

Promessa cumprida. Eu não bebi nada.

Nada estranho. De estranhos.

De fato, as bebidas da noite foram… Smirnoff com Sprite do lado de fora da casa. Um copo cheio. Uma dose de tequila (particularmente suave e gostosa, preciso lembrar de perguntar a marca) e uma caipirinha de saquê (okay, caipisaquê). Só isso.

E, de repente, com susto, me descubro sozinho. Sem nenhum conhecido ao redor… Um redor que de repente começou a rodopiar e se inclinar para a direita e balançar para cima antes de, inclinando para a esquerda, ir para baixo lentamente (e insuportavelmente desconfortavelmente) – levando meu corpo todo junto, a exceção do estômago, que insistiu em ir na direção contrária, querendo brincar de boliche fingindo que minha úvula era o pino restante e que as bolinhas de provolone à milanesa eram a bola.

Okay, escatológico, parei.

Sentei. Abaixei a cabeça e senti pela segunda vez na vida aquela sensação estranha que senti quando fui ao Playcenter pela primeira na adolescência e última vez na vida.

Abre parêntese. Acho Playcenter tão inútil. Nem divertido é. Só serve para deixar seu estômago virado e te forçar a dar sorrisinhos sociais enquanto sua pele empalicde para um tom de verde e seus amigos aparentemente imunes a isso e tudo mais se divertem comendo cachorro quente em uma fila que os fará ficar de ponta cabeça – para não dizer que é completamente ruim, confesso que gosto muito do bate-bate, a melhor atração EVER de qualquer parque de diversões. Fecha parêntese.

A sensação era de despencar 40 metros de altura com os olhos fechados.

Ergui a cabeça e abri os olhos e… uau… Descobri o que acontecerá quando entrar em uma certa atração que será inventada algum dia: um simulador que simula todas as máquinas do Playcenter somadas as do Hopi Hari ao mesmo tempo. Acredite, alguns retardados vão curtir esse simulador. Digo isso porque a sensação é… Nojenta de tão ruim.

Fechei os olhos de novo. A sensação ruim ficou pior. Ai decidi que, entre uma sensação ruim e outra tão terrível quanto, a melhor era a que tinha alguma possibilidade… externa. E exposta.

Ficar de olhos abertos permitia que algum pedaço do meu cérebro se divertisse com as atrações gratuitas que desfilavam (dançavam, se agarravam, ritualizavam) a minha frente (e dos meus dois lados).

Até que, de repente, um susto: alguém falou comigo.

- Oi, você tá bem?

- Hein?

- Você tá bem? Tá passando mal?

- Não – respondo. Afinal, alguem algum dia acharia aquela sensação divertida e faria do tal simulador um grande sucesso no Playcenter. Ou no Hopi Hare. Então não devia ser algo exatamente descrito como “passando mal”. – Eu acho que tô bem – deixo escapar, babando uma gotinha de honestidade.

- Bebe mais um pouco – sugere a filha da puta criatura fingindo que veio de Samaria – que melhora. Eu tava assim também – confessa rindo.

- Ah – murmuro, descobrindo que estimular a audição e a voz fazia a coisa ficar um pouquinho mais desagradável. – Vou beber uma água, então… – e de repente percebendo o que estava acontecendo, qual era o sentido de tudo aquilo, acrescento: – Me ajuda a chegar no bar?

- Claro! – responde animadamente a agora atraente criatura que provavelmente tinha vindo de… alguma cidade histórica onde só tinha gente bonita e atraente. E de belas pernas grossas. Nossa, que pernas.

E assim eu me ergo com um pouco de ajuda. E quando sinto minhas pernas vibrando sem auxílio de acessórios elétricos percebo que estou realmente mal. Alguma coisa estava errada.

Enquanto caminhava até o bar com uma confortável e reconfortante muleta que provocava certas reações libidinosas no meu corpo, comecei a pensar na última hora e no que tinha acontecido.

No bar, peço uma garrafa de água e… Bam. De repente, tudo vem a tona.

Beber do copo de estranhos não é legal. Pode ter alguma coisa ilícita e/ou perigosa dentro. Eu sempre soube disso – e redescobri assistindo a MeninaMá.com.

Mas eu nunca imaginei… aliás, eu provavelmente nem acreditaria se me contassem.

Sem perceber, consumi alguma coisa estranha. Ilícita, talvez, mas com certeza perigosa (no mínimo, me deixou mal, o que me deixa irritado, o que me faz perigoso, o que torna a substância perigosa).

É foda. Depois de tanto tempo, depois de tantas experiências… divertidas e que só poderei contar para os meu netos quando eles forem grandinhos… descubro que a coisa mais básica do relacionamento sexual humano, a mais bobinha e inofensiva de todas… também oferece perigo.

Assim, guardo agora mais uma lição: ao beijar bocas estranhas, tentarei não “dividir” balas ou chicletes. E se de repente, num susto, esgolir algo estranho, vou correndo para o banheiro cuspir.

O que me leva de volta a água recém pedida no bar.

Não consegui abrir a garrafinha e a bondosa e boa (gostosa, mesmo) criatura me ajudou.

Dei um gole, sentindo a deliciosa sensação de frio banhar minha língua, gargante, traquéia e … Encontrar congestionamento no caminho. Engavetar. Começar uma perigosa discussão. E dar ré, trazendo outras coisas enganchadas.

Okay, parei. Os próximos cinco segundos foram muito escatológicos.

ATUALIZAÇÃO

De repente percebi que o título desse post é uma porcaria.

E se Dexter…

9 09UTC Outubro 09UTC 2009

Alguns meses atrás, lembro de ter lido algum comentário sobre algum ator da série Dexter falando que o final da quarta temporada seria impressionante. Hoje, li uma entrevista com Julia Benz em que a atriz conta que o final da temporada deixou todo o elenco chocado.

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De lá para cá, pensei em inúmeras situações que poderiam ser realmente chocantes, e hoje, finalmente, só consegui chegar a uma conclusão.

E me pergunto… O que aconteceria se Rita (a personagem de Benz), amada e carinhosa esposa de Dexter, descobrisse o sinistro segredo do marido?

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Para mim, ela certamente se revoltaria – após um determinado período de choque – e se decidiria por denunciar Dexter.

Se fosse uma ou duas temporadas atrás, acredito que o anti-herói optaria por fugir pelo mundo ou mesmo se matar, já que certamente seria incapaz de machucar Rita; e o mesmo vale para Debra. Hoje, porém, Dexter tem algo muito maior e mais forte que um amor maduro como o que tem por essas mulheres. Ele tem um filho: a maior ligação que um homem pode ter com outro ser humano.

Assim, se Rita se decidisse por denunciar Dexter, acredito que ele a mataria, para “proteger” seu próprio filho (novamente, o mesmo se aplica a Debra). Ele sabe – e ela(s) também, apesar de tudo – que ele jamais deixaria algo ruim acontecer ao bebê, e, acredito, cuidaria também dos filhos de Rita.

Será que os produtores terão aqui a coragem que não tiverem na segunda temporada, quando Lila “tomou” por Dexter a decisão mais difícil que ele já teve que tomar? Será que finalmente veremos Dexter matando um inocente para proteger seu segredo?

E você? O que acha que acontecerá neste tão chocante final desta nova temporada de Dexter?

E, na sua opinião, qual seria a decisão dele caso a mocinha que sempre protegeu se tornasse sua maior ameaça?

Came(ron), promesse.

1 01UTC Outubro 01UTC 2009

James Cameron adora revolucionar a tecnologia para efeitos especiais no cinema. E de tabela, geralmente usa histórias inteligentes, divertidas e tocantes como “cenário” para suas obras de arte. Exemplos máximos desse dom: O Exterminador do Futuro 2 – O Julgamento Final e, é claro, o recordista Titanic.

Pois Cameron fez uma promessa: revolucionar, de novo, a tecnologia para efeitos especiais. E para realmente surpreender o mundo, ele decidiu simplesmente recriar cenários e seres humanos reais… em computação gráfica.

Veja você mesmo:

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(Clique nas imagens para ampliar)

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Sim, tudo o que você vê nestas duas imagens é puramente computação gráfica.

Cameron prometeu, Cameron cumpriu.

Como você já deve saber, estas imagens pertencem ao novo longa de ficção-científica do diretor: Avatar. Uma história vendida como original mas que todo mundo fica apontando ou como adaptação de uma tal Guerra de Luz e Trevas ou plagio de um tal de Delgo.

Como escritor vítima de inúmeras coincidências semalhantes a essa (a mais recente, quando Stephenie Meyer roubou na premissa de A Hospedeira a minha subtrama envolvendo o personagem Eric em Pela Humanidade. Vaca.), eu acredito na originalidade de Cameron. Ou “originalidade”, como queira.

Mas este não é o assunto do post. O assunto é: porque criar uma tecnologia tão extraordinária como essa (banhe seus olhos novamente com essas imagens inacreditaveis aí em cima, vai lá!) para desperdiçá-la em um segundo ato tão… tão…

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Sim, estas três últimas imagens pertencem a Nova Trilogia Star Wars. Uma boa série, mas definitivamente muito inferior a qualquer trabalho que poderiamos esperar das mãos de James Cameron.

Duvida? Então vá a locadora mais próxima da sua casa (ou assine a Net Movies) e alugue Titanic e O Exterminador do Futuro 2 – O Julgamento Final. Você pode até detestar Celine Dion e Leonardo Di Caprio, mas não pode negar que Titanic é uma obra tecnicamente impecável e dramaticamente comovente. Quanto a Terminator 2, bom… é simplesmente um dos melhores filmes que já assisti na vida.

Agora, repito a pergunta: porque criar uma tecnologia tão extraordinária como essa, tecnologia capaz de recriar graficamente seres humanos perfeitos, para desperdiçá-la com…

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Estas imagens pertencem ao que certamente corresponde ao segundo ou terceiro ato de Avatar. E por mais que a história se revele maravilhosa, por mais que estas imagens continuem belíssimas e infinitamente superiores a…

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, não consigo deixar de sentir um certo desânimo com elas, não consigo deixar de ver essa parte do longa como um anticlímax, um desperdício.

Compare:

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De novo: por que ser capaz de recriar seres humanos em computação gráfica, se a tecnologia será usada para criar criaturas que – por mais bem desenhadas que sejam – são extremamente artificiais e digitais?

Um desperdício. Mas espero pela resposta.

Contudo, apesar de tudo… tenho uma confiança tão grande em James Cameron que, tenho certeza, dia 18 de dezembro de 2009, terei um novo filme para brigar por espaço em meu top 5.

E ai! dele se me decepcionar.

Uma jovem porra louca?

30 30UTC Setembro 30UTC 2009

A gostosona, divertidíssima, fantástica e ligeiramente bizzarra apresentadora do programa com melhor nome da TV, Irritando Fernanda Young, vai posar nua para a revista Playboy.

2.10.imagem_fernandayoung

#ChupemPlayboyzinhosAtrásDaMulherLaranja

Agora… por que uma mulher tão inteligente, culta, bem sucedida, bem resolvida e que queria ser gay posaria para uma revista como a Playboy?

Ela mesma explica:

Em seu perfil frustrantemente desatualizado no Twitter, o @youngporra, Fernanda Young  dá dez motivos para posar nua. Cinco deles são…

- Quer salvar o erotismo das mãos da breguice;
- Quer se vingar, pura e simplesmente;
- Em seus livros, ela se expõe muitíssimo mais;
- Quer irritar a própria mãe;
- Quer entrar para o Guinness Book na seguinte categoria:
Primeira Coelhinha da Playboy com 8 romances publicados.

Okay. Isto basta para mim. Parece que eu novembro eu vou comprar minha primeira Playboy.

Quem sabe esse gesto não incentiva a publicação a trazer outras mulheres realmente boas para suas páginas.

Boa sorte, mundo.

Ah, e estou lançando a campanha
#WillianBonnerNaGMagazineJá

Pedaços

30 30UTC Setembro 30UTC 2009

Pequenos acidentes
por Achilles de Leo – Adaptação de # # ###########

CENA 05 – EXT/D – ESTACIONAMENTO

DENISE
Você não quer ver seu amigo feliz?

LUCAS
Quero. Ele é o meu melhor amigo e eu faria qualquer coisa por ele.

DENISE
Então…

LUCAS
Mas não. Ajudá-los a ficar juntos não é o caminho. Deixe-o em paz, Denise. Encontre alguém para amar também.

Denise entra no carro.

DENISE
Não diga a ele que te procurei.

LUCAS
Nunca pretendi fazer isso.

CENA 18 – INT/N – QUARTO DE LUCAS

Uma porta bate com estrondo, Lucas corre para o meio do quarto, chorando.

Felipe entra logo atrás:

LUCAS
Vai embora, pai!

Alessandra entra no quarto em seguida. Chorando também.

FELIPE
Eu já pedi desculpas.

LUCAS
Me deixa em paz!

FELIPE (irritado)
Deixar em paz? Olha o que você acabou de fazer, Lucas. Você acabou com a minha paz… Eu pensei que conhecesse o meu filho… Lucas! Você tem noção…?

ALESSANDRA
Felipe, calma! Pelo amor de Deus, calma! Lucas, tá tudo bem, meu filho. Nós vamos resolver o seu problema…

LUCAS
Problema? Mãe isso não é um problema é a minha vida!

FELIPE
Isso não é vida, é moda! Tem gay em todo lugar, na rua, na tevê, no cinema… Até na igreja!

ALESSANDRA
Felipe, quieto!

LUCAS
Você nunca me respeitou. Dá conselhos uma vez por mês, chama pra uma conversa no Natal ou no aniversário e pensa que fez seu papel de pai!

FELIPE
Você quer dizer que a culpa é minha? Que eu não orientei você direito? (gritando) Eu fui um bom pai!

LUCAS (gritando)
Você nem queria ser pai!

FELIPE
Nenhum garoto de dezoito anos planeja ser pai. Não significa que não seja capaz de amar um filho que vem de surpresa!

LUCAS
Eu sei que você me ama, pai! Então por que não pode me apoiar?

Felipe não responde. Alessandra permanece parada perto da porta, com as mãos no rosto.

CENA 31 – INT/N – QUARTO DO CASAL

Alessandra está irritada, tirando brincos, soltando o cabelo. Felipe entra.

FELIPE
Você está sendo irracional…

ALESSANDRA
E você, conivente! Está permitindo que essa história cresça sabendo que perderemos o controle.

FELIPE
Mas nós não temos o controle disso, Alessandra!

ALESSANDRA
Como assim não temos? Para que serve nossa autoridade? Você está permitindo…

FELIPE
Se nós o proibirmos, se o obrigarmos a ficar longe do André, é de nós dois que ele irá se afastar.

ALESSANDRA
E você acha que não o perderemos se esse namoro continuar?

FELIPE
E você acha que seria diferente se fosse com uma garota? Você realmente acredita, Alessandra, que terá seu filho dormindo no quarto ao lado para sempre?

ALESSANDRA
Eu só quero proteger o meu filho!

FELIPE
Então pare de evitar a realidade!

ALESSANDRA
E o que você quer que eu faça? Um enxoval?

FELIPE
Não seja ridícula…

ALESSANDRA
Não seja hipócrita! Você está tão insatisfeito quanto eu.

FELIPE
Eu nunca disse que estava feliz. Mas não serei responsável por piorar as coisas. Prefiro meu filho dentro de casa com o garoto que eu batizei do que na rua com um completo estranho.

ALESSANDRA
Ah então é isso! Uma maldita campanha de redução de danos!

CENA 82 – EXT/D – PRAÇA

LUCAS
Você tá bem?

DENISE
Acho que sim. Às vezes fico meio confusa…

LUCAS
Confusa por quê? Não me leve a mal por dizer isso, Denise, mas… pra mim foi maravilhoso.

DENISE
Eu também gostei, Lucas. Mas eu sei que não foi certo. Não foi certo com nenhum de nós.

LUCAS
Não, não pense assim. É mais do que justo seguir os próprios sentimentos se ninguém se machucar com isso.

DENISE
E ninguém se machucou?

Lucas hesita.

LUCAS
Desculpe, eu não…

DENISE
Tudo bem, não é culpa sua. Mas é difícil pra mim. Vocês têm um ao outro enquanto eu estou completamente sozinha. Acordar de manhã e lembrar que ninguém está pensando em você… Isso deixa o seu dia um pouco…

Ela pára de falar. Lucas a abraça pelos ombros. Denise se levanta.

DENISE
Obrigada pelo sorvete.

CENA 91 – INT/N – BAR

LUCAS
Você pode mandar uma cerveja para aquele cara e dizer que é por minha conta?

BARMAN
Acho que não é boa idéia, amigo.

LUCAS
Por que não? Ele é do A.A.?

BARMAN
Não, ele só acertou um cara que deu em cima dele mês passado.

LUCAS
Eu não estou dando em cima dele.

BARMAN
Tudo bem. Mas até ele entender isso, você já foi para o hospital.

Lucas abaixa a cabeça rindo. O barman enche o copo dele outra vez.

BARMAN
Por conta da casa.

Lucas olha pra ele.

LUCAS
Você está dando em cima de mim?

BARMAN (rindo)
Eu tenho namorada.

LUCAS
Meu namorado também tinha.

BARMAN
Eu amo a minha.

LUCAS
Ele também me amava.

BARMAN
Qual é o seu nome?

LUCAS
Lucas. O seu?

BARMAN
Gabriel. (Pausa | sorrindo) Mas eu não sou gay.

LUCAS (rindo)
Você também não faz o meu tipo. E já deu a minha hora.

Lucas se levanta, mais embriagado do que parecia, e se segura no balcão.

GABRIEL
Você está de carro?

LUCAS
Eu vou andando. Não moro longe.

GABRIEL
Eu saio em vinte minutos. Se quiser te dou uma carona.

Lucas o encara com sarcasmo. Gabriel sorri.

GABRIEL
Eu juro que não sou gay.

LUCAS
Que pena.

CENA 98 – INT/N – QUARTO DE LUCAS

DENISE
Também sinto falta dele, Lucas.

LUCAS
Não deveria. Ele não sente nada por você.

DENISE
Mas por você ele sente.

LUCAS
Não, não sente.

DENISE
Nós dois sabemos que sim.

Ele se levanta e vai até o guarda roupas.

DENISE
Aliás, nós três.

Ele pega uma camisa e se veste.

DENISE
Você vai sair?

LUCAS
Vou.

DENISE
Você sabia que a sua mãe procurou a minha semana passada?

LUCAS
Denise… Nós não vamos nos casar. Você sabe disso, não sabe?

DENISE
Eu já disse a sua mãe que não quero.

LUCAS
Mas você queria se casar?

DENISE
Não, não queria. Mas tenho medo de ficar sozinha com o meu filho.

LUCAS
Você sabe que eu não vou te abandonar com a criança…

DENISE
Na verdade, desconfio que sim.

LUCAS
Como assim? Eu nunca…

DENISE
Faria isso? Nunca me deixaria sozinha com a criança? Com “a criança”, Lucas?

LUCAS
O que você quer que eu diga? “Meu filho”? “Meu bebê”?

DENISE
Seria um bom começo…

LUCAS
Eu não consigo…

DENISE
Eu sei. Acho que enquanto o André estiver longe, você será incapaz de amar de novo. Nem seu próprio filho. Nem a si mesmo

LUCAS
Por que está dizendo isso?

DENISE
Eu já estive no seu lugar uma vez.

Denise se levanta e pega um casaco no guarda-roupa.

LUCAS
Aonde você vai?

DENISE
Você não é o único que precisa espairecer às vezes.

LUCAS
Você vai ficar bem?

DENISE
Será?

Denise sai.

Virou Lenda

28 28UTC Setembro 28UTC 2009

O original do texto abaixo, diz a lenda, é uma “composição” do ator, autor, diretor, escritor Miguel Falabella. Fiz uma pequena edição no texto, para ficar um pouco mais breve e intimista. O original, não faço idéia de onde esteja publicado…

Mas por que publicar aqui?
Porque e fofo. Não tanto quanto Amy Lee cantando Cartoon Network, mas é fofo.

A dica da publicação? Rômulo, o Nunes.

Trancar o dedo numa porta dói.
Bater com o queixo no chão dói.
Torcer o tornozelo dói.
Um tapa, um soco, um pontapé; doem.

Dói bater a cabeça na quina da mesa,dói morder a língua,
dói cólica, cárie e pedra no rim.
Mas o que mais dói é a saudade.

Saudade de um irmão que mora longe.
De um filho que estuda fora.
Do gosto de uma fruta que não se encontra mais.
Saudade do pai que morreu,
Do amigo imaginário que nunca existiu.
Saudade de uma cidade.

Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa.
Doem essas saudades todas.

Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama.

Saudade da pele, do cheiro, dos beijos.
Saudade da presença, e até da ausência consentida.

Você podia ir para o dentista e ela para a faculdade.
Você podia ficar o dia sem vê-la, ela o dia sem vê-lo.
Você podia ficar na sala e ela no quarto, sem se verem,
Mas sabiam-se lá.

Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se menor,
Ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.
Saudade é basicamente não saber.

Não saber mais se ela continua fungando num ambiente mais frio.
Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia.
Não saber se ela ainda usa aquela saia.
Não saber se ele foi na consulta com o dermatologista como prometeu.
Não saber se ela tem comido mal por causa daquela mania de estar sempre ocupada;
Se ele tem assistido às aulas de inglês,
Se aprendeu a entrar na Internet e encontrar a página do Diário Oficial;
Se ela aprendeu a estacionar entre dois carros;
Se ele continua preferindo Malzebier;
Se ela continua preferindo suco;
Se ele continua sorrindo com aqueles olhinhos apertados;
Se ela continua dançando daquele jeitinho enlouquecedor;
Se ele continua cantando tão bem;
Se ela continua detestando o MC Donald’s;
Se ele continua amando;

Saudade é não saber.

Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos;
Como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento;
Como frear as lágrimas diante de uma música;
Como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.

Saudade é não querer saber se ela está com outro,
E ao mesmo tempo querer.

É não saber se ele está feliz,
E ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos.

É não querer saber se ele está mais magro, se ela está mais bela.
Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim doer…

Saudade é isso que senti enquanto estive escrevendo e o que você, provavelmente, está sentindo agora depois que acabou de ler…

AmigosAmigosAmigosAmigosAmigos

18 18UTC Setembro 18UTC 2009

Recentemente eu fiquei tão encantado com um personagem de True Blood, nova fascinante série de Alan Ball, que cheguei a declarar que este era, desde já, meu personagem preferido entre todos de toda a Ficção…

Um sério equívoco. Pois em seguida me flagrei pensando em todos os personagens dos quais já gostei imensamente, seja em séries, em filmes, em livros ou novelas. E conclusão? Godric não é meu predileto. Mas definitivamente está entre os melhores.

Abaixo, a primeira versão dessa lista.

Mas o que define esta lista?

Personagens tão intensos e encantadores que, se um dia eu enlouquecer em me enclausurar em um mundo imaginário que puder “montar” à meu bel desejo, estes serão meus melhores amigos, convidados para o jantar todas as noites…

5º – Alvo Dumbledore – Harry Potter
4º – Cassie – Skins
3º – Godric – True Blood

E os mais fascinantes…

2º – Walter Bishop – Fringe
1º – Lyra Belacqua – Fronteiras do Universo

E sem ordem de preferência, outros personagens que seriam convidados para eventuais festinhas são:

Bill – Fronteiras do Universo
Dexter – Dexter
Fox Mulder – Arquivo X
Joyce – A Agenda Secreta do Meu Namorado
Lynette – Desperate Housewives
Marvin – Guia do Mochileiro das Galáxias
Ned – Pushing Daisies
Olive – Pushing Daisies
Rapaz – Apenas Uma Vez
Tom – Desperate Housewives
Tom – Pela Humanidade

TruBlud | Em breve… mais sangue…

14 14UTC Setembro 14UTC 2009

Dois anos após o encerramento de Six Feet Under, em 2006, uma série dramática que falava sobre família, amor, sexo e morte… em resumo, humanidade… Seu criador, Alan Ball, voltou com um novo projeto que, para susto de seus fãs, um público adulto e exigente, tratava-se de uma série sobrenatural: True Blood. A escolha do tema, contudo, não poderia ser mais astuciosa, pois Ball usa nada menos do que vampiros para explorar justamente o conceito de “human being”.

Superado, porém, o receio inicial, alavancado pelos produtos da franquia Crepúsculo, Alan Ball viu boa parte do seu velho público sentado novamente à frente do sofá para ver seu programa e, sem surpresa, assistiu também a uma nova geração de fãs se unir à primeira.

Duas temporadas depois (com gostinho de uma), True Blood já desfilou uma coleção tão deliciosa de personagens que fica difícil decidir de quem se gosta mais. E chega a ser curioso que, à princípio, sejam os coadjuvantes os que roubam a cena, já que a estouradinha e sofrida Tara e o safadinho-encrencado Jason acabam sendo muito mais interessantes do que a inocente e perspicaz Sookie ou o galante e ameaçador Bill, humana e vampiro protagonistas e vítimas do amor à primeira vista.

Mas o contraste revela-se um pequeno artifício para que nos encantemos com o maior número possível de personagens antes que os protagonistas assumam seus lugares de honra, sem ofuscar os demais. O que não demora muito para acontecer, já que o romance Sookie-Bill rapidamente conquista a simpatia do espectador, graças ao carisma do casal. Assim, enquanto eles dão novos passos em seu relacionamento, Tara se arrisca em um caso com seu chefe e esquece rapidamente uma paixão platônica, Jason se encrenca mais algumas vezes e parece não aprender a lição, o mistério de um serial killer fica mais ameaçador e novos vampiros, que vão surgindo e revelando outras facetas da raça, atiçam nossa curiosidade, revelando que o universo de True Blood é em si um personagem, e não apenas um mero cenário.

Segunda-feira, dia 21, parágrafos finais e clímax sobre as duas primeiras temporadas de True Blood.

Preguiça violenta de escrever.

8 08UTC Setembro 08UTC 2009

Post publicado por Mauro Vilela Pietrobon, autor convidado.

Imagino que qualquer pessoa que escreve bastante já passou por isso: A preguiça de escrever o que quer que seja.
Não é aquela coisa “Estou sem nada pra escrever”, é preguiça, mesmo! Sempre damos o motivo de não ter nada para falar, mas se nós quiséssemos mesmo escrever, encontraríamos alguma coisa pra dizer! Afinal, o mundo gira né, gente, e enquanto eu escrevo esse texto várias coisas estão acontecendo! Não dá pra simplesmente dizer que “não tem o que falar”, nunca “não tem o que falar”!! Se nada de interessante aconteceu na sua vida, fale sobre o tédio, fale sobre o ócio, temas cansativos, que já foram longamente abordados, mas que por mais incrível que pareça sempre são abordados de maneiras bem diferentes!
Você não pode ter passado as últimas 24h sem fazer absolutamente nada! Você pode ter ficado no ócio, o que é bem diferente de “não fazer nada” (bom, primeiros vamos dizer a verdade, a construção da frase deveria ser “fazer nada” e não “não fazer nada” pois, ao meu ver, se alguém “não faz nada”, obviamente está fazendo alguma coisa.) Retificando: Ninguém “faz nada”. Você pode estar na atividade mais ociosa de todas: Televisão, afinal, o que quer que você faça no computador, no quarto, no armário, na balada, no bar, na escola, na faculdade, no trabalho, longe da televisão, é muito mais intelectual ou muito mais ativo do que ficar na frente da televisão assistindo novelas ou seriados ou programas (eu digo bem novelas, seriados ou programas, porque filme é outra coisa, filme é cinema, novelas, seriados e programas são televisão, coisas absolutamente diferentes.) Voltando… Se você está na frente da televisão, olhando os programas passarem, você ainda assim está fazendo alguma coisa, pode ser esse o momento no qual você percebe que pô! Televisão é uma coisa muito ruim, não traz quase nada às pessoas e blablablá. Pronto, você pode escrever sobre isso.
Para você “fazer nada”, você precisa nunca ter nascido (digo isso pois ninguém sabe o que vem depois da morte), pois enquanto você está em vida, você pode estar pensando em nada (é sério, é possível estar pensando em nada, eu sei!) Mas mesmo assim, pensar em nada está longe de “fazer nada”, pois enquanto você pensa em nada, você simplesmente descansa, é um momento de repouso, e se você está com esse momento de repouso intelectual é porque obviamente há pouco tempo, ou em pouco tempo, você entrará em um estado de atividade intelectual exigindo uma maior capacidade de seu cérebro para desenvolver raciocínios.
Ou seja: Você sempre tem o que escrever!

E mesmo assim, tem vezes que você simplesmente…não está afim! Você olha para a folha, para o Word, para o WordPress, para o Blogspot, Blogger, Skyrock, Fotolog, Nafoto, papel sulfite, lousa, quadro branco, negro, calendário, agenda, diário… e não se sente inspirado para falar sobre absolutamente nada. Na hora pode chegar alguma certa quantidade de temas, mas você não quer porque não quer escrever.
Por que isso?
Eu tinha uma teoria, até minha última fase dessas: falta de leitura. Eu fiquei um tempo sem conseguir produzir textos pelo simples fato de não estar lendo quase nada.

Mas aí é que está o problema: agora eu estou lendo! Estou até lendo mais do que lia há uns dois meses, lendo L’Histoire d’un alleman (Sebastian Haffner), “O alienista” (Machado de Assis) e comecei Le Lièvre de Vatanen (Arto Paasilinna), isso sem contar que já li todos os novos posts de todos os blogs que acompanho (acreditem: são MUITOS), tenho lido as twittagens de meus amigos regularmente (e agora eu voltei a seguir algumas pessoas que eu tinha parado, já que estou com TwitterFox e a vida ficou mais fácil) e como se não bastasse estou acompanhando uma certa quantidade de tópicos em três comunidades diferentes do orkut! Basicamente, se eu não estou inspirado para escrever, não é por falta de leitura, mas sim por PREGUIÇA.

Mas de onde veio essa preguiça, que claramente é consertável, já que eu sentei para escrever um post teoricamente curto e já estou nas 678 palavras? Fica claro que a preguiça é só de começar, porque como acontece de vez em quando, é só começar que vai sozinho! E já estou lá eu fazendo críticas sobre a televisão, sobre filmes, sobre livros, peças, jogos, amigos, uma crítica social, por que não? Contando mais uma parcela do meu dia ou narrando acontecimentos que mostram que eu sou uma pessoa com dupla personalidade.

Pois é… A preguiça é como o desejo.
O desejo é como a fome.
Ou você mata ele, ou ele te mata.
E o único jeito de matar a fome é… escrevendo.

Anticristo (Lars Von Trier)

1 01UTC Setembro 01UTC 2009

Anticristo, todos já sabem, é o primeiro filme do gênero terror do cineasta dinamarquês Lars von Trier, criador de obras máximas como Dançando no Escuro e Dogville – duas obras-primas de um mesmo artista. Aqui, porém, o cineasta dá um passo para trás e, concebendo um trabalho graficamente agressivo (com direito a penetração sexual e automutilação) e plasticamente fascinante (a sequência de abertura do longa é uma obra de arte à parte), acaba errando  ao mergulhar o espectador em uma trama dramaticamente incompleta, embora profunda.

O longa conta a história de um casal (cujos nomes jamais conhecemos) que tenta lidar com a morte do filho pequeno; um episódio terrível e ainda mais trágico graças a culpa deles por uma negligência momentânea; em especial da mãe, que não consegue se recuperar do luto e se entrega aos estágios mais profundos e escuros da dor. Numa tentativa de ajudá-la, o marido – que é psicólogo  – decide levá-la para uma cabana na floresta onde ela passou férias sozinha com o filho, acreditando que se ela enfretar seus piores medos irá perceber que eles não representam um perigo real e, assim, poderá emergir do luto. Mas logo o dedicado marido descobre que a mulher está mais mergulhada nas trevas do que ele era capaz de imaginar, e o cenário escolhido para o tratamento revela-se o gatilho perfeito para uma perturbadora reviravolta.

Anticristo, como pode ser notado, tem uma premissa claramente poderosa, mas a história, infelizmente, é conduzida por atalhos sem saída, lançando elementos e alegorias interessantíssimos (como o aborto de um animal, o canibalismo de outro, uma fogueira) mas jamais explorando suas possibilidades. E se esse desperdício já não fosse demais, von Trier falha gravemente ao introduzir elementos sobrenaturais à narrativa, transformando o que era até então um fascinante estudo de personagens e psicologia em um terror barato envolvendo demônios.(Contudo, reconheço que ainda é possível fazer uma leitura mais racional da história, só é uma pena que o ótimo cineasta tenha reduzido seus personagens a um artifício tão pequeno).

Mas se Lars von Trier falha como roteirista, seu trabalho como diretor está a altura de suas melhores obras. A começar pelo prólogo (citado no primeiro parágrafo), totalmente em preto e branco e câmera lenta, com planos detalhes chocantes ou belíssimos, e os enquadramentos marcantes, como o plano plongé que revela o casal transando aos pés de uma árvore e o quadro em primeiro-plano que mostra o protagonista sob uma chuva de bolotas de carvalho, passando pela curiosa escolha da trilha sonora, que erra e acerta na mesma medida: se por um lado os trapaceiros acordes súbitos assustam mais que o próprio susto da cena, por outro, a pontual trilha sombria parece ser uma forma de assumir que o filme se trata de um filme de terror, o que funciona como adequada homenagem ou referência ao gênero. E confesso que fiquei tensamente incomodado (no bom sentido) com o barulho das (já citadas) bolotas de carvalho caindo sobre o telhado.

Contudo, e não há dúvidas sobre isso, o grande trunfo de von Trier e Anticristo está mesmo em seu casal de protagonistas, interpretados por Willen Dafoe e Charlotte Gainsbourg com um desapego físico impressionante, exibindo seus corpos até a mais profunda intimidade, e uma entrega emocional absoluta, transformando o casal em pessoas perturbadoramente reais.

Se formos considerar os trabalhos anteriores de Lars von Trier, este último lançamento será inevitavelmente classificado como uma obra menor. Porém, é justo dizer que, mesmo devendo às expectativas, Anticristo revela-se um exemplar de terror realmente digno, ou até mesmo mestre, superando em coragem meros programas que apelam para o choque barato, como a franquia Jogos Mortais, e exibindo cenas de violência que ultrapassam qualquer ousadia dentro do gênero… E de brinde, ainda nos traz personagens mergulhados em um drama extremamente profundo, dramático e fascinante.

4-estrela

Do inconsciente ao subconsciente, passando pelo medo.

30 30UTC Agosto 30UTC 2009
Mauro Vilela Pietrobon

Uma coisa boa a precisar, antes de começar este post, é o seguinte: Eu sou uma das pessoas mais hipocondríacas que o mundo já conheceu. Mas não é nem que eu acho que eu estou sempre com uma doença, ou que se eu cortar o dedo, eu logo terei que amputar o braço. Minha hipocondria começou por aí, mas atualmente é algo bem mais complexo, e que ninguém conseguiria me persuadir de que eu estou errado.

As doenças que eu tenho certeza ou quase que eu tenho são todas de ordem psicológica. Já existia esse sentimento em mim, mas se intensificou depois de ler o artigo na SuperInteressante falando sobre psicopatia. Desde então, não é que eu acho, é que eu sei que eu tenho uma grande tendência à psicopatia.
Eu comecei a ficar mais controlado, atualmente, eu não começo a acreditar quando alguém me diz que eu posso ter alguma doença, mas fico com mais raiva da pessoa por ter colocado esse sentimento dentro de mim.
Aconteceu há pouco tempo com o Marcelo, eu comentei que eu tinha medo de todas essas coisas de ordem psicológica, e ele me disse “Você sabe que é possível que nenhum dos seus amigos existam, né?” E é óbvio que eu sei disso! É óbvio que eu já pensei muito mais nisso do que a maioria das pessoas, mas era uma coisa na qual eu não pensava fazia um bom tempinho já. Por ele ter recolocado (ou pelo menos tentato recolocar) essas ideias na minha cabeça, não é nem que eu comecei a acreditar mais, eu simplesmente aceitei que era possível (e até um certo ponto, provável) que isso fosse verdade, mas o meu maior sentimento na hora foi raiva dele! Eu quase decidi parar de falar com ele. Mas me controlei, falei pra ele não fazer muito isso, e continuei a vida normalmente.

Agora, uma das doença que sempre me incomodou bastante é…
a dupla personalidade

a dupla personalidade
Quer dizer, eu falo sozinho, eu falo muito, muito, muito sozinho! Eu chegava a falar sozinho na escola, na rua… Chegaram até dias que eu comecei a falar com duas vozes diferentes, como se fosse mesmo um diálogo. Sempre na consciência de que era eu fazendo as duas vozes.
Mas aí vem a parte do inconsciente, na história. Eu sonho umas coisas muito malucas, os meus sonhos quase nunca são “liguei pra minha mãe”, em geral têm começo, meio, um monte de problemas, e um fim. Isso não seria um problema tão grande, até porque eu sei que não sou o único a ter esses sonhos gigantescos. (Se bem que eu boto fé de que eu fui o único que conseguiu morrer mais do que dez vezes numa noite só!) 
Só que hoje, eu cochilei durante uns cinco minutos, e quando acordei, percebi (ou achei) que tinha sonhado, assim! Depois de despertar, até achei estranho aquele silêncio, pois meu sonho tinha até trilha sonora! E isso foi um sonho que não durou mais do que cinco minutos.
Isso foi hoje de tarde, não me preocupei muito com isso, não achei que pudesse ser um sinal de dupla personalidade, ou qualquer coisa do gênero; mas depois do que aconteceu mais tarde comecei a considerar que talvez fosse um sinal! Porque talvez eu não estivesse sonhando, mesmo, mas talvez outra pessoa estivesse cantarolando uma música, usando o meu corpo e a minha voz para isso, e quando acordei, achei que tivesse sido um sonho porque era o mais racional a se acreditar!
Mas acontece que hoje eu fui na dentista. E para isso, eu peguei um ônibus, e um livro. Eu estava na Alemanha, pós-primeira guerra mundial, quando de repente bateu um sono, mas um sono estranho, porque eu estava gostando muito da história, não tinha dormido particularmente mal de noite, e mesmo assim, estava com dificuldade para me manter reto na poltrona. Estava cambaleando, prestando atenção, para sentir quando o ônibus passasse por cima do viaduto, minha indicação de que era para apertar o botão para parar. Não senti o viaduto, e foi nessa hora que meu subconsciente fez uma pequena intervenção na minha vida, depois disso eu tive tempo de raciocinar e perceber que essa estranha passagem que meu inconsciente está fazendo, tentando mais e mais se aproximar do meu subconsciente, até virar parte da minha consciência é extremamente assustadora, porque isso com certeza será uma dupla personalidade, e se o inconsciente já está praticamente lá, no subconsciente, eu devo dizer que eu tenho medo! acordei com uma voz dizendo numa altura muito grande “SIM!” Ninguém tinha dito aquilo, vinha diretamente do meu subconsciente. Esse inconsciente que raramente aparece para mim, decidiu aparecer para me acordar. Eu acordei, li a placa da rua, e percebi que era a hora de apertar o botão, ainda extremamente intrigado pela maneira como eu tinha sido acordado, apertei o botão, e desci do ônibus. O ponto não tinha passado, eu apertei o botão segundos antes do ônibus quase passar reto por ele, e ele não passou pois eu fui acordado pelo meu subconsciente.
Ãhn?
Como meu subconsciente pode ter me acordado, sabendo que eu já tinha passado o viaduto, se nem meu consciente tinha a capacidade de saber, principalmente porque foi provavelmente a primeira vez que fiz esse percurso de ônibus nessa hora do dia, nessa velocidade?
Oi, eu sou o Mauro, e hoje minha segunda personalidade me acordou no ônibus.

Pagando bem… Putz, nem isso.

26 26UTC Agosto 26UTC 2009

TRÊS AMIGOS SE ENCONTRAM DURANTE O ALMOÇO:

WILSON
O que você está fazendo na vida, Roberto?

ROBERTO (ex-executivo da Pirelli)
Bem… Eu montei uma recauchutadora de pneus. Não tem aquela estrutura e organização que havia quando eu trabalhava na Pirelli, mas vai indo muito bem…

WILSON
E você, José?

JOSÉ (ex-gerente de vendas da Shell)
Eu montei um posto de gasolina. Evidentemente também não tenho a estrutura e a organização do tempo que eu trabalhava na Shell, mas estou progredindo… Mas e você Wilson?

WILSON (ex-publicitário da grande Agência)
Ah, eu montei um puteiro. Claro que não é aquela zona toda da Agência, mas já tá dando algum lucro…

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Explicando a piada…

1 – Você trabalha em horários estranhos (que nem as putas);

2 – Te pagam para fazer o cliente feliz (que nem as putas);

3 – Seu trabalho vai sempre além do expediente (que nem as putas);

4 – Você é mais produtivo à noite (que nem as putas);

5 – Você é recompensado por realizar as idéias mais absurdas do cliente (que nem as putas);

6 – Seus amigos se distanciam de você e você só anda com outros iguais a você (que nem as putas);

7 – Quando você vai ao encontro do cliente você precisa estar apresentável (que nem as putas);

8 – Mas quando você volta parece que saiu do inferno (que nem as putas);

9 – O cliente sempre quer pagar menos e quer que você faça maravilhas (que nem as putas);

10 – Quando te perguntam em que você trabalha você tem dificuldade para explicar (que nem as putas);

11- Se as coisas dão erradas é sempre culpa sua (que nem as putas);

12 – Todo dia você acorda e diz: NÃO VOU PASSAR O RESTO DOS MEUS DIAS FAZENDO ISSO (que nem as putas).

13 – O pior é que a gente gosta !! (que nem as putas).

Eu quero dar-dar-dar.

9 09UTC Agosto 09UTC 2009

Mauro Vilela Pietrobon

Nossa… Conversa interessante na janta hoje.

Começou com dois amigos da família falando sobre teatro. Ele escreveu uma peça pra ela, falando mais ou menos sobre ela, enfim. E os dois ficaram falando sobre a peça: ela falando como a peça é maravilhosa, como o marido dela é um gênio, enfim. Ele falando mais sobre o teatro, mesmo.
Depois de um tempo, a conversa passou pra teatro, os dois falando como vida de ator é complicada. Meu pai falando que vida de ator é complicada, sim, mas que se um ator, além de ator, também escreve, fica mil vezes mais fácil. Minha mãe olhando pra mim, de vez em quando e pontuando “viu só no que você está se metendo?” –> não mudei de ideia, continuo querendo ser ator. Minha mãe falando que nem era me fazer mudar de ideia, a missão dela, mas que era pra eu ficar atento, ouvindo.
Depois de um tempo, a conversa foi mudando, avançando, mudando e mudando, até que teatro não seria mais nem uma “tag” se aquilo fosse um post.

Certo, teve uma hora que a conversa passou ao tema “mulheres e vida de casal”. (Nem um pouquíssimo surpreendente, já que minha mãe estava à mesa.) Acontece que exatamente essa pessoa: minha mãe, ela tem essa teoria de que a mulher faz uma coisa que ela chama de “dar”. Certo, existe um verbo sem conotação erótica que é “dar”, eu concordo, não é sempre que alguém diz coisas como
- Eu dei um livro pro meu pai.
que eu penso em sexo. Ainda bem, eu não tenho mais 12 anos. Bem, aí a questão, é que minha mãe diz que a mulher a.do.ra “dar”. Ou seja, ela gosta de fazer coisas pelos homens, pelos filhos, e ela gosta de, por exemplo, ir me buscar na bwatch às 5h00. Ela gosta de arrumar a cama pro marido, fazer a janta. Enfim, e é isso que minha mãe chama de “dar”. Eu continuaria não tendo problemas com essa expressão, se não fosse uma coisa, chegou um momento da conversa no qual minha mãe falou a seguinte frase, pontuando com muita força o verbo:
- Dar é muito bom! Dar é ótimo! Dar é a melhor coisa que tem! Os homens não imaginam como é bom dar! Dar é a melhor coisa do mundo! Dar é muito, muito, muito bom!