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A Nova Priscilla

17 17UTC Setembro 17UTC 2009

Depois de dois álbuns simplesmente excelentes (três se contarmos o ao vivo), a banda Pitty ressurge agora com uma promessa: novidade. E Chiaroscuro, o novo álbum com seu curioso e ótimo nome, até ensaia cumpri-la, mas ofega e acaba retrocedendo, satisfeito em se reduzir a um simples trabalho com algumas inovações, longe de representar uma reviravolta significativa na carreira da banda.

Porém, embora repita aqui a fórmula inteligente que marcou os trabalhos anteriores, onde mais do que contar boas histórias ou fazer comentários políticos, sociais e filosóficos relevantes, a banda ensinava e educava seu público, o resultado é que Chiaroscuro é uma soma de poucas músicas excelentes, algumas apenas boas e também momentos ruins, como a irritante (e de tom amador) Rato na Roda e a divertidinha mas tola Trapézio.

Se anteriormente, Pitty e suas letras ajudavam adolescentes e jovens adultos a lidarem com suas identidades (Máscara, Anacrônico), dúvidas (Querer Depois e, genericamente, Do Mesmo Lado) e caminhos errados ou novas chances (Temporal, Semana Que Vem, Déjà Vu), agora, a banda se satisfaz com releituras reduntantes (Descontruindo Amélia) e paráfrases apenas interessantes (Fracasso).

Mas uma banda com integrantes tão inteligentes e maduros (em especial, a vocalista) jamais poderia cometer um trabalho inteiramente ruim. Assim, em contrapartida a desestimulante faixa de abertura, temos Me Adora, primeiro single e uma das três melhores músicas do álbum. Em seguida, Medo, outra das melhores, volta no tempo e mata nossa saudade de Anacrônico, deixando a visita ao Admirável Chip Novo para Fracasso, música que estaria bem à vontade no debute.

Com erros ignoráveis (Rato na Roda, 8 ou 80) e experimentos memoráveis (Me Adora, Água Contida), o álbum é um resumo contrastante de conceitos e experiências acumuladas em uma vida bem vivida, mas que ainda está apenas na metade do caminho, como bem mostra a tocante e intimamente nostalgica Só Agora, a slow-motion-mode-on A Sombra e como revela inconscientemente a promissora Todos Estão Mudos, composição que remete a intensa e infinitamente mais corajosa Quem Vai Queimar? e que resume bem o que Chiaroscuro poderia ter sido: inicia um protesto, grita alto, aponta erros, promete revolução, diz o que deve ser feito, que algo deve ser feito… mas se cala antes de levar a cabo o combate.

Em resumo, a nova Pitty promete e cativa mais do que está disposta a se responsabilizar e jamais cumpre sua palavra, talvez acreditando que o simples ato de gritar é o bastante para exorcizar demônios mergulhados nas mais baixas profundezas.

UP: 18 de setembro

Faixa a faixa:

8 ou 80 | Boa letra… Melodia muito cansativa. Não foi uma boa escolha par abrir o álbum

Me Adora | Um excelente hit. Letra gostosa, melodia deliciosa, refrão pegajoso.

Medo | Letra excelente. Uma verdadeira carpintaria na melodia. A ponte é estranha, mas este parece ser o objetivo. Aposto que será outro hit.

Água Contida | Excelente introdução. Uma deliciosa continuação de estilo para Me Adora. Letra inesperadamente divertida. Outro hit?

Só Agora | A balada mais íntima de Pitty (a cantora) até hoje. Melodia discreta, letra doce, triste. Como eu disse, provoca uma espécie de nostalgia que não consigo associar a nada.

Fracasso | Parece ter sido feita para o Admirável Chip Novo. Letra pittyniana, melodia atual. Aposto que é hit. Se não esta, a próxima…

Desconstruindo Amélia | Ótimo título, melodia básica, adequada. A letra é divertidíssima, mas reduntante. Não acrescenta nada a mulher atual, apenas comenta. Daria um hit pegajoso.

Trapézio | Outra melodia básica que combina com a letra. Uma letra que me remete diretamente a adolescência.

Rato na Roda | Demora para engatar, e acaba fundindo. O refrão é legalzinho, mas não o suficiente. Letra pittiniana demais. Demais. (Já tô com saudade das primeiras faixas…)

A Sombra | Música calma, limpa, traiçoeira… Valeu a pena esperar por este momento.

Todos Estão Mudos | Uma música para o cenário global atual? Boa. Mas longe de ser extraordinária. Encerra o álbum como se fosse uma reticência enorme…

Em ordem de preferência:

Medo
Só Agora
Me Adora
Água Contida
A Sombra
Descontruindo Amélia
Fracasso
Todos Estão Mudos
Trapézio
8 ou 80
Rato na Roda

4-estrela6

Pussycat Babies

2 02UTC Março 02UTC 2009

E se Ashley Tisdale ou Vanessa Hudgens ou qualquer outra garota mais talentosa e menos famosa (e menos diva) que Britney Spears criasse seu próprio grupo de dançarinas e cantoras talentosas (acho as Dolls muito talentosas, especialmente Nicole Scherzinger) onde, ao invés de belas mulheres bem feitas, houvesse apenas adolescentes com corpos e mentes em formação?

Este grupo, com absoluta certeza, seria liderado por Karen McClair

Não tem como não admirar uma série adolescente que se dispõe a escancarar um dos maiores clichês do atual mundo das celebridades, jogando-o diante das câmeras e ainda tendo a bondade de oferecer uma performance até que boa para ilustrar a futilidade do celebrismo juvenil.

+ Amy’s Song

17 17UTC Outubro 17UTC 2008

Amy Lee, cantando Sally’s Song ao vivo, tocando piano ao vivo, perdendo o tom por dois segundos ao vivo, tocando harpa ao vivo e magra! Viva!

Uau!

Comentei algum tempo atrás que seu desempenho ao vivo tinha enfraquecido bastante. Ao que parece, Amy trabalhou para resolver esse problema e agora voltou a velha forma – um errinho á toa é normal.

Estou feliz!

Mallu Magalhães

17 17UTC Outubro 17UTC 2008

Maria Luiza de Arruda Botelho Pereira de Magalhães

Como pode uma garota de 15 anos (agora 16), conversar como uma menininha boba de 10 e cantar e compor melhor do que a maior parte das nossas compositoras. Talvez apenas Adriana Calcanhoto ou Ana Carolina se comparem a ela.

Estou atordoado com o contraste.

Dia, 15 de outubro

15 15UTC Outubro 15UTC 2008

Hoje é aniversário de uma de minhas melhores e principais amigas. Cinco anos de amizade, convivência, cumplicidade… A confiança foi inabalável por muito tempo, episódios recentes mexeram com ela um pouco – em ambos os lados – mas, como acontece poucas vezes na vida, sobrevivemos.

Algum tempo atrás, após um episódio particularmente difícil, questionei minha amiga a respeito de uma atitude dela e ela recusou-se a dar qualquer explicação ou resposta. Na época escrevi algo “incompleto” sobre o assunto e comentei que  mesmo “depois dos últimos cinco e complicados anos, nós ainda nos entendemos profundamente sem precisar de discursos, respostas ou explicações”. E isso é verdade. Pois mesmo quando ela me deixou no escuro com minhas indagações, alguns minutos de conversas aleatórias e sem significados específicos – a simples troca de experiências – são o bastante para fazer com que tudo fique bem. O inconsciente atua de tal forma que todas as ações se explicam sozinhas.

Ela, por sua vez, foi capaz de entender melhor do que eu minhas próprias atitudes quando descobriu que eu havia escondido verdades dela – ou seja, mentido. Confiei em alguém que não deveria – e que enganava a todos, inclusive a si mesmo – e assim abalei pela primeira vez a nossa harmonia – algo até então intocado.

Nossas vidas jamais voltarão a ser como cinco anos atrás, mas quem disse que não será melhor do que antes? Como não disse Alanis e uma de suas melhores músicas, nós estamos “constantemente em harmonia”.

Em sua homenagem, Dia, mando aqui duas coisas: mais do que uma música e mais do que a história contará.

e você é como um jesus dos anos 90
e você revela em sua psicose como você é corajoso
e você apresenta conceitos como um prato de entrada
e você devora as dúvidas deles como sobremesa

e sou simplesmente eu ou está quente aqui?

e você é como um kennedy dos anos 90
e você tem mesmo um milhão de anos,
você não pode me enganar
lançarão opiniões como pedras em um desmoronamento
e tropeçarão a sua volta como hipócritas

e sou simplesmente eu ou está escuro aqui?

você pode nunca ser ou ter um marido
você pode nunca ter ou segurar uma criança
você aprenderá a perder tudo
nós estamos temporariamente em harmonia

e você é como um noé dos anos 90
e riram de você enquanto
você guardava todas as suas coisas
e se perguntam por que você é frustrado
e se perguntam por que você tem tanta raiva

sou simplesmente eu ou você está cheio disso?

que  deus te abençoe nas suas viagens
nas suas conquistas e dúvidas

——————————-

Hora de voltar

“Você fica vazio por dentro. De repente o tempo passa e você percebe que não viveu a única vida que tinha, mesmo sendo a segunda. E quando pensa em recomeçar, descobre que não dá mais tempo.

Na véspera do meu aniversário, vi uma mulher morrer. E aconteceu comigo o que acontece a todos que vêem a morte: pensei na vida. Pensei em toda a minha vida até então, em tudo o que eu tinha deixado para trás. Aí no dia do meu aniversário, sofri um ataque cardíaco e quase morri. Sobrevivi, e e aquilo me fez decidir recomeçar. Mas três meses depois descobri que a falta de ar constante, os vômitos e as fortes dores de cabeça eram sintomas de uma doença que me mataria em poucos meses.

Naquele dia vi minha vida passar diante dos meus olhos. Apenas um reflexo no espelho, uma única imagem. Eu estava morrendo e o pior era que não estava perdendo nada. Minha vida não tinha significado, não tinha história. E eu não tinha mais tempo para escrever.”

Este é o monólogo que abre o longa Hora de voltar, a história de um homem que teme morrer sozinho e decide procurar por velhos amigos que abandonou. Sua principal busca é por Denise, cuja separação deixou tristes lembranças, e Fernando, que nunca compreendeu inteiramente. Eles também partiram para vidas distintas, mas se reencontraram muitos anos depois e se tornaram tão amigos quanto foram individualmente de Luciano.

Em sua jornada, Luciano reencontra mais do que pessoas, mas também verdades que fingia nao existirem. E ao final de sua busca, descobre que nada pode acontecer de novo. Nem amor nem amizade. Nem perdão.

Trecho do roteiro:

DENISE
Eu já venci a fase de sentir dor. Acho que estou anestesiada.

FERNANDO
Você está deprimida.

DENISE
Não deveria estar? Um dia eu acordei e o meu mundo estava assim: vazio, frio, escuro. Mas a pior parte em perder tudo é ter a capacidade de se lembrar de como era… 

FERNANDO
Eu lembro de quando o Luciano foi embora. Ele veio me procurar com aquele adeus cheio de significado, sabe? “O último encontro”!…

DENISE
Fazia parte do romantismo dele. Cutucar cada ferida no peito. Mas ele não estava errado: se não dá pra ter o amor, então que se aproveite ao máximo o coração partido. Você deveria procurá-lo qualquer dia desses, sabia?

FERNANDO
Você também, sabia?

DENISE
Eu não preciso.

FERNANDO
Porque não? Não disse que sente saudade?

DENISE
É que ele te ama tanto, que você parece ter uma parte dele. Então eu me sinto perto dele quando estou com você.

 Feliz aniversário…

Amy’s Song

30 30UTC Setembro 30UTC 2008

Está disponível por toda a Internet a versão completa de Sally’s Song, faixa 14 do álbum NIghtmare Revisited, regravação da trilha sonora do clássico The Nightmare Before Christmas.

Sally’s Song foi uma das músicas mais aguardadas do projeto já que a interprete desta vez (depois de Fiona Apple) é Amy Lee, vocalista da banda Evanescence, que dispensa apresentações. Mas o que trouxe tanta expectativa ao trabalho de Lee é o fato de sua banda ter entrado em férias prolongadas no início deste ano, o que faz de Nightmare Revisited um oásis neste longo período de espera.

O resultado é estupendo! Amy Lee conseguiu transmitir toda a sua intensidade e particularidade a uma música já conhecida e trabalhada por outros intérpretes. Não é surpresa que tenha ficado melhor do que o original, mas é uma grande surpresa, para os fãs, que Amy pareça ter voltado a suas origens musicais com esta música, que lembra muitíssimo os primeiros trabalhos da artista.

Vale lembrar que ainda resta a expectativa pelo lançamento das músicas If You Don’t Mind e Together Again.

CANÇÃO DE SALLY

eu sinto que há algo no vento
é como se a tragédia estivesse chegando
e embora eu queira ficar ao seu lado
não consigo fugir desse sentimento que tenho
o pior está logo ali na esquina

e ele notou meus sentimentos por ele?
e ele verá o quanto ele significa para mim?
eu acho que não é para ser

o que será desse meu querido amigo?
aonde suas ações irão nos levar?
embora eu queira me unir a multidão
em sua nuvem de entusiasmo
tento o quanto posso, isso não vai durar

e nós conseguiremos terminar juntos?

e nós conseguiremos terminar juntos?
não, eu acho que não, isso nunca acontecerá
porque eu não sou a pessoa certa

Pense com elas

9 09UTC Setembro 09UTC 2008

Hoje, é claro, apesar de não ter uma bagagem muito maior do que alguns anos atrás, meu gosto musical expandiu. Porém, apesar de admirar figuras como Damien Rice, Coldplay, James Blunt, Fionn Regan, 12 Stones, Tété (descoberto ontem) e muitos outros, inclusive o trilhista Gustavo Santaolla, há uma constante que não me deixa em paz: mulheres no vocal.

Desde Pink, Pitty, Avril Lavigne, Ana Carolina até Lisa Hannigan (ex-parceira musical de Damien Rice), Sandy Leah (a do Júnior), Adriana Calcanhoto, Amy Winehouse (quem não gosta, hoje em dia?), Madonna, Sarah McLachlan, Fiona Apple, Imogen Heap, Ivete Sangalo, Haikka, Alanis Morissette e muitas, muitas outras.

Alanis Morissette, aliás, tem sido a mais tocada no meu mp3er. E olha que ainda nem tenho todas as músicas do Flavors of Entanglement.

Até lá, me limito ao passado. E publico aqui uma de minhas músicas preferidas esta tarde.

quatorze anos
trinta minutos
quinze segundos que eu
guardo esta mágoa 

onze músicas
quatro dários inteiros
pensamentos vingativos
que eu gastei

sem contato
sequer uma carta
tanta comunicação
telepática
você tem sido caluniado
usado como capacho
você merece uma parte
de cada disco

mas quem está machucado agora?
quem é que está bloqueado?
a quem isto tortura agora
com um velho nó no estômago? 

eu quero ser grande e me livrar
dessa mágoa que tem crescido
todo esse tempo que eu não soube 
como deixar descansar o passado 
eu quero ser suave e resolvida
limpa como lousa e liberta
eu quero perdoar por nós dois 

como uma casa abandonada
coberta de poeira 
mobília - ainda intácta 
se eu visitá-la agora
irei simplesmente reviver tudo
de um modo gratuito?

mas quem ainda sente dores agora?
quem está cansada da própria voz?
quem está perdendo peso
com nenhum presente do tempo que cura tudo? 

talvez se eu cortar a corda
véus se erguerão dos meus olhos
talvez se eu deixar isto de lado
o peso em meus ombros irá sumir

aqui eu me sento
muito determinada
sempre não-preparada
para puxar a cortina
como foi divertido
prazo vencido
e como foi bom pra mim
ser sempre a vitima

mas quem está lamentando agora?
quem está pronto para derrubar
esta carga que eu suporto há mais tempo
do que me preocupei em lembrar

eu quero ser grande e me livrar
dessa mágoa que tem crescido
por toda essa vida que eu não soube 
como deixar descansar o passado 
eu quero ser suave e resolvida,
limpa como lousa e liberta
eu quero e isso é perdoar por nós dois

The Nightmare Before Christmas

9 09UTC Setembro 09UTC 2008

Além de All American Rejects, Rise Against e Flyleaf, Fall Out Boy, Marilyn Manson e Amy Lee são alguns dos artistas convidados para a regravação da trilha do maravilhoso O Estranho Mundo de Jack.

Não encontrei informações a respeito de Fiona Apple, mas ela canta Sally’s Song aqui:

No álbum oficial, porém, quem canta a faixa é a morena do Evanescence.

Rainha Branca de Neve

9 09UTC Setembro 09UTC 2008

Depois de cinema, acho que uma das coisas que mais me atrai é música.

Desde metade da adolescência, ganhei meu primeiro ídolo: a banda Evanescence.

Eu sei, eu sei. Todo mundo tacha disso e daquilo, mas pra mim é uma banda sensacional. Gosto do Origin, álbum pré-fama, mas sem dúvidas Fallen é muito melhor. Já The Open door é igualmente bom, mas um trabalho completamente diferente. Os únicos momentos em que lembra um pouco o velho-Evans é com o intenso Snow White Queen (que lembra muito o ótimo Haunted) e com Lithium - que parece mais Bring Me To Life do que My Immortal, como muitos dizem. Aliás, nunca entendi porque chamaram Call Me When You’re Sober de “Bring Me To Life 2″. Talvez porque tenha sido o segundo 1º single. Sei lá.

Lose Control, pra mim, é o auge do The Open door. À exceção da letra, apenas boa, toda a parte musical da faixa é intensa, melancólica, assustadora e realmente sexy.

Mas nem tudo são flores. Antigamente eu adorava ver Amy Lee e seus parceiros ao vivo. Hoje, tem sido cada vez mais frustrante. Primeiro porque Amy Lee vem enfraquecendo muito sua performance, segundo porque não entendo como alguém pode cantar uma música como Understanding com um sorriso estampado no rosto.

Mas, um desconto, vai: a morena acabou de se casar. É melhor sorrir agora. Não dura muito mesmo.

Ainda assim, mesmo com os defeitos, estou ansioso por Together Again e If You Don’t Mind.

Assim como por isto:

É: não tem graça capuccino sem espuma

29 29UTC Setembro 29UTC 2007

e você é como um jesus dos anos 90
e você revela em sua psicose como você é corajoso
e você apresenta conceitos como um prato de entrada
e você devora as dúvidas deles como sobremesa
e sou simplesmente eu ou está quente aqui?

e você é como um kennedy dos anos 90
e você tem mesmo um milhão de anos,
você não pode me enganar
lançarão opiniões como pedras em um desmoronamento
e tropeçarão a sua volta como hipócritas
e sou simplesmente eu ou está escuro aqui?

você pode nunca ser ou ter um marido
você pode nunca ter ou segurar uma criança
você aprenderá a perder tudo
nós estamos temporariamente em harmonia

e você é como um noé dos anos 90
e riram de você enquanto
você guardava todas as suas coisas
e se perguntam por que você é frustrado
e se perguntam por que você tem tanta raiva
sou simplesmente eu ou você está cheio disso?

que deus te abençoe nas suas viagens
nas suas conquistas e dúvidas

Good Enough

29 29UTC Setembro 29UTC 2007

O conceito é legal, mas o roteiro dá a impressão de que tem algo muito interessante pra contar, o que não é o caso. Os efeitos são apenas bons, mas a direção é instável: se o rosto de Lee entrando em foco é um artifício bonito, o travelling pouco antes é inconveniente, já que confere movimento demais a um momento delicado. Por outro lado, o movimento de câmera quando a chuva começa é muito elegante, e também gostei das trepadeiras (?!).

Contudo, existe algo que me incomoda muito em Good Enough

Nunca concordei quando diziam que a música era a mais “leve” do The Open door, mudando o tom sombrio do álbum. A letra da música sempre me passou úma idéia meio possessiva, e agora o clipe apenas confirmou isso.

Romântica ou depressiva, Good Enough é definitivamente uma canção evanescenciana mas, justamente por sua aura delicada, é bastante perigosa também.