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HSBC Belas Artes

22 22UTC Junho 22UTC 2009

Espaço consagrado em São Paulo para o circuito cult cinematográfico, o HSBC Belas Artes oferece experiências ímpares para os amantes da Sétima Arte, incluindo um projeto que literalmente transforma os espectadores em “Cinéfilos de Carteirinha” (o vantajoso Cineclub) e os mensais Noitão e Encontro – noites especiais onde podemos, respectivamente, encarar uma maratona de filmes noite afora, pelo preço de um ingresso convencional e direito a um modesto café da manhã, ou assistir a uma sessão de filme nacional (ou co-produzido) e em seguida participar de um debate com alguns dos realizadores.

Neste último mês, participei pela primeira vez dos dois projetos noturnos.

No Encontro, mergulhei na mente solitária e confusa do ghost-writer José Costa no ótimo Budapeste, para em seguida ouvir diretamente de Leonardo Medeiros e Walter Carvalho suas impressões e experiências na realização do longa, uma série de comentários que enriquecem ainda mais a produção.

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Já no último final de semana, enfrentei a fria noite paulistana pós-Dia dos Namorados com os bons A Onda e A Comunidade e o fraco Nathalie X.

E entre estes três longas (a noite ainda exibiu Tinha Que Ser Você e o filme-surpresa-inédito-pela-primeira-vez Paris, que não vi), não deixa de ser curioso constatar que o melhor deles é o absurdo A Comunidade, ricamente divertido e repleto de reviravoltas, ainda beneficiado por uma direção segura (não consegui ver o nome do diretor de Álex de la Iglesia) que reconhece estar contanto uma história recheada de bizzarrices.

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Em contrapartida, o bom A Onda não passa disso, um bom filme, mas que acredita ser muito melhor do que é na realidade, errando principalmente por desenvolver uma complexa experiência psicológica em um período muito pequeno dentro da história, o que destrói nossa identificação com a trama, e ainda caindo no equívoco de explicar certas cenas que seriam beneficiadas justamente pela sutileza, como quando três garotos são chamados de “gangue” por dois colegas anarquistas – além do final melodramático que poderia ter ficado de fora no corte final.

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E então surge Nathalie X para encerrar a noite, um filme excessivamente carregado de diálogos, o que definitivamente não é um defeito quando o filme oferece um texto elegante (vide Closer, Antes do Põr-do-Sol), mas que aqui apenas constrange pela fracassada aura de sensualidade e sexualidade e que se torna ainda pior pelo final previsível desde o segundo ato. O que é uma pena, pois este poderia ser um bom filme sobre as consequências do sexo fora do casamento e a libertação de uma mulher tradicional.

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O resultado é que meu primeiro Noitão foi uma experiência que fica entre média e boa, e que poderia ter sido claramente melhor caso os realizadores não tivessem decidido ignorar o forte tema da semana (Dia dos Namorados). Pois havia duas formas de oferecer uma noite perfeita: exibindo filmes todos românticos e interessantes, que prendessem a atenção dos casais e os solitários, ou então filmes amadores e irritantemente chatos do interior da Polônia… Seria a desculpa perfeita para esquecer o telão iluminado e passar seis horas inteiras se agarrando com uma companhia atraente.

Publicidade também é arte?

12 12UTC Março 12UTC 2009

Dizem que Publicidade não é arte, é Comércio.

Eu sou escritor, com projetos assumidamente artísticos voltados para as 6ª e 7ª artes. Hoje, porém, atuando na Publicidade, eu não poderia discordar mais da injusta afirmação acima.

Claro, há empresas e profissionais com suas campanhas sem a menor inclinação artística, mas esta generalização perde a credibilidade imediatamente quando nos deparamos com o trabalho de certas agências e criativos.

Alguns meses atrás publiquei 2 posts destacando comerciais fantásticos que eu tinha visto ou revisto na época (Grandes comerciais e +), e mais tarde cheguei a comentar sobre os fantásticos vídeos comerciais da IBM, que são simplesmente os melhores da categoria negócios.

Numa época em que best-sellers e campeões de bilheteria são títulos como O Doce Veneno do Escorpião (um ótimo título desperdiçado num blogue pornô impresso) e Se Eu Fosse Você (para focar em exemplos nacionais), temos a estupenda e divertidissima campanha publicitária da Oi, que deu um banho de criatividade em sua chegada a São Paulo, e até mesmo eventos institucionais marcantes como a festa de final de ano do Grupo Caixa Seguros, ou a mais recente convenção de vendas da Coca-Cola Femsa, eventos desenvolvidos e executados com conceitos artísticos e alcance dramático que estas obras “tecnicamente artisticas” mencionadas são incapazes de oferecer.

Mas as grandes estrelas do mundo publicitário são sem dúvidas os vídeos comerciais. Pequenos vídeos com pequenas histórias que muitas vezes guardam mais significados e complexidade  do que longos longas-metragens e grossos livros lançados pontualmente no mercado artístico.

Nada disso, porém, esconde a verdadeira intenção final da Publicidade: gerar receita. E é justamente isto o que torna esta nova arte uma arte verdadeiramente digna.

Enquanto autores, cineastas e outros artistas fingem fazer arte quando na verdade buscam um desmerecido sucesso e dinheiro, nada impede a Publicidade de seguir os rastros do capital e ao mesmo tempo oferecer obras que influenciam e ensinam a mente, o coração e alma das pessoas.

Quantos artistas podem dizer que alcançaram este triunfo?

Constrangido

28 28UTC Janeiro 28UTC 2009

Uhmmm… Ouvi dizer que isso é um comercial verdadeiro. Mas, por que parece tanto uma paródia?

E clique aqui para conhecer a página do produto.

Matando a trama

27 27UTC Janeiro 27UTC 2009

Esta é a premissa:

mulher jovem, bonita e rica, com uma vida aparentemente perfeita, de repente decide se suicidar e, à partir disso, uma história começa a ser contada.

Não, não estou falando da ótima série Desperate Housewives, mas sim de Veronika Decide Morrer, segundo longa-metragem dirigido pela desconhecida Emily Young, adaptado do best-seller de Paulo Coelho – que não li.

Mas a premissa de Veronika… está incompleta. Pois na verdade seu suicídio não passa de uma tentativa frustrada e, após isso, ela acorda numa clínica onde descobre que tem uma doença e morrerá em pouco tempo.

Mulher tenta se suicidar, mas falha e descobre que morrerá em poucos dias por causa de uma doença.

Esta a a premissa. Uma premissa perfeita para um dramalhão sobre os valores da vida e o direito de tirá-la e blablablá. Nada que não possa ter resultados maravilhosos, e que não atraia um enorme público, mas ainda assim um drama suspeito…

Mas então por que cargas d´água (não, eu só tenho 22 anos) a equipe de marketing optaria por um trailer que não vende a vendável história do longa? Fazendo parecer que a história fala simplesmente de uma garota bela e rica descobre que está doente e decide se matar.

E assim, uma complexa trama psicologica, vira um clichê barato de filme para TV.

Confesso que estou curioso por este filme. Apesar de não gostar de Paulo Coelho, reconheço que seus livros (dos quais li acho que dois, e talvez por coincidência os dois piores) têm premissas bastante interessantes e muito apelo porpular.

Então por que não vender tal apelo?

Às vezes é melhor não entender.

Fo… orça!

16 16UTC Dezembro 16UTC 2008

Um cartão de visita personal-lizado!

catao_personal_trainer

Medo vó!

28 28UTC Novembro 28UTC 2008

Descobri esta semana o site Akinator onde, através de uma série de perguntas, o site descobre qual personalidade em tenho em mente.

Apesar de alguns erros básicos, o site me assustou várias vezes quando trouxe a imagem de personagens e pessoas que, pelo caminho das perguntas, jamais seriam encontradam. Por outro lado, é interessante observar quando estamos nos caminho certo e perceber que, certa altura, “o computador” já sabe em quem pensamos.

É uma bricadeira dvertidíssima, e para ilustrar o alcance de personagens basta dizer que o Gênio já encontrou as seguintes personalidadades para mim:

Amy Lee

Harry Potter

Junior Lima

Vivian Pretty Woman

Flora

Nazaré Tedesco

MKT #1

25 25UTC Novembro 25UTC 2008

Depois do ótimo resultado da publicação de Grandes comerciais e +, inicio agora + 1 série de posts.

O primeiro tem que ser algo inédito [aqui] e brilhante. Nada mais justo do que um da IBM.

Toque

12 12UTC Novembro 12UTC 2008

O próximo grande lançamento com base no toque…

A Life’s Good apresenta seu novíssimo e baratíssimo LG Cookie, celular com display full touch, através de um vídeo atraente e incrível.

Free touch! O toque na era da liberdade…

Força brutíssima! – O ESPETÁCULO

27 27UTC Outubro 27UTC 2008

Funcionando como mera desculpa para alucinar a platéia com cerca de sete quadros de puro surrealismo, o pesadelo à Homero narrado pelo espetáculo Fuerzabruta perde o sentido em alguns momentos – como em praticamente todos os sonhos dos quais nos lembramos – e acaba parecendo um simples exercício de técnicas e tecnologia. Claro, nada disso diminui nosso entusiasmo, pois não há nada que desvie nossa atenção de todos os pontos do palco, palco que é tudo ao seu redor – abaixo e principalmente acima de todos!

O grande trunfo do espetáculo é manter o interesse – e o deslumbre – do público mesmo quando, ao final do show, o protagonista volta ao palco para continuar a cena de introdução. Depois de tudo o que vimos, ver algo que não é novidade apenas acentua o clima de tensão pelo que está por vir. E o choque é inequívoco! Mesmo depois de bailarinas aladas dançando numa gigantesca parede movediça que nos traz água, céu, gelo e fogo conforme as luzes que reflete, ou a belíssima seqüência onde o protagonista parece adormecer e então começa sua saga pelo abstrato: o primeiro elemento de seu sonho é um quadro suspenso onde um casal de bailarinos parece tentar se encontrar, desesperadamente separados por um teto – ou chão – de vidro que não pára de girar e nos enlouquecer! E ainda o painel giratório que parece se mover ao comando do corpo de dois bailarinos que se jogam sobre a platéia e ficam suspensos por cabos de aço tentando, assim como o outro casal, se encontrar em meio a um movimento turbulento e culminando no prenúncio de uma  tragédia…

Com uma introdução empolgante e tensa, Fuerzabruta nos leva a uma caminhada sem necessariamente passos, mas com muitos vôos e mergulhos! Mas os grandes momentos do espetáculo são sem dúvidas quando a platéia torna-se parte do sonho: primeiro quando bailarinas – ou sereias – dominam uma piscina de plástico que cobre o público e se apresentam numa dança ritualística arrebatadora e sexy, parecendo enfeitiçar marinheiros e marinheiras não com seu canto, mas com seus movimentos e corpos, e finalmente: quando tudo parece ter chegado ao fim, enquanto nossa atenção é desviada para o brilhante trilhista Gaby Kerpel (co-criador do espetáculo ao lado de Diqui James), os 11 atores e artistas do espetáculo infiltram-se na platéia e – sem aviso – uma torre de água despenca sobre a multidão numa chuva fresca, barulhenta e intensa levando todos para fora com a alma lavada e o corpo ardendo de excitação…

Nada que uma mini-rave esperando do lado de fora não resolva…

rafa – rodrigo – achilles (eu) – janna – ator do espetáculo

eu – janna – rodrigo – alex – rafa

achilles (eu) – e janna braçuda

Clique na imagem abaixo e veja fotos no meu álbum do Orkut!

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Crise financeira

15 15UTC Outubro 15UTC 2008

A crise continua brava e sem previsão de trégua… E, enquanto a situação não melhora, as empresas se adaptam a nova realidade:

+

8 08UTC Outubro 08UTC 2008

11 Premiada em Cannes em 2002, das propagandas que vi nesses últimos tempos, esta é com certeza a mais marcante:

12 Já essa é divertida – de novo.

13 E uma mais relevante:

14 E este bem inusitado:

15 Outro verdadeiro:

Grandes comerciais

7 07UTC Outubro 07UTC 2008

10 comerciais marcantes, especiais ou simplesmente incríveis!
Alguns são bem conhecidos, já outros nunca vistos em TV aberta aqui no Brasil.

(e não necessariamente em ordem de preferência – mas, hoje, o último é com certeza o melhor)

01 Estádio

02 Condon

03 Cada um vê o que importa

04 Eh… Deixa pra lá:

05 Poesia Seda

06 Banheiro

07 Poesia Natura

08 Se achar

09 Fired myself

10 Encontro